Minha Alma tem o Peso
A MÍSTICA DAS FOLHAS 🍃
...
Horizontes desconhecidos
A imagem da alma
Um ser tão simples
Que mesmo ao chão
Conheceu a beleza de ser casa
...
A beleza dos ciclos
Tempo de plantar, cultivar e colher
Une o natural ao místico
Croton, camedorea, dracenas
Cultivar & guardar.
✨️
Livro: A mística das folhas. 🍃
A alma... bolha refratária... deriva entre circuitos de luz... imaginação... e déjà vu.
Resíduos de existências pretéritas.
O corpo pede comida, enquanto a alma se satisfaz. Queimei tantos quilos por estar feliz, tantos dias acordado, sem sono ou cuidado. Mas a’lma habita agora um recipiente de vidro. E acho que já não demoro a quebrar — sinto no peito a agitação de energias querendo se libertar. Resta agora o leve medo do incerto: esperar que o fim traga tanta poesia quanto os começos. A meia-noite já bateu faz horas...
As decepções e as mágoas, são o fogo e as marteladas que forjam a alma e o caráter. Cada vez que a vida nos decepciona, ela não está nos destruindo, mas nos purificando — arrancando ilusões, fortalecendo a fé e nos ensinando que nem toda dor é castigo; muitas vezes, é apenas o modo que Deus encontra para nos mostrar quem presta e quem não presta, o que pode e o que não pode, é a forma que dELE nos preparar para algo maior. Superar uma decepção é atravessar um deserto e descobrir que a sede que sentíamos era, na verdade, fome de recomeço. Ir embora pode ser doloroso, mas a paz pode estar na porta de saída. DWSF.
Há certos caminhos que exigem mais do que passos: exigem alma.
Nem sempre o preço é leve, contudo, o valor do que se colhe supera toda dor semeada.
A rotina tenta apertar, a vida tenta desviar, mas a alma que decidiu vencer não negocia com o desânimo
Amor Mortal
Ouvi um raio —
tremeu
…a alma, os cílios.
Raio contundente,
frio,
escuro,
e, ao mesmo tempo, divino!
Um gostar de sentir calafrio,
ausências e inseguranças,
frio na barriga…
Isso é amor?
(pelo menos, para mim, é.)
Insuportável a harpa angelical
dos casais tão simples:
“Oi, amor!”
“Bom dia, amor!”
“Durma bem, amor!”
Penso que morro em vida.
Uma sombra… sussurros…
Arrepios…
Fico surdo,
estático,
só admirando aquela figura
magra e gélida.
Ela se despe —
vestida de ossos pontudos!
Como não desejar sua morte?
Saudade
Que
Me beija à alma
Sele ao meu
Coração, o conforto
Da tua ausência
Em meus
Pensamentos entristecidos
Pela
Falta da tua presença
Em meus dias.
Eu, sou...
Uma vida
Que renasce a cada
Dia.
Diante
Da luz que beija à alma
O espirito e sobretudo
O coração.
A alegria pela conquista do outro é o aplauso sincero da alma.
Ver alguém vencer é a nossa própria conquista espelhada no sorriso do outro.
"O que você vive neste instante pode se tornar a nostalgia que amanhã vai doer na alma por não poder voltar."
Nós, filhos do silêncio emocional, crescemos com a alma ferida antes mesmo de entender o que era o amor.
Aprendemos que chorar não muda nada, que o colo não vem, que o abraço esperado não chega.
E então nos tornamos mestres em esconder a dor — empurrando-a para o canto mais escuro do peito, onde ninguém ousa tocar.
A falta de afeto se torna um buraco que tenta ser preenchido de qualquer forma.
Transformamos o corpo em linguagem, o desejo em refúgio, e o toque em anestesia.
A sexualização vira um disfarce bonito para um desespero mudo.
Ser desejado é, por um instante, sentir-se acolhido — mesmo que seja mentira, mesmo que doa depois.
Mas o tempo revela o engano.
Na vida adulta, o espelho devolve o rosto de quem tentou ser tudo, menos ele mesmo.
Percebemos que moldamos nossos caminhos para caber no amor do outro, para sermos vistos, aceitos, amados — e que, no fim, seguimos sozinhos.
O afeto negado na infância cria adultos que sangram por dentro e sorriem por fora.
Carregamos a morte simbólica daquilo que poderia ter sido: o eu verdadeiro, o amor simples, o pertencimento.
E então, quando a vida perde o sentido, resta apenas o entendimento.
Não o perdão, não a paz — mas a consciência de quem nos tornamos.
E talvez, dentro desse reconhecimento amargo, exista o primeiro passo da cura
A liberdade é um espelho que reflete a alma. Quando você dá a alguém a chance de escolher, você descobre quem realmente é essa pessoa. Não proíba, não prenda, não tema. Deixe que as escolhas revelem o que está no coração. Na liberdade, a lealdade se mostra verdadeira, e a falta dela também. É melhor saber quem você tem ao seu lado quando não há obrigação, quando não há medo de perder, quando não há nada a ganhar.
A verdadeira lealdade não precisa de correntes, não precisa de controle. Ela floresce na liberdade, cresce na confiança e se fortalece na sinceridade. Então, não tenha medo de soltar, de deixar ir, de dar espaço. Pois é na liberdade que você encontrará os que são verdadeiramente leais, e é nela que você descobrirá a sua própria força.
A ciência sem consciência.
Apenas uma decadência da alma.
Ciências sem consciência
Só tristeza e lágrimas.
Poeta vs Inteligência Artificial
Nós escrevemos com a alma... Com o olhar, com mãos calejadas...
Tu, escreves com comandos, fazes buscas rápidas, tens métricas e informações.... Fazes buscas em milésimos de segundos, e constrói e entrega o que foi pedido.
Pode parecer perfeito, mas, falta algo. Que não tens, e nunca terá, a alma poética.
Uma história pode ser escrita, narrada ou mesmo a ti solicitada e corrigida até se chegar ao perto de um poeta humano. Mas, o poeta tem sentimentos, amor, dor, ilusão, sofrimento, decepção...
Poetas não escrevem, declamam... Dizem por linhas o que se diria olhando aos olhos...
E nesse olhar mora a verdade que nenhuma máquina alcançará.
Cada verso carregado de vida, cada pausa marcada pelo coração, cada lágrima silenciosa que inspira uma linha...
Não há algoritmo que reproduza o tremor da emoção, o arrepio do encontro com a própria alma.
Enquanto tu replicas, o poeta se desnuda, se entrega, se transforma.
E é nesse espaço vulnerável, entre o sentir e o dizer, que nasce a poesia verdadeira.
Autores: Paulo Poeta Reis e Stephany Freitas
