Minha Alma tem o Peso
O que minha versão trilionária faria hoje que eu ainda não faço? E se eu começasse agora, sem esperar mais?
Em minha carne, crava-se o pecado,
mil agulhas costuram o eterno tormento.
Centenas de linhas percorrem minha pele flácida,
num último resplandecer de lágrimas tortuosas.
Recorro à purificação pelo fogo,
pelo rio sinuoso onde meu sangue se arrasta.
Já não basta um milagre—
é preciso uma liturgia profanada,
o silêncio ambíguo de algo taciturno,
mil preces mal proferidas,
um milhão de tufões soprando ao alento,
em busca do algoz.
Jaz o mal,
forjado por mil chibatadas e um milhão de brasas.
Conhecerás o caminho, talvez no ontem,
mas nunca no amanhã.
Conhecerás o sacrilégio, não por vontade,
mas pelo desejo da carne ao relento,
sob mil luares infinitos,
caindo ao desespero do próximo nascido.
Você, filho do diabo-homem, renascerá.
E ao abrir os olhos, sentirá o peso do primeiro suspiro,
como se sempre houvesse sido assim.
Como se jamais houvesse sido outro.
Como se o fogo fosse apenas a lembrança de algo inalcançável.
Na minha mente solitária, eu viajo na escuridão, sente o drama de um loko, neste mundo sem coração.
É a minha ansiedade, preciso me livrar dela (não consigo me livrar dela).
"Eu inspiro, elevo e prospero, porque meu propósito é maior que eu mesmo e minha riqueza serve para transformar vidas."
Mantra do Livre Arbítrio e Manifestação
"Eu escolho minha concepção com sabedoria. O que eu assumo como verdade se torna realidade. Eu sou, e por isso, tudo acontece conforme meu ser."
Profana Tentação
O lascivo pecado do seu andar desliza pelos labirintos moribundos da minha mente profanando meus pensamentos.
Não consigo explicar
Se eu chorar, você consegue ouvir minha voz?
Você pode tocar
minhas lágrimas com suas mãos?
Eu não sabia que as músicas eram tão bonitas
e que as palavras eram inadequadas
antes de cair nesse problema.
Há um lugar, eu sei
É possível contar tudo
Cheguei bem perto,
eu posso ouvir É impossível contar.
Acúmulo de ideias em minha mente se prendem por esse mundo ansioso.
Perco meu precioso tédio, meu tempo, para orgulhar os abastados e ver, a cada dia, minha nação mais miserável!
Talvez o que ficou preso na minha boca você nunca escute. Pode ser que a vida te mostre, mas, na verdade, desejo que não. Imagino como seria a dor do seu arrependimento.
" ENREDO "
Contaram minha história: dor, paixão,
acertos, desacertos, a alegria
expressa num sorriso, todo dia,
os ganhos, minhas perdas de montão!
Disseram que a lembrança me feria,
que as coisas do passado meu, então,
marcaram por demais meu coração
se não, penar igual, não sofreria.
Que a morte dos amores meus partidos
levaram, sim, também, os meus sentidos
e nunca mais fui terno como outrora…
Mas, quem ousou viver meus passos dados
e ter, ao fim, melhores resultados?
Só eu conheço o enredo que, em mim, mora!
Se eu soubesse que seria a última vez teria te beijado mais isso é um fato.
Enfiaria minha mão entre os seus cabelos ainda úmidos,deslizando levemente sobre o seu pescoço,estamparia em meu rosto um sorriso de luxuria,daqueles de quem se deu bem no maior golpe da história.
E estas sensações ,eu sei, transbordariam ao ponto dos poros não se conterem, e deixariae levar pelo prazer de me banquetear ao ver estremecer a carne em seus ossos.Talvez falasse ao seu ouvido e o quão mútuamente delicioso estava sendo, concorda?
e mesmo que em meio a relutante resistência,minha doce voz ecoasse aos seus ouvidos,da maneira mais atenta me dedicaria a sentir sua respiração ofegante,o enbaracar dos dedos, os toques mais sutis, e a perca total do livre arbítrio que me foi dado.
Tenha consigo que certamente gravei na memória seu olhar,o som da sua voz e a parte na qual você me beijava enquanto estava dentro de mim e talvez isso seja o suficiente.
