Milagre do Nascimento
Nadando no ar
Voando na água
Caçando tesouros onde tudo é calma
Outono sereno
Entre risos e olhares
Vida que passa entre milhares e milhares
Mente lutando
Corpo enfraquecendo
Medo efêmero
Desejo passageiro
Buscando o que é puro
Em meio a tantos devaneios
Quase sempre me perco
Em concupiscências enxofrais
Persistência alcança
Quebra paradoxo
O Mal se acanha
Leva embora o opróbrio
A razão se constrange
Ao encontrar o inexplicável
O verbo se alegra diante de tamanha simplicidade
Desde o começo Ele tudo sabia
Sem verbo não há rima, nem poesia
Nele tudo se justifica
Traz sentido a vidas vazias
" De repente o coração acelera ao ver-te, como se de uma fogueira que estava nas cinzas sopras-se um vento, aparece então uma pequena brasa em meio a tantas cinzas que a tanto tempo não sabe o que é estar aceso, algo tão antigo,mas que foram momentos jamais esquecidos por uma mente esquecida".
Chega de mansinho feito bobo, nada se espera,mas aos poucos os corpos se excitam e desperta o que não morreu e apenas dormia, resistir? Até que sim, mas pra quê? Se é necessário sentir uma alma dentro de outra, os movimentos aquecendo a alma, eis que sentir-se em um só corpo é o ápice de tudo, é virar os olhos, não sentir as pernas pelo simples momento de prazer.
Uma alma junto a outra..
Ainda que não haja acalento na hora da dor, ainda que as circuntâncias digam não,
por mais que enxurradas tentem fazer morada nos olhos, ainda que o corpo não reaja como o desejado, respire fundo e não se entregue. É tempo de esperança! Encha o peito de ar, pense alto e na calada da angústia dê um basta ao sofrimento, se levante e fique de pé!
Muitas vezes pensar demais pode (sem dúvidas) levar o homem a solidão existencial. De repente tudo some, os copos se esvaziam e o calor se ausenta.
Parece que até mesmo Deus escolhe, não nos abandonar, mas deixar que caminhemos com as nossas próprias pernas para que vejamos o quão inúteis somos ao caminharmos sozinhos.
De vez em quando me lembro do tempo de criança
Me lembro como uma suave oração
Dessas que nunca saem do coração
Se afastar de quem te faz mal não é egoismo, individualismo ou algo do tipo. É terapia, é descanso, é buscar auto-evolução a fim de quem sabe um dia ajudar aqueles que te fizeram mal.
Se teu motivos forem inferiores que praticar o bem, então você não esteja preparado para andar sobres as águas limpas e puras. Más como á alma tem reversão pelo o pode da vontade, você poderá vê, o último nascer do sol, e contemplar o verdadeiro significado, que é a vida.
