Meu Eterno Amor minha Filha
Desfolhos
Do outono no cerrado e seus desfolhos
Minha saudade caia ao chão fragoso
Do meus ásperos e mirrado tristes olhos
Em tal lira de verso aflito e rancoroso
Nos ventos secos e enrugados chiavam
Os gritos da noite numa solitária canção
Onde lembranças aos astros clamavam
Esmolando do silêncio alguma atenção
Só um olhar neste brado de compaixão
Um olhar, um eco, uma mão...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/04/2016, 18'00" – cerrado goiano
Intuição.
Você acredita em sua intuição?
A minha já me enganou.
Me deixei acreditar em um amor
Tão intenso, mas acabou tão rápido
Assim como o mesmo começou.
A poesia é inspiração ou intuição?
O poeta produz poesia ou lembrança?
No reinado do silêncio, o instinto
Fareja à distância um coração faminto,
Em meio ao emaranhado dos pensamentos.
Esse tabu todos os dias é quebrado
" Algum dia a dor vai passar "
E quando esse dia vai chegar?
Já me cansei, nunca mais me fale nada sobre o amor.
Estou tão cheio de tudo,
É... isso é tão óbvio, eu sei que é.
Minhas mãos eram tão pequenas
E deixei tudo escorrer entre os meus dedos,
Eu adorava, muito mesmo,
Mas agora nada mais importa.
Todas as flores que lhe dei mucharam
E se transformaram em lembranças.
Escrito por
Luan C.
A minha timidez não permite que eu direciono as palavras corretas quando eu tenho a oportunidade de falar.
FICÇÃO CIENTÍFICA
Se o relógio regressasse
e aquela data voltasse?
Se sua vida com a minha cruzasse
e a gente recomeçasse?
Se o tempo passasse
e a gente certificasse,
que quando é pra ser,
o universo contribui com prazer,
sem questionar qualquer impasse.
Pernas para o ar
Cabeça tonta
Sonhos virados
Pirados
Teus olhos na minha
Pernas nas pernas
Em galope...Você !
06/11/2019
Irei usar mais a fé do que a mão.
Vou entregar ao céu a minha ansiedade.
Só vou falar o que sinto em oração.
Desisti de acreditar que o melhor é a minha vontade.
Eu não prendo sentimentos, eu os mantenho bem soltos. Depende de quem você é para receber minha fidelidade de cão ou minha ira de dragão!
Ah! que saudade me dá,da minha mão na tua nuca dos teus cabelos entre meus dedos nossos olhares se cruzando coração acelerado,que saudade eu tenho da tua boca na minha!
Loucura é abrir mão da minha dignidade, indiferença?
É simples me valorizo.
Orgulho? Não, é mais que isso !
É autodefesa, aprendizado, cuidado com os meus sentimentos.
A Vida ensina, e de tanto repetir a lição a gente a prende a se amar como nunca.
Abro meu coração ao que têm verdade, porém dribo o que me faz sombra de falsidade.
Não gaste seu tempo com palavras, eu leio atitudes.
Sou a paz e posso ser a Guerra, você decide quem quer abraçar.
Minha intuição é felina, o instinto me assopra quando algo vai errado.
Não comece a brincadeira se não aguenta a diversão.
Aqui não tem meio termo é sim, ou não.
Dúvidas, enganos, historinhas da carochinha não cola comigo não.
-------Lanna Borges.
Eu vivo no tempo da graça, mais a minha Ignorância vive no tempo da lei, porém com Um coração quebrantado reconheço que Sou falho perante meu DEUS é os Homens...
NÃO CHORES QUANDO EU MORRER
"Quando eu morrer, não chores.
Não lamentes a minha partida!
Cheguei aqui nesta vida apenas como imigrante ilegal!
Como tal vivi desamores, provei profundamente a solidão, andei sem amigos!
Se tive alegria, não lembro! (Talvez apenas um punhado de pão, sim, fez-me sorrir).
Sonhos frustrados, não por causa de outrem,
Mas por minha incapacidade!
Quantas e quantas vezes chorei, pedindo a Deus a morte? (Inúmeras, não lembro).
Sempre andei perdido, nunca entendi o porquê de minha insignificante existência!
Tormentos, apenas isto, tormentos!
Nasci chorando, um prelúdio de toda a minha caminhada!
Trouxe-me a minha mãe em seu maldito colo como um ser efêmero,
Um ser que vai p´ra nunca mais voltar!
Tudo um dia acabará. Nada é p´ra sempre!
Quando eu morrer, não chores!
Talvez a minha morte seja p´ra mim eterna alegria!"
Roger: Minha cara, estamos na Escócia. É claro que não gostar de uísque é um crime.
A libélula no âmbar
Jamie: O que me aflige é pensar que minha esposa nunca me perdoará por eu me deixar ser enforcado por besteira.
