Minha Alma tem o Peso

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Minha batalha é no plano mental. Destruo ideias apenas para abalar a estrutura da consciência corrompida. Não sou Cristo, por isso, nunca levantarei um dedo contra seres humanos ou seus templos.

Como explicar qual a minha religião ?

Eu não sou um dogma.
Eu não sou uma religião.
Eu sou criação.
E há muitos de mim espalhados por aí.

A espiritualidade é a minha comunhão com Deus.
A religião é a minha comunhão com os homens.

Uma me aproxima do Criador.
A outra me ensina a caminhar entre os seus filhos.

Autora: Alexsándra Duárte
05/08/26

⁠Aprendi a viver quando a morte começou a Fazer parte da minha vida!

"Se eu diminuo o meu "eu" para dar espaço ao "outro", minha própria dor para de gritar."

"Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar."

"Que a minha história não seja lembrada apenas pelas mãos que plantaram, mas pelo coração que, mesmo diante do desconhecido, escolheu ser grato."

"Carta para minha filha Rebeca Xispiu"


Oi, minha filha, tudo bem?
O papai está escrevendo aqui da Bélgica para você aí no Brasil, hoje o trabalho fluiu, mas nem sempre e assim... Filha, pensei em te dar algo que pudesse transformar a sua vida de forma transbordante — daquelas que "ninguém entende", kkk.
Filha, antes de tudo, quero te parabenizar por ter escolhido entre a festa e o celular que você tanto queria. Você me mostrou que estava sendo feliz primeiro para, depois, ensinar. Você é uma escolhida, minha filha, e "escolhidos não têm escolha". Eu deveria ter escrito para você mais para frente, né? Mas, observando a vida e o mundo, senti firmeza no seu caráter. Não é dos mais perfeitos, né?! Mas eu gostei! kkk.
Você se parece muito comigo, filha. E, ah! O lado direito do pai é maior que o esquerdo, hahaha! Vai me levar para sempre agora, cê tá ligada! kkk.
Filha, eu te amo tanto que chega doer, sabe? Então decidi falar algumas coisas — não são conselhos, tá? Na verdade, é um pedido. O pai conheceu muitas mulheres, acho que você sabe. Tive uma infância curta, mas divertida. Namorei muito, amei muito, confiei muito... Me diverti e sofri demais também. Chorei, filha (e choro ainda, né? kkk), e quis morrer um montão de vezes. Mas já fiz coisas impossíveis — nem sei como, mas fiz.
Sabe, às vezes eu paro, olho pra a vida e me vem uma pergunta: Vale a pena viver? É uma voz tão suave que traz uma calma no respirar... o ar fica puro, o barulho dentro de mim silencia e ela sussurra: "Vale a pena viver?". Aí o pai tem a chance de rever tudo o que já passou. É tudo tão bonito e feio ao mesmo tempo, difícil de entender... até chegar o dia em que conheci a sua mãe. Quando olhei para ela, pensei: "Essa mulher vai me dar um Jardim".
Eu sempre quis ser pai de menina, porque eu morreria sabendo que eu mesmo ensinei mulheres a tornarem seus maridos poderosos. Eu escolhi a sua mãe. Quando a conheci, ela estava enfrentando um término, estava decepcionada, traumatizada. E conheceu um rapaz "feio na fita"! Eu. E sabe, filha... algo nela me tirou a paz. Eu não consigo mentir para ela; eu olho para sua mãe e parece que ela sabe. Por muito tempo ela me olhava e não via que eu sabia das coisas, então ela não confiava. Mas eu estudei a história da família dela. Quanta coisa aquela família passou sem ter alguém para ensinar o AMOR, minha filha.
O coração do pai esbanjava amor, e foi aí que entendi minha missão: transbordar esse sentimento. Sua mãe... bom, você conhece ela melhor que eu, né? kkk. Mas peça para sua avó contar como conheceu seu avô, como era tratada pelos pais e irmãos, como foi o casamento e se ela se arrepende. Depois, pergunte o mesmo para o seu avô e veja se ele se arrepende de tudo.
Filha, por mais que tudo pareça confuso, se eu tivesse outra vida — sei lá, de milionário — mas não fosse para ter conhecido você... Rebeca, a Helena e a Catarina, eu rejeitaria. Eu viveria tudo de novo, exatamente igual, só para ter vocês. Minhas filhas.
Quero deixar registrado: vale a pena viver, sim. Descobri isso quando olhei nos teus olhos naquela maternidade. Você estava lutando. O pai estava esperando me chamarem quando vi as enfermeiras correndo com um bebê forte, lutando para respirar. Era você. Ouvi alguém gritar: "O bebê que passou é do filho da Elizabete!". Eu não sei como cheguei onde você estava, só lembro que cheguei. Fiquei na porta, com metade do corpo para dentro, tentando não perder um chorinho seu, um resmungo. Eu não queria perder nada.
Você nasceu com um nervo do pescoço travado e sofria muito nas fisioterapias. Seus gritos rasgavam a minha alma. Mas só hoje me dei conta: no dia em que cheguei perto daquela incubadora e disse: "Oi, minha filha, o papai está aqui", você virou a cabeça e olhou direto nos meus olhos. Sem chorar, só olhou. Depois daquilo, seu pescoço doía muito, o pai não aguentava te acompanhar nas sessões, era insuportável ver sua dor... mas sua mãe estava lá! Firme, forte, louca kkk... mas estava lá.
Conhecer a história dos seus avós me fez entender a sua mãe. Quando olho para ela hoje, parece que estou lendo a Bíblia. Tenho muita coisa para escrever... mas só quero te fazer um pedido: quando você escolher um homem para confiar o amor da sua vida — pois existe o "amor da vida" e a "pessoa da vida" — escolha um que seja os dois para você.
Eu tive que lutar muito para que sua mãe enxergasse isso em mim. Ela viu a sua avó depender de um homem que cresceu sem saber o que é ser amado, e por isso não soube ensinar. Ele não foi "firmeza" com a vó. Mas vocês não. Você e sua mãe estão protegidas.
Você me dá a certeza de que estou fazendo tudo direitinho. Uma reclamada ali, outra aqui, mas não perco o foco. Obrigado por me escolher, filha. O pai vai estar aqui para o que for preciso. Conte comigo sempre.
O bagulho é louco, né? Cê tá ligada! kkk.
Te amo!

