Minha Alma tem o Peso
Os seres humanos não morrem nunca; suas almas migram para um outro lugar, assim como as andorinhas fazem quando sentem a chegada do verão.
Uma nova força, uma antiga nova força, renasce ou desperta, a cada sentimento de ódio certeiro eficaz, explode em toda a sua fúria silenciosa, mas não importa o que digam os crendeiros, essa nova força é imortal e invencível: refiro-me enfaticamente à força plenipotenciária do Espírito que é maior até que a do próprio demiurgo, mas não maior do que a do Deus desconhecido e verdadeiro que tenta nos salvar deste mundo insípido criado pelos agentes do conformismo e do nada.
E eu, mesmo buscando a sabedoria dos sábios mais antigos, ainda me sinto um bobo quando sinto que gosto de alguém, o que me conforta é saber que gostar não é pecado, e o amor acontece quando os dois se comunicam com a alma.
A alma é como uma bela laranja, deve-se espremer para obter o melhor, e o que há de melhor nunca se acaba, sempre se renova.
Seja como a harpa celta, com som suave e brilhante, tocada por quem transmite o sentimento leve e perfumado dentro da alma, que explode silenciosamente com ternura pelos nervos e tendões, chegando até às mãos.
Para mim, um dos maiores pecados é não enxergar com os olhos da alma o que está em frente. O acreditar é comum, lutar para acontecer é árduo. Venceria quem tem a chama da esperança viva dentro de si, mas não há como ter esperança sem enxergar com a mente. O êxito e todo sucesso está na palma das mãos daquele que equilibra a alma, a mente e o coração. Dê espaço aos valores morais, intuito e empatia. E acorde.
Olhos são espelhos da alma.
E eu sei ler esses reflexos!
O ser humano deixa escapar nesse espelho, o que ele tenta esconder a todo custo.
Que precisa de amor.
por mais que negue isso!
Sim precisamos com fome e sede.
Precisamos de amor!
"Se as palavras que emanam de nós retornassem como um eco gustativo à nossa própria consciência, a essência de nossa alma seria nutrida pela sabedoria ou envenenada pela insensatez?"
“Sentada na praça vi o outono chegar, folhas secas voando ao léu. Assim como as folhas voando tranquilas para longe, vi meus sentimentos “secos” voando tranquilamente à espera da nova estação, ao encontro da primavera da Minh'alma."
Amara Antara
Ao sopro do Espírito do Senhor,
O barro tomou forma e vida.
Pelo sopro do Espírito Santo,
O homem se torna barro
Nas mãos do oleiro.
Estamos vivendo em tempos de profunda superficialidade, onde o espetáculo devora o sentido e nos priva da pausa necessária para existir. A sociedade do cansaço exige um desempenho extenuante, enquanto a validação momentânea alimenta ansiedades que ficam sem nomear. A violência, tanto física quanto mental, molda relações e silencia almas, fragmentando aquilo que poderia ser inteiro.
Nossas interações se transformaram em vitrines e nossos afetos, em mercadorias. Nas redes que prometem conexão, encontramos distância; na busca por relevância, nos perdemos de nós mesmos. Vivemos no teatro do vazio, onde tudo parece urgente, mas quase nada é essencial.
Resistir é um ato de coragem e cuidado. Precisamos reencontrar o silêncio que nos reconcilia, o olhar que acolhe, a arte que inquieta e a palavra que nos devolve ao real. Só assim poderemos escapar das armadilhas do espetáculo e resgatar a integridade de quem realmente somos.
