Minha Alma tem o Peso
Ainda Não
Há dias em que o corpo pesa mais do que a alma.
E, mesmo sem feridas visíveis, tudo dói.
O respirar dói.
O levantar dói.
O existir... exaure.
Há algo dentro de mim que grita em silêncio,
pedindo socorro, mas sem força para pedir.
Como se eu esperasse que alguém qualquer um
ouvisse o som do que não digo.
Eu me sinto como quem tenta juntar os cacos
de um vidro que insiste em se cortar nas próprias mãos.
Tento reconstruir o que já não sei se pode ser reconstruído.
Mas, mesmo fraca, ainda espero —
porque uma parte de mim ainda acredita
que não é tarde demais.
Talvez eu não precise de promessas,
nem de frases bonitas,
só de alguém que diga: fica.
Fica mais um dia.
Mais um respiro.
Mais um pedaço de esperança.
Porque, por mais que tudo em mim peça fim,
ainda não estou pronta para morrer.
Ainda não.
Só quero que alguém me tire daqui —
desse lugar onde tudo é dor e silêncio,
onde a alma sangra e ninguém vê.
E se um dia eu não conseguir mais pedir ajuda,
que este texto grite por mim:
eu só queria viver,
mas de um jeito que não doesse tanto
O traje da alma...
Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com
o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega
e, de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranqüilidade o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?!
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?!
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!...
- Ah! Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um
médico e não uma vestimenta.. .
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem
parece um médico...
- Veja bem as coisas como são - disse o médico - as vestes parecem não
dizer muitas coisas, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que a
senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um \\\"boa
tarde!\\\".
Um dos mais belos trajes da alma é a educação.
Bastam, às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da
vestimenta se transforme em barro.
Colaboração enviada por: MARIA CRISTINA DEGLI ESPOSTI DA SILVA
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Se é paixão, me nego.
Já resvalei, a alma em pêlo,
nesse áspero despenhadeiro.
Se é paixão, não quero.
Conheço seus espinhos de mel,
sei aonde me conduz
embora prometa os céus.
Se é paixão, desculpe-me, não posso.
Conheço suas insônias
e a obsessão.
Se é paixão me vou, não devo ...
não adianta teus apelos.
Resistirei, porque aí
morri mil vezes.
Paixão é arma de três gumes,
e ao seu corte estou imune.
Se é paixão, me nego
e não receio que me acuses de medo.
Do desvario conheço todos os segredos.
Se é paixão, recuso-me e sinto muito,
pois foi há custo
que saí do labirinto.
Para um soldado, a arma é seu escudo, o Hino é sua oração, sua alma é a farda e o quartel o seu lar.
Tenho a alma esfomeada. Gosto de laços afetivos, de dias seguintes, daquela intimidade conquistada com o tempo.
Acho bonito quem tem vontade de amar. Porque não é nada fácil, eu sei...
Liberdade é colocar a alma acima das injúrias, e conseguir transformar-se de tal maneira que seja possível extrair unicamente de si mesmo as próprias satisfações.
Esse seu silêncio que me mata, esse seu silêncio que maltrata, que me devasta a alma, o coração e a vida. Esse silêncio que deixou uma ferida que não cicatriza, que não sara, por mais que eu cuide, por mais que eu me poupe nada apaga essa lembrança que ficou inacabada. De tudo eu já tentei e o que não tentei nem quero mais tentar. Esse sentimento de descaso, de desprezo que se instalou aqui dentro e não quer sair por mais que eu chore, por mais que eu sonhe e tenha esperanças, por mais que eu afunde minha vida em um buraco sem fim, por mais que eu me afaste de mim, não tem fim...
Que seu dia seja leve, que seu sorriso seja franco, que sua alma se alegre e que sua palavra seja amiga.
Plantar árvores faz bem a saúde, observá-las faz bem a alma. É que as plantando, você exercita o corpo; observando-as, você nota a grandeza da criação divina.
Alma de menina faceira,
Gosta de banho de cachoeira,
Brincar, dançar, e colher flores.
Corpo de mulher,
Que encanta como as feiticeiras.
Seu rosto, suave e doce,
Tem a beleza da ingenuidade.
Mulher de boca adocicada,
Morango, cereja, o gosto desejado...