A POESIA QUE DIRIGE MINHA VIDA
E QUE ME MOSTRA O CAMINHO A PERCORRER
QUE ME DAR FORÇA PRA FAZER ESCOLHAS CERTAS
É QUEM ME DAR O PRIVILEGIO DE VIVER

NA POESIA EU REVELO OS MEUS SEGREDOS
E O DESEJO DO MUNDO QUERER GIRAR
E DE CANTAR PRA TODOS MINHA MELODIA
QUE NADA IMPEÇA DOS MEUS SONHOS DESFRUTAR

EU OBSERVO SEMPRE BEM OS MEUS CAMINHOS
PARA QUE EM PEDRAS EU NAO VENHA TROPEÇAR
NO LABIRINTO EU DECIFRO O PERGAMINHO
POIS EU NAO TENHO A INTENÇÃO DE RETORNAR

"Instrumentadora não consegue acompanhar a minha velocidade, ainda ta no curativo."

Em um estado onde o tempo já não me pertence, e onde minha solidão deixou de responder ao próprio nome, encontro-me lançado em um abismo tão profundo que, ao olhar para os lados, vejo rostos em alegria, vidas seguindo seu curso, como se a luz ainda existisse para todos. Porém, ao erguer os olhos para cima, percebo a distância entre mim e aquilo que um dia chamei de céu. E então compreendo que o verdadeiro abismo não é a queda, mas a consciência do lugar em que se está.

Não são com as verdades que falo com que me preocupo, minha preocupação é se estou sendo oportuno e se as mentes estão preparadas para entender.

Me perdi em milhares de direções, tendo uma pequena luz;
Logo ela desvaneceu e tornou minha perdição.
De que forma hei de escrever quantas vezes me apaixonei pela mesma pessoa?
Palavras não podem descrever,
Sinto-me na escuridão...
De que forma haverá de ser,
Tendo como certa minha decepção?
Matarei de vez esse amor,
Ou ele matará meu coração.

Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.

Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.

Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.

⁠“Não confunda a minha bondade com a minha ignorância. Eu sei muito bem o que se passa ao meu redor, mas escolho o momento certo para agir. Não sou boba, sou estratégica. Não sou burra, sou sábia. Não sou boa com quem não merece, sou justa. Bondade e inteligência andam juntas, e eu tenho as duas.”

⁠“Não julgue a minha bondade pela minha aparência. Eu posso ser doce e gentil, mas também posso ser firme e corajosa. Eu sei o que quero e como conseguir. Não sou ingênua, sou inteligente. Não sou submissa, sou independente. Não sou boa com quem me faz mal, sou assertiva. Bondade e inteligência caminham juntas, e eu tenho as duas.”

Você é o último grão de areia em minha ampulheta. E, ao invés de vê-lo escoar para o tempo que se esvai, eu o sopro para a imensidão do céu, para que ele se torne uma estrela. Eu sou a terra fértil onde a semente de sua vida brota, e mesmo que meu solo se esgote para te fazer crescer, eu o faço de bom grado, pois a luz do seu amanhecer é o futuro de um novo jardim.

A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

O Ponto Fixo do Trânsito


O Agora é a minha única morada, o ponto exato,
a quietude que o caos me permite reivindicar.
Se o defino, ele já é Presente-Passado,
a matéria de memória, a substância de tudo que o riso dos deuses levou.
Não é um vazio findo, mas o volume da minha história,
a textura viva da cicatriz que me torna necessário.
Mas o Agora é também, e sem trégua, Presente-Futuro,
a tensão que me impede o ócio inabitável.
É o vetor da força que move o Ser para o devaneio lúcido—
a criação de um paraíso possível,
mesmo quando a lucidez me diz que ele é breve.
Pois sei que as coisas transitam ao meu redor
e a minha perspectiva é o único centro real.
Se o mundo gira e a folha cai,
minha presença é o ângulo irrepetível
que dá forma e cor à velocidade do trânsito.
Os Deuses, lá no alto, podem rir da minha seriedade,
rindo da minha busca por um sentido,
zombando da pequena chama da minha vontade.
A gargalhada deles é a confirmação:
A vida é regida pela ironia lúdica, não pelo mérito.
Mas a síntese é a minha resposta:
Eu não preciso de um plano perfeito.
Eu sustento a minha existência apesar do riso,
criando o meu próprio éxtase no intervalo.
Eu sou necessário para completar a canção,
e mesmo sabendo que o futuro é incerto,
eu carrego a coragem indiferente de quem sabe:
O ato de estar aqui, no Ponto Exato do Agora,
já é o maior e mais belo de todos os propósitos.