Meu Caminho So
Eu ouvi muito você me dizer o quanto eu parecia ser um engano. Tentei provar o meu valor, que afinal, todos viam, menos você. Quanta ironia. Eu estava lado a lado ao vazio e já sabia disso, mas, ainda assim, fingia não reconhecer..
No fim, tivemos nosso contrato selado: mentes comprometidas, um caso ardente, mas sem envolvimentos. Tolice meu coração ser esquecido entre o nosso pacto nunca prometido.
Juro muito, que mais ainda rezei
Dezenas vezes
Ao celeste
Que em meu destino, sempre houvesse você.
Eu rezaria ainda muito mais, centenas vezes
Mas seria egoísmo, pedir o que não tínhamos
Pedir pra sermos meio felizes.
Por que te encontrei?
Por que te deixei ficar? Por que nos deixamos?
Por que tenho agora que te ver partir?
O sentimento maior do mundo, que só vire lembrança boa para ambos, no fim.
Onde está, com quem está, onde estará mais logo você..
E eu.
Você já foi e não te deixo ir, ainda assim
Sensação estranha, depois de muito amantes, tornarem-se dois estranhos outra vez.
Nada deve ser dito mais.
Nada serviu
Nada teria servido
Nada nos serve
Contra o que não deveria ter existido, não sei porque.
Eu pedi ao mundo para que tivéssemos sido felizes, o mundo não quis. Ou teria sido a gente?
Não sei. Triste fim.
Eu gosto do meu jeito. Aprendi gostar dele, e não pretendo mudá-lo.
Não irei mudar para agradar outras pessoas
Sei que vai parecer clichê, mas o futuro é incerto. Digo isso em meu caso particularmente, com 33, cheio de dores, físicas e mentais. Lá na frente, só consigo enxergar o que vivo no presente.
A sensação que me dá é que, nas minhas costas, carrego todo o peso da alma, caminhando sozinho. Meus pensamentos se perdem no ar. Carrego memórias de um corpo que não responde e de dores que não cessam, como se estivesse forçado a suportar
um universo inteiro de angústia sem trégua. Mesmo quando falo, sinto que minhas palavras se desfazem antes de alcançar alguém, pois o mundo se move tão rápido que minha dor soa inaudível no eco da normalidade alheia.
Chorar não adianta mais. Eu e meu choro fazemos companhia um ao outro.
Já chorei até não sentir mais nada, as lágrimas se esgotaram, deixando apenas um vazio duro. Hoje, o choro é como um amigo que visita minha face sem quase derramar gota, ele lembra o tanto que tentei e falhei em encontrar alívio na própria tristeza.
A densa aura visível
afastaria olhares impacientes.
E, em pétalas de silêncio,
meu isolamento floresce.
Força não é silêncio infinito. Entre a armadura e o pranto contido, Deus sorri ao meu desabar em segredo.
Nos dias cinzas, a chuva é meu eco frio, um sussurro da cachoeira que conheci, onde mente e céu choram juntos, e a tristeza vira um abraço silencioso.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
Talvez meu destino seja esse: ser ombro, mesmo quando eu desabo por dentro. Curar dores alheias enquanto carrego as minhas em silêncio. Ouvir choros… quando tudo o que eu queria era alguém pra ouvir o meu. Minhas lágrimas são segredos guardados, mas ainda assim… faço das minhas mãos cansadas um abrigo para quem precisa. Mesmo que o alívio… nunca venha pra mim.
Sozinho, num quarto que ecoa ausência, meus olhos flutuam, meu pensamento sangra em palavras. Quando o mundo fecha suas portas, faço das frases meu abrigo, das letras minha trincheira. Escrevo pra que o silêncio não me engula inteiro.
Na madrugada silenciosa, sou único habitante do meu universo interior. O quarto se expande em paisagens oníricas que existem só em mim, cores e estrelas que brilham enquanto sonho acordado, mas desaparecem ao nascer do dia.
Ultimamente, sinto que meu combustível criativo está baixo, como um pássaro que pausa o voo para descansar. Mas sei que essa pausa é apenas um respiro, um momento necessário para renovar as forças. A inspiração talvez esteja se recolhendo, preparando-se para voltar com mais intensidade, e minha voz, mesmo silenciada por ora, ainda guarda em si o poder de ecoar novas histórias.
O mar é meu refúgio mental, onde despejo o que não cabe no peito. Admiro sua imensidão insondável, ora espelho sereno, ora abismo em fúria. Nele encontro o que me falta, silêncio que não pesa, tempestade que não julga. Sou feito de ondas também, ora brisa, ora naufrágio. Mas ali, entre sal e horizonte, sinto que posso existir inteiro.
Viajante
Eu nem sei o que seria
Se acaso fosse diferente
O meu passado dia-a-dia
Com aura de viajante
Rebelde e determinado
A conhecer cada lado.
Quando é preciso
Uma ponte se constrói
Seja do agora ao paraíso
Ou do vilão ao herói.
Falar é tão fácil
Discutir a teoria também
Há de ser forte e dócil
Para ir mais além.
A vida ensina todo tempo
Basta aquele melhor olhar
Até mesmo um contratempo
Tem algo a revelar
Assim fui descobrindo
Depois de atravessar...
Romper as fronteiras,
Esquecer alguns limites
Faz com que a gente
Veja novos horizontes
Repletos de outras verdades
E consequentes possibilidades.
Eu seguirei como os viajantes
Enquanto houverem caminhos restantes
Meu lado é o mesmo daquele no qual o coração bate. A cor do meu sangue representa a minha ideologia. Por humanidade e convicção sou de esquerda.
Meu pensamento é um ato de resistência estética, filosófica e política. Portanto, não seria natural esperar aplausos imediatos. Ou buscá-los num tempo vindouro que repetisse o passado.
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