Minha Alma tem o Peso
Tem coisas que já vivi que, de tanto tempo que já passou, parecem ser experiências de uma vida passada.
Eu amo escrever arte, mas às vezes a sensibilidade soa como um alarme, que não tem como desativar. Não tem como fazer parar. Parece uma igreja quando o sino começa a tocar, às 9 da manhã. Quem dera pra isso eu também tivesse um sono tão pesado, que não me fizesse acordar de manhã. Tantas coisas que sem isso talvez eu não precisasse pensar.
Às vezes a gente se basta de ir a alguns lugares. Tem lugares que eu já frequentei quase que semanalmente, que hoje não tenho a mínima vontade de ir. Não necessariamente que alguns desses lugares não possam ser mais divertidos. Mas que possam já ter me bastado. Tem lugares que eu sinto que já explorei o suficiente daquela vivência, daquela experiência, ou de um momento em que eu buscava algo específico que hoje não busco mais. E como alternativa a esses lugares, me sinto muito melhor ficando em casa, e explorando agora as coisas boas que tem em ficar dentro de casa. Por outro lado, tem lugares que eu já frequentei muito, que hoje ainda sinto vontade de ir, que ainda sinto prazer e sensação de novidade.
