Meu Eterno Amor minha Filha
amor, conheço?
Já ouvi falar do amor, mas não o conheço pessoalmente, eu acho que já o vi por algumas vezes, acho que já tirei os olhos dele, fingi não vê-lo, já fingi revê-lo, fingi, apenas fingir, o amor têm medo de mim da mesma forma que eu tenho medo dele, mas não se esconde de mim o quanto eu me escondo dele, eu tenho um poder imensurável pra amar, mas eu não quero amar, o amor é imensurável, mas ele também não me quer, na verdade, talvez sejamos inimigos mortais, mas, o amor não é mortal, mortal é apenas eu, o amor nunca morreu, ele está dentro de tudo, inclusive dentro de espaços vazios, o amor é o som do silêncio, o amor preenche a vácuo, o amor é sublime, suas conseqüências são inimagináveis, eu mataria por amor mas de amor eu não morro, eu não sou imune à ele, mas ele é impune, por isso o temo, o respeito e às vezes até o compreendo, o amor te faz crescer e ficar pequeno, te derruba e o te faz grande, o amor que pode ser descrito é pequeno, o amor com um feliz fim não é eterno, o amor que te prende não te condena, o amor que constrói não imagina o que corrói, o amor é simplesmente indescritível mas eu sou tão insano à ponto de tentar descrevê-lo.
Falemos de amor na poesia Leve de "Um soneto", de Guilherme de almeida:
Ama, quieto e em silêncio. É tão medroso
o amor, que um gesto o esfria e a voz o gela.
Não. O amor não é medroso. O poeta brinca apenas com a vulnerabilidade dos sentidos ao emprestar "O eco" à vida:
Perguntei à minha vida:
- "Como achar a apetecida
felicidade absoluta?"
E um eco me disse: - LUTA!"
Lutei - "Como hei de a esta pena dar a cadência serena
que suaviza, embala e encanta?"
- "CANTA!"
Cantei. - "Mas, como, num verso,
resumir todo o universo
que em mim vibra, esplende e clama?"
então, o eco me disse:
- "AMA!"
Amei - "Como achar agora
a alma simples que eu pus fora
pelo prazer de buscá-la?"
O eco, então, me disse:
- "Cala!"
Calei-me. E ele, então, calou-se.
Nunca a vida foi tão doce...
Tudo é mais lindo a meu lado:
Mais lindo, porque calado.[/i]
Lutar, cantar, amar e calar... assim queria o poeta. Lutar para que os desvarios mundanos não roubem nossa sensibilidade. Cantar a canção da dor e a canção o amor. Cantar pelos que, empedernidos, já não conhecem os acordes. Cantar por aqueles que impedem a canção alheia. Cantar o silêncio dos que não têm voz ou vez. Amar como ação necessária de encontros e paisagens. Contemplamos o mundo para conhecê-lo e transformá-lo. E calar? Mas como calar diante das feridas abertas da injustiça e da destruição do nosso irmão? Calar para, como Maria, a mãe da esperança, escutar a boa nova, a missão e então agir...
... Paciência não como acomodação. Calar é contemplar o que precisa ser mudado para depois lutar, combatendo o bom combate, e depois cantar uma canção nova e aí, então, amar. E calar novamente. Sim, amigo, é no silêncio dos nossos porões que habitam muitas razões.
Ganhar ou perder são imagens que temos de momentos que vivemos e de pessoas com as quais nos surpreendemos. Não sei, amigo, se você tem medo das perdas que surgem por ái. Ou se a paciência já é convidada do seu alimento diário. persigo a paciência como persigo a inquietação; Não quero deixar as coisas como estão. Quero mudar o mundo, sim, e para isso presiso também da paciência. E da cumplicidade. Sozinho, sou incapaz de prosseguir, até porque os medos contemporâneos não me abandonaram. Sozinho, sou capaz de desistir....
Tudo mudou
Depois que eu senti
O sabor de um beijo
Com tanto amor
Que você deu em mim.
