Meu Erro foi te Querer
Riqueza de verdade não nasce do erro, nasce do caráter. Quem engana pode até ganhar dinheiro, mas nunca prospera em paz.
Ilusão é muito mal falada. Por definição, engano ou erro e sinônimo de alucinação, devaneio, utopia, e por aí vai; porém, é um ótimo anestésico.
“Quem diz que nunca errou, certamente não tentou coisas novas. Somente quando percebemos o erro é que decidimos o que fazer.”
• Ela erra
• Você sofre
• Você perdoa
• Tudo alivia
• O erro volta
E quem vai se quebrando é você,
não a relação.
Quando você perdoa várias vezes o mesmo erro, acontece algo muito cruel:
a dor não some — ela só fica guardada.
E cada repetição machuca mais, porque além da ferida vem o pensamento:
“Eu avisei… eu tentei… eu acreditei de novo
O enigma do Bem e do Mal
Se Deus existe, o mal não é um erro, mas a consequência natural de um universo onde a liberdade é real. Pois o amor, para ser puro, não pode nascer de um decreto ou de um código fechado; ele precisa florescer na terra aberta das escolhas. Onde há liberdade, há a possibilidade do desvio, e onde há desvio, nasce a sombra. O mal não brota do Ser absoluto, mas da distância que as criaturas tomam ao se moverem fora do fluxo da Sua harmonia.
Se Deus não existe, o bem torna-se um enigma ainda mais profundo. Por que então amamos o que não nos beneficia? Por que sacrificamos o próprio bem-estar por um estranho? Por que nos inquieta o sofrimento alheio, mesmo quando poderíamos simplesmente fechar os olhos? Se tudo fosse só acaso e instinto, talvez o bem não passasse de um artifício para sobrevivência. Mas há nele algo que não se mede em utilidade: a sensação de que tocar o outro é, de algum modo, tocar a nós mesmos.
E se Deus tivesse criado um universo absolutamente perfeito, talvez não houvesse mar, nem vento, nem sequer tempo. Haveria apenas Ele mesmo, indivisível e infinito. Pois a perfeição absoluta não comporta fragmentos ou distâncias; não há “fora” do perfeito. Criar algo diferente de Si é criar o relativo — e o relativo carrega em si a imperfeição, como a noite carrega a ausência do sol.
No entanto, essa imperfeição não é um acidente. Ela é o campo onde a consciência pode despertar, onde o bem e o mal se entrelaçam para dar forma à experiência. Como nas tradições orientais, onde yin e yang não são inimigos, mas complementos que se alimentam e se equilibram, o universo se constrói no contraste: luz só é luz porque há sombra, e sombra só é sombra porque existe luz.
Talvez o mal exista para que o bem não seja apenas uma palavra. Talvez o bem exista para que a sombra não se esqueça de que é sombra. E talvez o universo exista para que o Infinito possa, por um instante, experimentar-se no finito — e o finito possa, pouco a pouco, lembrar que veio do Infinito.
No fim, perfeição e imperfeição são apenas diferentes reflexos de um mesmo espelho. Um dia, ao atravessarmos todas as distâncias, talvez descubramos que nada estava fora de lugar — e que o caminho inteiro sempre foi parte da própria perfeição.
O que há de errado com o tempo?
Talvez o erro seja o intento
de não aprendermos, enquanto vivemos,
a contá-lo no convívio, no movimento.
Enquanto ele ecoa, convivemos, às vezes,
sós entre nós mesmos.
E não percebemos que o tempo pode afastar
ou atrair sentimentos.
Bons ou ruins, eles vão e vêm
sem que percebamos.
Ele nos leva por caminhos
e cria atalhos inteiros.
Ele vai passando como quem escorre
entre nossos dedos,
sem aviso às vezes rápido,
às vezes lento, mas sempre indeciso.
Vivemos tudo o que nos permitimos:
com a família, sozinhos ou entre amigos.
Ele corre quando queremos presença,
nos arrasta quando a dor pede licença.
Ele voa quando estamos atrasados,
e para, sem que percebamos,
no sorriso de quem somos apaixonados.
Vinte e quatro horas nos são dadas,
todos os dias, sempre depositadas.
Caem em nossa conta sem permissão,
sem pedido, sem merecimento ou explicação.
Prometemos a nós mesmos
não deixar o tempo passar em vão.
Quando crianças, o tempo era mágico,
e não tentávamos controlá-lo com um celular nas mãos.
Estávamos ocupados colecionando momentos,
dádivas nos dadas pelo próprio tempo,
para que, quando estivermos perdidos,
possamos lembrar… e voltar ilesos.
Há dias em que queremos doar,
nem que seja um fragmento do que nos resta guardar,
quando percebemos que o outro já não terá
o tempo que a vida prometeu entregar.
Então entendemos o inevitável:
o tempo, sim, ele é temporário.
Nascemos, crescemos e morremos
um roteiro que segue fiel itinerário.
Mas como se espera? pergunta o coração.
O tempo do último olhar, da despedida em vão?
Ou o tempo que passa sem quem amamos,
tentando ser inteiros… quando já nos faltamos?
“É um erro devastador pensar que a sorte não nos acompanha quando a vida insiste em caminhar conosco."
O que faz perdoar o erro
Chamado de misericórdia
É ter no peito a compaixão
Jamais causar a discórdia
É um amor que se estende
O que é mal não se defende
Ser o anjo bom da concórdia.
Lealdade não é permanência cega nem fidelidade ao erro; é coerência silenciosa entre palavra, gesto e ausência. Revela-se quando o interesse não vigia, quando não há plateia nem recompensa. O desleal abandona ao primeiro custo; o leal permanece até onde a dignidade permite — e nunca além de si.
A vida é estrada de curvas e desvios, Onde tropeços revelam nossos vazios.
Cada erro, um espelho que nos desafia,
Cada queda, uma lição que nos guia.
Nos caminhos tortos que ousamos trilhar,
Aprendemos a levantar, a perdoar.
O tempo ensina, com paciência e cuidado,
Que o passo errado não é fracasso, mas legado.
Entre lágrimas e risos, vamos crescendo,
Entre perdas e ganhos, nos compreendendo.
O coração aprende a pesar com precisão,
O que vale a pena, e o que é ilusão.
E no fim, cada cicatriz, cada dor,
Se torna luz, esperança e amor.
Pois a vida é um poema em constante evolução,
Escrito com erros,
mas guiado pelo coração.
O maior erro das elites atuais é confundir controle com liderança. Controle gera obediência temporária. Liderança constrói futuros que sobrevivem a regimes, ciclos e crises. O mundo não precisa de mais gestores. Precisa de mentes pensantes com consciência desperta.
Aceitar os tropeços na caminhada não é se prender à ideia de erro ou fracasso.
Tropeçar é parte do movimento, é sinal de que estamos avançando, mesmo que o passo não seja perfeito.
O equilíbrio não nasce da ausência de quedas, mas da capacidade de se manter firme depois delas.
Cada tropeço ensina a ajustar o corpo, a mente e o coração para que o próximo passo seja mais consciente.
Estabilidade não é rigidez. É a sabedoria de se adaptar, de reconhecer que o chão pode ser irregular, mas que a força interior pode nos manter de pé.
Assim, aceitar os tropeços é aprender a caminhar com coragem, sabendo que o verdadeiro equilíbrio não está em nunca cair, mas em estar preparado para seguir em frente.
