Meu Caminho e cada Manha

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Eu sou do meu jeito.
Sou assim como eu quero e vou ao meu compasso;
Eu sou o meu tempo, minha hora e minhas próprias experiências,
Eu sou o que eu acho certo,
Da maneira como eu gosto e me sinto muito bem,
Sou o meu limite, vou até onde sei que posso e até onde vejo que vale apena seguir,
Eu sou a poesia das canções que mexem com minhas emoções, e aquele monte de papel embrulhado no lixo, quando eu pensava estar escrevendo alguma coisa.
Eu sou um rio extraído do mar, cheio de peixes de várias espécies e também com muitas perdas,
Eu sou a minha realidade...
Minha verdade e isso parece bem, pois não tenho que me preocupar com o fim de nenhum efeito a meia noite.
Eu sou o que vejo, o que respiro, o que aspiro, o que sinto...
Todas as coisas que estão guardadas dentro do meu coração.
Eu sou minha consciência tranqüila, leve e serena.
E acredito que essa é uma grande virtude em tempos como hoje.
Eu sou amiga de muita gente quando eu quero,
E sou também inimiga de quem eu nem imagino, mesmo quando eu não planejava ser.
Eu sou o estudo da geometria mais completo que a matemática já viu, porém, confesso, que não acho nada legal quando ando em círculo.
Eu sou uma fórmula feita do tamanho de mim mesma, e porém, jamais me enquadraria dentro de outro corpo.
Eu sou a minha própria natureza,
E prefiro me aceitar assim;
Do que ter todo o trabalho cansativo de fingir ser quem eu não sou.

Devolva meu sorriso

Você tirou de mim tudo de bom que eu possuía.
Tirou minha tranquilidade...
Tirou minha felicidade...
Tirou meu calor...
Tirou meu amor...
Por favor devolva... Devolva meu sorriso.

Você abusou dos meus sentimentos.
Fez de mim poço de suas frustrações.
Tudo o que eu queria era só te amar,
E você brincar... E nessa brincadeira de amor,
Conseguiu me mahucar.
Por favor devolva... Devolva meu sorriso.

Das alegrias que trago na vida,
Você é a melhor.
Das decepções e tristezas que trago comigo,
Você é a pior.
O sofrimento e a solidão andam juntos em meu caminho.
Por favor devolva... Devolva meu sorriso.

Você me ensinou a viver,
Você me mostrou o que é sofrer.
Você me ensinou paixão,
Você me mostrou o que é solidão.
Você me ensinou o amor,
Você me mostrou o que é dor.
De tudo que você me ensinou e me mostrou...
A minha felicidade de um jeito insano tirou.
Hoje, te peço apenas isso:
"Por favor devolva... Devolva meu sorriso..."

Ódio?

À Aurora Aboim

Ódio por ele?Não…Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida roubei todo o encanto…

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não…não vale a pena…

Florbela Espanca - Livro de Soror Saudade

Meu doce Amor tu beijas a minh’alma/Beijando nesta hora a minha boca!”
(A Noite Desce- Florbela Espanca)

Você sumiu da minha vida, mas não do meu coração.
Você deixou uma ferida, espero que não seja em vão, volte, venha, por favor, seja meu amor.
Venha me curar, você desapareceu sem eu ver, mas vejo o rastro do meu sangue em você, em minha dor irei caminhar, até um dia te encontrar, espero que esse dia você não tenha outro a amar.
E quando eu olho pra você, o mundo para de vagar
Meu coração acelera, esse é meu jeito de te amar.

É no seu sorriso que eu encontro saída para todos os meus sonhos e desejos... Te amo muito, meu amorzinho! ♥

E na certeza que Deus escuta além do meu silêncio, descanso e confio. Tudo vai melhorar.

Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Hazel aceite as dela.

Augustus Waters
GREEN, J. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012

Nota: Frase do personagem do livro "A Culpa é das Estrelas" de John Green

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Ao longo dos anos meus olhos se ajustaram até que a escuridão se transformou no meu mundo, e eu pude ver.

⁠O Corpo Como um Instrumento que Só Toca na Sintonia Certa

Meu corpo não é uma melodia qualquer, não toca para qualquer ouvido. Ele precisa da sintonia certa, do toque que sabe a nota exata para fazê-lo vibrar. Há desejo em mim, mas ele não dança ao som de qualquer presença. E eu espero. Porque sei que, quando a música certa tocar, eu não terei dúvidas – será entrega, será arrepio, será um acorde perfeito.

⁠O Corpo Como um Livro que Nem Todos Sabem Ler

Meu corpo não é um livro de páginas fáceis. Ele não se abre para qualquer olhar, não se entrega a mãos que não sabem segurar sua história. O desejo existe, pulsa, grita em silêncio. Mas não pode ser saciado por qualquer toque sem alma, sem intenção. Eu espero por quem leia cada linha com paciência, que entenda a profundidade antes de querer folhear apressado. Porque para mim, desejo não é pressa. É construção.

Desejo de Ser Só de Alguém

Às vezes, me sinto como um pedaço de carne exposto, como se o meu corpo fosse só um detalhe a ser desejado por qualquer um. O toque de quem não me conhece, o olhar de quem não vê além da superfície… Isso me irrita, me desagrada. Eu não sou isso. Não sou só um desejo momentâneo, não sou algo que se pode possuir e depois deixar para trás, como uma peça descartável.