E nos teus braços
Vive um encanto
Que eu nunca imaginava
Você me iluminou
Quando eu nao mais sonhava
Voce mostrou
O que eu nunca vi
E com carinho explicou
O que eu nunca entendi
Que eu tinha tudo
E não tinha nada.
Amar é o que eu mais precisava
A tristeza acabou
Agradeço a você
Tudo aquilo que sou.
Antes de te encontrar
O mundo nao tinha cor
Quero te dizer
Teu amor mudou a minha vida
Amo você de mais
Te peço por favor
Pra me prometer
Que nunca vai ter despedida
Vou contar tenho medo
De ficar um segundo sem ti.
LETRA DA MUSICA: TUDO MUDOU - CANTOR: BELO
Por mais que a amizade, o amor e o casamento unam as pessoas, no fim, cada um é «inteiramente sincero» apenas consigo mesmo e, quando muito, com o próprio filho.
Amor,
Você é um presente; teu amor, uma conquista... teu beijo, uma delícia... teu jeito, menina, me cativa, me enlouquece até os dias de hoje, teu beijo é algo que ainda sinto, delicado, forte, molhado... seus olhos inesquecíveis, os vejo em sonho, acordado, me enfeitiçam... teu abraço, coisa mais maravilhosa de sentir, seu calor, sua pele... mulher que tanto desejo... sua beleza está em seu sorriso, no seu olhar e no jogar dos cabelos, você é tudo de bom... é minha felicidade! Só para finalizar, te amo.
Talvez amor seja isso, pedir desculpas mesmo quando você não está errado, mesmo quando você não tem culpa. Porque seu relacionamento com a pessoa é bem mais importante do que o seu orgulho.
- Pode provar o seu amor por ela?
- 50 anos chegam?
- Pode provar isso agora?
- Como pode um homem provar a sua fome, a não ser comendo?
(Abraham Farlan/Peter)
AMOR PRÓPRIO
Decidi hoje
Que não vou mais sofrer de amor
Nem de dor
Nem de nada
Decidi hoje que eu me amo
Acima de tudo, de todos e de qualquer coisa
Decidi que vou fazer amor comigo
E me apaixonar por mim mesma
Antes de decidir qualquer outra coisa nessa vida
Por que já levei tanto tombo
Que aprendi a gostar da dor de cair
Decidi por mim mesma
Me amar mais
Me desejar mais
Me acarinhar mais
Por que tem dias que ninguém vai fazer isso por mim
E eu tenho boas mãos
Posso me virar sozinha
Eu tenho pés para ir
E tenho carona pra voltar
Tenho coragem de decidir
E lágrimas para chorar
Não preciso que ninguém me diga sim
O não já me pertence e eu posso aceitar
O que eu preciso é me dizer sim
E me abraçar
E dançar
E extravazar
Eu decidi hoje
Que a partir de amanhã
Não vou mais parar
Todo grande amor traz consigo o cruel pensamento de matar o objeto do amor, para subtraí-lo de uma vez por todas ao sacrílego jogo da mudança: pois o amor tem mais receio da mudança que do aniquilamento.
"O amor é como um prédio em chamas, você tem que entrar enquanto todo mundo está correndo para fora."
Carta Aberta a Vincent van Gogh
Eu não sei como se escreve uma carta de amor, todas as que já escrevi foram direto para o lixo, seja quando jogadas pelo remetente, seja quando recusadas pelo destinatário, mas essa carta eu sei como se escreve, porque esta não é uma carta de amor, é uma carta de angústias, e estas cartas eu conheço bem. Eu não vou te pedir que me envie materiais para minhas pinturas, nem vou dizer que em Arles a vida tem mais cor, eu vou me redimir, vou me redimir por ter o peito quase tão dolorido quanto o seu, mas não poder fazer nada para impedir aquela bala, que dói também em mim, porque o tempo é cruel e eu não posso atrasar o relógio em um século ou mais. Mas também vou te agradecer, te agradecer por fazer através de sua arte, o que ninguém ao meu lado poderia fazer por mim. Você não é como eles, e nem poderia ser, porque no mundo são poucos aqueles cujo o coração sabe fazer mais do que apenas bater.
Sempre sua.