É toda sensualidade.
Dengosa, pede, grita e chora.
Vaidosa, exibe o corpo nu e bronzeado.
Sonha, tece fantasias,
Paixões e magia...
Menina mulher,
Foge, se esconde,
Tem medo de amar...
Ouviu falar que o amor,
Faz a alma sofrer e chorar...
Nikita
A depressão é o câncer invisível da alma.
Os transtornos emocionais são negligenciados por não serem visíveis —
mas eles são químicos, hormonais, físicos e letais.
Uma guerra travada pela sobrevivência diária.
Uma ferida que não pode ser retirada com cirurgias,
muito menos coberta com curativos,
nem amenizada com anestésicos ou associações até cicatrizar.
Diariamente, vive-se à beira do precipício,
onde cada palavra mal colocada pode nos empurrar definitivamente.
Nunca se sabe qual será o último dia — só torcemos para que não seja hoje.
Existe uma luta, um esforço diário, totalmente desvalorizado.
Há pessoas que, sem querer, reprimem, enfurecem, revoltam.
Tocam na ferida, pisam sobre ela e a fazem sangrar.
Mas essa dor... é invisível.
É mais fácil enxergar alguém passando por uma cirurgia,
por uma quimioterapia, e estar ao lado —
pegar na mão e dizer: “Estou contigo até o fim.”
Mas a depressão...
essa é chamada de frescura, de fraqueza,
de coisa da nossa cabeça.
E, para completar, dizem que é falta de fé.
Não é.
Nosso corpo fala.
Pede socorro.
Mas negligenciam cada sinal.
Infelizmente, ainda julgam pelas aparências —
como se a beleza de alguém pudesse traduzir o que ela carrega por dentro.
Não sou eu quem descrevo. Eu sou a tela
E oculta mão colora alguém em mim.
Pus a alma no nexo de perdê-la
E o meu princípio floresceu em Fim.
Algumas pessoas são necessárias
para remendar nossa alma.
Outras levantam o nosso ânimo...
Mas existem aqueles que dão
asas aos nossos sonhos.
Alma e Realidade, Duas Paisagens Sobrepostas
1 - Em todo o momento de atividade mental acontece em nós um duplo fenômeno de percepção: ao mesmo tempo que temos consciência de um estado de alma, temos diante de nós, impressionando-nos os sentidos que estão virados para o exterior, uma paisagem qualquer, entendendo por paisagem, para conveniência de frases, tudo o que forma o mundo exterior num determinado momento da nossa percepção.
2 - Todo o estado de alma é uma passagem. Isto é, todo o estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem. Há em nós um espaço interior onde a matéria da nossa vida física se agita. Assim uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito. E - mesmo que se não queira admitir que todo o estado de alma é uma paisagem - pode ao menos admitir-se que todo o estado de alma se pode representar por uma paisagem. Se eu disser "Há sol nos meus pensamentos", ninguém compreenderá que os meus pensamentos são tristes.
3 - Assim, tendo nós, ao mesmo tempo, consciência do exterior e do nosso espírito, e sendo o nosso espírito uma paisagem, temos ao mesmo tempo consciência de duas paisagens. Ora, essas paisagens fundem-se, interpenetram-se, de modo que o nosso estado de alma, seja ele qual for, sofre um pouco da paisagem que estamos vendo - num dia de sol uma alma triste não pode estar tão triste como num dia de chuva - e, também, a paisagem exterior sofre do nosso estado de alma - é de todos os tempos dizer-se, sobretudo em verso, coisas como que «na ausência da amada o sol não brilha», e outras coisas assim. De maneira que a arte que queira representar bem a realidade terá de a dar através duma representação simultânea da paisagem interior e da paisagem exterior. Resulta que terá de tentar dar uma intersecção de duas paisagens. Têm de ser duas paisagens, mas pode ser - não se querendo admitir que um estado de alma é uma paisagem - que se queira simplesmente interseccionar um estado de alma (puro e simples sentimento) com a paisagem exterior. [...]
Me poupe das suas mentiras e do seu falso amor, se não é de corpo, coração, alma e cérebro (principalmente), é melhor nem ser. Prefiro a solidão á ter que aguentar suas vontades e suas indecisões. Hoje quer muito, mas para amanhã já não se sabe.
