Minha Alma tem o Peso
Neste momento de crise política no Brasil, a maior epidemia tem sido a de surtos psiquiátricos coletivos.
Nós temos a tática, pois sabemos o que fazer quando há o que fazer; Deus tem a estratégia, pois Ele sabe o que fazer quando não há nada a fazer.
Baseado na frase de Tartakower.
A vida tem tantas demandas...
Quando vê, acabou a semana, passaram meses, findou o ano e você empurrou a felicidade pra depois. Carpe diem...
Viva hoje!
O que é riqueza?
Estes dias aprendi que riqueza é quando você tem o suficiente e pode dividir com o outro parte do que tem.
Eu sempre ajudo com refeições fresquinhas, um idoso morador em situação de rua. Sr. Dácio, que morava em frente à minha casa.
Então, durante uma fase de muita escassez, quando o que tinha para comer era miojo com fubá, passando por ele, ele me perguntou se eu estava bem e disse que estava muito doente.
Ele por sua vez, percebeu em mim a situação de escassez e para minha surpresa, decidiu dividir sua riqueza.
- Tome esse dinheiro, compre um marmitex, pegue a metade e eu como o restante.
Até hoje, não na minha caminhada em meio a dezenas de projetos sociais que passei, tamanha prova de empatia e amor!
Semiótica
Enquanto uns moram com a fome diariamente e não têm condições para expulsá-la de casa, outros pagam pra morar com ela para garantir a satisfação da ditadura da beleza.
Um morre de fome e é esquecido, o outro aclamado por sua beleza, causa de sua morte.
8122021
28_09_16
Tem certezas que são tão suas, que não adianta contar a ninguém; é necessário deixar o tempo confirmar.
A coragem em seu sentido escrito tem uma atribuição interessante. A origem da palavra tem como objeto o coração. Mas o que é coragem? Coragem é adrenalina, correria, é insegurança e emoção. Coragem é arriscar-se nas palavras, nos gestos, nas atitudes. Coragem é o primeiro passo. Coragem é tentar, mesmo que possa dar errado. Coragem é jogar o dado e surpreender-se. Coragem é ir além.
O Vício
Tenho um vício,
como qualquer um tem.
Mas este é especial,
por ser diferente dos demais.
É um vício
que exige imaginação,
que pede dor,
sofrimento,
pensamento.
Pensar num futuro
sem ela.
Um vício que me rouba vida
como qualquer droga,
e que eu odeio
por não conseguir controlar.
É um vai-e-vem espacial:
quando volta,
a minha dopamina cresce.
Passo de daltónico a normal,
de velho
à flor da idade.
Quando parte para o espaço,
o mundo fica
a preto e branco.
Uma escuridão
que me tapa o cérebro,
onde as ideias claras
dão lugar
ao sombrio
e ao melancólico.
O mundo fecha-se
num monte de betão cinzento.
Escondo-me lá
até o foguetão regressar.
É um ciclo
que deixa de ser vício
e passa a ser vida,
rotina.
Este vício só acaba
se eu lhe falar,
se lhe disser
o quão aconchegante é o seu foguetão,
o quanto gostava
de passar lá dentro
tempo.
Mas falar disso é complicado.
Astronauta não sou,
e sem o ser
não se pode
ficar no espaço.
Ainda assim,
este simples agricultor
vai desafiar leis,
vai tentar entrar no foguetão
e lá ficar.
Para acabar
com o ciclo,
com este vício incontrolável,
como a apoptose
das minhas células.
Tenho de a desafiar
para terminar o meu sofrimento:
a dúvida,
a necessidade de saber
se aquele majestoso foguetão
me deixaria passar
o resto da eternidade
nele.
Da convicção e a opinião alheia
Quando o homem tem suas convicções próprias, tem bases sólidas para sustentar aquilo que acredita e sabe que as convém pelo bem moral de si mesmo e dos demais, pouco lhe importa a opinião alheia.
Ismael Miranda
