Meu Eterno Amor minha Filha
A crença em deus não eleva o homem, apenas o acorrenta ao medo eterno, transformando a liberdade em escravidão voluntária.
Contra Ti pequei, ó Pai eterno,
Ainda que muitos tenham se ferido…
Pois antes de ser erro contra os homens,
Foi contra o céu que eu havia mentido.
Mas se grande foi minha transgressão,
Maior é Teu perdão que me refaz.
Porque onde abundou minha vergonha,
Superabundou Tua eterna paz.
Assim como Davi, você também é fruto de um propósito eterno.
Antes do seu primeiro choro, o Senhor já tinha escrito a sua história.
O mundo pode até não notar, mas o Céu já tinha escolhido você.
“Você corre atrás do que não preenche, mas Jesus oferece descanso eterno. Não adie, recebe-O hoje!”
Mateus 11:28-29
O poder não é eterno. O que aconteceu na Venezuela deixa isso evidente. No sábado, o império de Maduro desmoronou. Ele e sua esposa foram presos e levados para os Estados Unidos, onde enfrentarão a Justiça americana. Ainda não se sabe qual será o destino deles nem quantos anos de prisão poderão receber.
Esse episódio serve de alerta. Há quem esteja no poder e acredite que ele durará para sempre, mas não dura. A história mostra que tudo passa. O caso da Venezuela é um exemplo claro disso. Nada é permanente. O poder passa. Pense nisso.
Teu Nome
Teu nome foi um sonho do passado;
Foi um murmurio eterno em meus ouvidos;
Foi som de uma harpa que embalou-me a vida;
Foi um sorriso d’alma entre gemidos!
Teu nome foi um echo de soluços,
Entre as minhas canções, entre os meus prantos;
Foi tudo que eu amei, que eu resumia—
Dores—prazer—ventura—amor—encantos!
Escrevi-o nos troncos do arvoredo,
Nas alvas praias onde bate o mar;
Das estrellas fiz lettras—soletreio-o
Por noute bella ao morbido luar!
Escrevi-o nos prados verdejantes
Com as folhas da rosa ou da açucena!
Oh quantas vezes na aza perfumada
Correu das brisas em manhan serena! ?
Mas na estrella morreu, cahiu nos troncos,
Nas praias se—apagou, murchou nas flores;
Só guardado ficou-me aqui no peito
—Saudade ou maldição dos teus amores.
- José Bonifácio, o moço
O que é circunstancial vale no momento eterno. O que é óbvio depende do momento em que se apresenta. É preciso atenção para os limites: o momento em que os movimentos se entrecruzam.
Juramento da Maldição
por Sariel Oliveira
Juro diante do silêncio eterno que não serei cego.
Que verei o que a noite esconde
e ouvirei o que o mundo não suporta dizer.
Aceito a solidão como testemunha,
o peso da lucidez como cruz,
e a ferida que nunca fecha como parte do meu ser.
Não fugirei da dor —
antes, a acolherei como velha companheira,
pois ela me lembra que estou vivo
num mundo que vive dormindo.
Se esta é a maldição que me coube,
que assim seja.
Carregarei seus sinais até que o pó me reclame,
e, ainda então,
que minhas cinzas sussurrem ao vento
o que poucos tiveram coragem de ouvir.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
