Minha Alma tem o Peso

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" Recordo teu sorriso
que minha alma tanto se encantou
teu belo corpo
e os dias que vivemos
recordo de ti
e amo tua presença
mesmo que em pensamentos
e com um pouco de lágrimas
já que partes sempre
sem dizer me adeus...

Quando a voz suave dela penetrou em meus ouvidos,ecoou por toda a minha alma sua doçura.

Meu verso sem nexo percorre a minha alma, procura respostas, sem fazer perguntas

Sem perdão


A minha alma pede socorro,


o meu corpo grita,


no meu cérebro o vácuo é sólido,


o meu destino está de férias.

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.

Minha alma ergue muralhas invisíveis, mais forte que qualquer dor, abrigo que nenhuma sombra destrói.

Que a sua boca se torne a adega onde a minha alma bebe o vinho do esquecimento de todas as tristezas passadas.

Minha alma já quebrou tantas vezes que virou vitral, fragmentos coloridos, montados com fé, iluminam quem chega perto.

Minha alma cansou de avisos ignorados, hoje falo menos e observo mais, a verdade aparece sozinha, para quem sabe ver, eu sei.

Meu corpo já desistiu muitas vezes, mas minha alma nunca. Ela conhece caminhos que a dor não alcança. E quando tudo parece perdido, é ela que me puxa de volta ao fôlego. Esse fôlego é Deus, o resto é sobrevivência.

Minha alma suplica por trégua, enquanto a vida exige movimento. Passo os dias negociando minha sanidade com o relógio.

Minhas cicatrizes criaram relevos na minha alma, elas limitam meu alcance, mas definem a singularidade da minha jornada.

Às vezes sinto que minha alma é um piano de cauda abandonado sob a chuva, onde cada gota que cai sobre as teclas evoca um acorde de saudade que ninguém mais sabe tocar. A música que resta em mim não é para os ouvidos do mundo, mas para o silêncio dos que já se perderam de si mesmos.

Não me peça para sorrir para a foto quando minha alma está ocupada demais tentando não desmoronar sob o peso de um céu que hoje resolveu pesar toneladas. A melancolia é o meu estado de repouso, o único lugar onde não preciso fingir que a vida é um comercial de margarina.

Às vezes, meus passos ecoam no vazio da minha alma, como se cada movimento fosse um sussurro de quem insiste em existir mesmo quando tudo grita o oposto.

Há noites em que minha alma pesa tanto que respirar parece um esforço desumano, mas mesmo assim, eu respiro, porque desistir nunca foi uma opção.

O mundo exige pressa. Minha alma, porém, ainda caminha devagar. Ela precisa olhar para trás, entender o que ficou pelo caminho, porque seguir sem elaborar a dor é apenas outra forma de se perder.

Há em mim uma melancolia antiga, quase litúrgica, como se minha alma carregasse memórias de tempestades que minha própria consciência já não consegue nomear.

Minha alma tornou-se um território onde convivem fé, exaustão, esperança e ruínas espirituais em permanente conflito.

Os abrigos da alma


Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.


Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.


Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.