O que eu busco é algo mais. Quero ser desejada, sim, mas por alguém que me veja, que me compreenda em toda a minha complexidade. Quero ser a única, o centro do desejo de alguém que se entrega da mesma forma, sem querer dividir ou repartir o que é só meu. Meu corpo, minha alma, tudo que sou… Eu quero ser isso para uma única pessoa. Quero ser amada por quem sabe o valor de cada pedaço meu, quem não tem pressa de arrancar, mas que sabe, com paciência, como tocar cada parte do meu ser.

Eu não sou carne, eu sou vida. E quem me deseja, deve me desejar por inteira.⁠

⁠O Olhar que Me Define

Meu olhar não se limita ao que os olhos veem, mas ao que a alma reconhece. Eu fotografo para eternizar, escrevo para ecoar memórias. Meu olhar recua no tempo, buscando o que merece ser lembrado, e avança com a sensibilidade de quem entende que cada imagem e cada palavra são pontes para o outro.

Vejo beleza nos detalhes, valorizo as marcas do tempo e busco o que é essencial. Em tudo que crio, há um instante de entrega: um pudim feito com afeto, uma lembrança registrada com carinho, um verso que toca quem lê. Cada foto, cada palavra, é uma forma de me conectar e trazer à tona histórias que, de alguma forma, pertencem a todos nós.

Não me contento com a superfície. Quero o encontro genuíno, a troca verdadeira, a lembrança que resiste ao tempo. Meu olhar é minha identidade, meu povo, minha cultura, minha história. E ao compartilhá-lo, convido outros a enxergarem não apenas o que está diante deles, mas o que pulsa dentro.

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⁠A Segurança do Meu Olhar - Conectando o Passado ao Presente

Quando olho para o que venho criando, vejo mais que palavras ou imagens. Vejo uma jornada, um caminho cheio de altos e baixos, mas que, no final, sempre foi guiado pela verdade de quem sou. A cada texto, a cada foto, sou capaz de me reconhecer e de me sentir segura. Porque sei que o que compartilho é meu, é autêntico, e é minha forma de mostrar ao mundo que, mesmo nas incertezas e nos momentos de dúvida, existe uma certeza que é inabalável: a minha essência.

Às vezes, me sinto vulnerável ao expor tudo isso, mas é essa vulnerabilidade que me fortalece. Sei que cada palavra que escrevo, cada imagem que capturo, tem um propósito – não só para mim, mas para quem se dispõe a ver, a sentir, a se conectar.

Essa é a segurança que encontro: na entrega sem máscaras, na verdade que me habita, e na confiança de que o que compartilho tem o poder de tocar, de curar e de conectar de forma profunda. Não há erro em ser quem sou, não há erro em me expressar como sou. Cada pedaço de mim que se revela é uma forma de celebrar a vida, de celebrar meu olhar, minha sensibilidade, minha jornada.
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⁠Entre Tambores e Risos

Vem ver meu povo dançar,
De gorro na cabeça, espada a empunhar,
Riso solto, corpo a girar,
Tinta na pele, brilho no olhar.

No chão, passos firmes e o som de espadas a tocar,
No som do tambor, o tempo a ecoar.
Boneca que gira, cesto a equilibrar,
Princesa caminha no meio da festa.

O rio nos chama, a água nos resta,
Nosso canto ressoa, o corpo a vibrar,
E a história resiste, firme, sem pressa,
Na memória vai ficar.

Solitário Conhecido

⁠Visitam-me os olhares que me reconhecem na rua, os acenos que cruzam meu caminho, os nomes que me chamam como se me soubessem. Visitam-me as vozes que me cercam em diálogos breves, as presenças que dividem espaço, mas não profundidade.

Sou um solitário conhecido. Caminho entre muitos, mas pertenço a poucos. Estou onde me veem, mas nem sempre onde me encontram.

Visitam-me, mas quantos realmente ficam?

⁠Gratidão Pelo Invisível

Te agradeço, meu Deus, não apenas pelo que já vi, mas pelo que ainda está por vir. Pelas bênçãos que meus olhos não alcançaram, pelos caminhos que ainda não trilhei, pelas respostas que nem sei que preciso.

Agradeço porque sei que há promessas sendo preparadas, portas sendo abertas, milagres em movimento—mesmo que agora tudo pareça silencioso. Confio que, no tempo certo, tudo chegará.

E enquanto espero, meu coração repousa na certeza de que Tu sempre cuidas de mim, mesmo quando eu não vejo, mesmo quando eu não entendo.

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Coração em Espera

Hoje, meu coração anseia por um abraço que me envolva, por um olhar que me veja além das aparências. Desejo repousar minha cabeça em um peito que me acolha, sentir o carinho de dedos que percorrem meus cabelos com ternura.

Anseio por momentos onde o tempo parece suspenso, onde a realidade se dissolve e restamos apenas nós, conectados em um universo criado pelo afeto mútuo. Momentos que apertam o coração não por medo, mas pela intensidade do sentimento, pela beleza do instante que desejamos eterno.

Ser mulher é carregar em si a força e a delicadeza, é desejar ser amada com profundidade, ser vista com verdade, ser tocada com alma. É querer viver um amor que não exige máscaras, que acolhe as vulnerabilidades e celebra as essências.

E assim, sigo com o coração em espera, aberta ao amor que chega com respeito, que se manifesta em gestos simples, mas carregados de significado. Porque, no fim, tudo o que desejo é ser amada de forma inteira, em um amor que me faça sentir em casa.

Um dia, tudo vai sumir. Até o céu. Meu planeta se foi. Está morto. Ardeu, como a terra. Só restaram pedras e pó. Antes do tempo.

Doctor Who

Nota: 1 Temporada - Eps 2

Dói ser esquecida. Mas ser ignorada é como se estivessem arrancando o meu coração fora.