Meu Eterno Amor minha Filha
O DIA EM QUE A POESIA ME DEU VIDA
Nasci de forma lenta e inesperada,
A cada dia da minha vida inexistente.
A cada letra, palavra, verso lido da
Esplendorosa Poesia,
Eu me criava um pouco mais.
Todas aquelas palavras
Quebravam as barreiras
Do meu limitado intelecto
E fraca resistência emocional.
A Poesia brigava com qualquer limite
Que o mundo queria impor sobre ela,
Passava por cima da própria língua
E mostrava com simplicidade,
Quem mandava nas palavras.
Nesse mundo de resistência poética,
Me sentia novo a cada vez que acordava,
Nascia!
Sentia um agradável ardor na pele,
Como se um sol me desse vida.
Sentia meu sangue correr
Cheio de vitalidade pelas artérias,
E meu coração começou a bater descompassado,
Sempre ansioso pela vida.
Nascia!
E depois de nascer eu descobri,
Que esse nascimento não foi por acaso,
Foi a poesia que mostrou que a vida
É esmeralda,
Que sai de forma bruta do chão
E é necessário lapidar.
Descobri que a poesia é uma flor,
Que nasce entre as pedras e ferro
Da cidade.
Rebelde, corajosa, cheia de vida.
Depois de nascer...
Vivi pela Poesia.
Se por ter uma opinião diferente eu sou culpado, então em toda minha vida e em diante, eu prefiro ser culpado.
Alma
Despido a minha alma banhando a de solidão, dor e angústia, deixo as impurezas da vida caírem, renovo o meu corpo cansado, trago em mim as verdades, busco apenas alimentar o amor ao invés de acrescentar mais dor, enfim deitei sobre o chão bagunçado para esquecer o quanto é ruim sofrer.
Cansei de viver uma vida que não é minha porque eu nasci pra ser feliz todos nós nascemos para sermos felizes. Sim vão ter dias ruins e momentos que queremos desistir e fugir mas vão ter momentos bons e muito felizes também. É preciso experimentar o amargo para saber o saber do doce, preciso passar pelas tempestades para ver o dia ensolarado.
As vezes tento encontrar a felicidade e inspiração em algum lugar fora mas percebi que o lugar onde posso conseguir inspiração é em mim mesma, posso encontrar a felicidade em mim acho que a felicidade habita em todos é só buscar.
a dor e as lágrimas
do profundo
do profundo de
minha alma
o homem que
preferiria morrer
a soltar suas mãos
e uma vez que
soltei
acabei por morrer..
te condenaria por desistir de ler-me?
minha bagunça enlouqueceu-me,
minha alma só produz gemidos,
o coração desaprendeu a escrever
insuficiência de palavras
[...]
é a vida? e o que é a vida?
um milagre que busca a morte,
o Amor, sentimento que trás tristeza,
as palavras, gritos para almas surdas
isto a poesia quem me segredou..
Não devíamos estar aqui. Sou bonito demais para estar aqui. Chamo muita atenção. Minha beleza me torna um alvo.
Sua ausência em minha vida,
É como se fossem 1000 dias de luto,
Pois a dor me massacra a cada minuto.
A saudade da sua voz,
Embrulha o meu estômago.
Meus ouvidos perdem o foco, e eu ouço relâmpagos.
Minha remissão vem, ao acariciar o meu gato,
Pois com ele, você tinha contato.
A saudade me corrói de noite e de dia.
Me trazendo assim, esta terrível agonia.
“Aprendi com minha avó paterna, que não sabe ler as letras do Mundo Letrado, a ler o Mundo e suas desigualdades em cada palavra desenhada ou assinada com dedo carimbado, sobre uma folha de papel preenchido com letras.”
a verdade é que
você chegou
trazendo fundo musical
pra minha vida.
logo eu que sempre
vivi no silêncio.
“Apesar de não ter livros para chamar de meus em minha infância, conheci levada pelas mãos da minha mãe, o santuário das histórias, que são as Bibliotecas Públicas! Aprendi a ler as palavras, apaixonei-me pelos livros, e com isso, sonhava em ter uma Biblioteca particular! Doce ilusão a minha... livros foram feitos para voar fora dos armários particulares.”
“Desde que aprendi a ler, e de tanto ler, as histórias passaram a não caber mais na minha cabeça. Precisei escrever, e assim reescrever minha própria história.”
