Meu Caminho e cada Manha

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Meu amor foi tão sincero
que nem ela acreditou,
e ao som de um bolero,
em devaneios fraquejou.
O ciúme é uma tormenta
tempestade em alto mar,
represa que arrebenta,
e o sentimento pode afogar.
Quero a paz da madrugada
chega de aturar ingratidão,
nessa noite tão estrelada,
tenho de volta meu coração.
Agora vou dar um tempo
em sonhos e fantasia,
até o total esquecimento,
do que restou dessa agonia.
Vou viajar na poesia
chega de contestação,
falar de amor e alegria,
desejo e muita paixão.
Em minhas horas vadias
em bares vou encontrar,
violão, mulheres e boemia
para a saudade matar.
Vou ver decotes ousados
e lábios cor de carmim,
voltar aos anos dourados,
que por amor esqueci.
Beijar na boca fogosa
de quem só pensa em viver,
querendo ser uma rosa,
para quem queira colher.
Cantando a mesma canção
que tanto te encantou,
vou despertar a emoção,
que teu ciúme apagou.
Em belos motéis coloridos
vou passar de mão em mão,
ouvindo falsos gemidos,
embriagando-me de ilusão.
Então quando a loucura findar
regressando a realidade,
irei desesperado te procurar,
quase morto de saudade.
Sob a luz do teu lindo olhar,
temendo que digas não,
teu perdão irei rogar,
porque és minha paixão.
Te darei uma bela rosa,
em teus braços irei jurar,
que na vida caprichosa,
para sempre irei te amar.
E da lição que o mundo
tristemente me ensinou,
não esquecerei um segundo,
que nada substitui teu amor.
De meus sonhos a única realidade é que te amo de verdade.

Para viver um grande amor
conquistei o meu coração!
Para decidir essa questão
enfrentei
as pressões de todas as minhas
rejeições...
Me perdi em idas e vindas
encabulada!
Esperava a grande lição!
Frente à frente...
precisamente como devia ser!
Não conseguia
tocar o coração da minha amada
sem antes tocar
o meu coração amante!
Serenamente eu me entreguei ....
Agora estou desarmado!
O que fiz para me convencer...?
Apenas foi preciso sofrer!
Tudo aceitei!
Perdoei ...
Todas as dores
desejei morrer ...
A solução caiu nas minhas mãos ...
Um dia apenas para aprender!
Só um coração sem rumo
conhece o quanto nosso eu
é profundo!
Descobrimos juntos o caminho do meio ....
Restauramos todas as ilusões perdidas!
Isto significa
saber viver!
~~ANJO ARREBATADOR~~

Você me ensinou o amor, você me ensinou paixão, tocou tão fundo a minha alma mas machucou meu coração!
~~EDEMILSON RIBAS~~

O meu auge não é um lugar onde eu chego. É o fogo que me consome e me reconstrói todos os dias. Eu não busco a perfeição do agora; eu sou a fúria constante de quem se recusa a caber no próprio passado.

MEU JEITO DE SER, POETIZANDO

Meu jeito de chegar,
é pelos cantos.
Meu jeito de falar,
é simples e alegre!
Meu jeito de sorrir,
é fácil e largo!
Meu jeito de olhar, é sempre perceptivo,
mesmo que às vezes: distante.
Meu jeito de sentir é interno,
explorando!
Meu jeito de expressar é calado,
demonstrando…
Meu jeito de amar não é frio,
nem morno...
Meu jeito de pensar é intuitivo,
indagando...
Meu jeito de viver é fantasioso,
acreditando...
Meu jeito de sonhar é acordada,
imaginando!

Minha linha de pensamento não é tênue.

Patrícia Pontes de Moraes Tancler Campos.

“No arrebatamento, as leis da física serão superadas: a gravidade não conseguirá segurar o meu corpo.”

Em Paris


"Meu Deus! Quanta beleza..."
exclama o poeta Castro Alves...
Meu Deus! Quanta tristeza...
horror, indignação
achar que a solução está...
nas próprias mãos...
Ou... pior... achar que É a solução.

Eu te amo tanto que até o meu coração chega a doer às vezes por te amar...
Não paro de pensar em ti, até tem vezes que minha cabeça chega a doer.

“A verdadeira riqueza do meu império não está nos trilhões em números, mas na quantidade de vidas que eu reprogramo para nunca mais aceitarem a escassez.”

“O meu império trilionário é construído para provar uma única coisa: que a abundância extrema não é um privilégio do acaso, mas o destino inevitável de quem decide transformar o mundo.”

“As portas que o meu ecossistema abre não são para poucos; são avenidas gigantescas criadas para quem tem a coragem de caminhar lado a lado com a história em tempo real.”

A porta fechada nunca existiu — era apenas a chave sonhando com liberdade. O espelho engoliu meu rosto e cuspiu um rio que eu não sabia que carregava. As horas fugiram do relógio e foram morar no vazio entre duas respirações. Eu procurei minha sombra e encontrei luz demais, procurei luz e encontrei a noite me esperando de braços abertos. O silêncio falou tudo o que minha voz tinha medo de dizer, e minha voz, então, virou silêncio por gratidão. Não há caminho — apenas pés que insistem em andar mesmo quando o chão se desfez em perguntas. Não há destino — apenas olhos que enxergam sentido onde o acaso dormia. Eu sou o que nunca fui, sou o que ainda não cheguei, sou o intervalo entre dois batimentos onde a vida inteira acontece. E nesse nada que tudo é, finalmente, me encontro inteiro.

Meu quarto enferruja, meus cigarros queimam e o tempo passa — mas alguma coisa em mim ainda se recusa a desaparecer

Foi assim:

Depois de algum tempo em São Paulo, meu irmão conseguiu comprar o primeiro carro da família. Como não podia deixar de ser, era um Fusca 67 azul, muito lindo. Aliás, o mais lindo do mundo.

No dia da compra, nem trabalhamos direito. A ansiedade para pegar o carrinho era enorme. Já era quase noite quando meu irmão finalmente chegou com o dito cujo.

Tudo certo. Arrumamos nossas malinhas no porta-malas. Naquela época, tínhamos mais felicidade do que coisas para carregar.

Pegamos três amigos e... estrada.

Assim que escureceu, surgiu o primeiro problema: cadê a luz dos faróis? Havia apenas uma claridade fraquinha. Nada, porém, que um eletricista de beira de estrada não resolvesse. Instalamos um par de faróis "Tremendão", moda da época, que consumiu boa parte das economias reservadas para a viagem.

Problema resolvido, seguimos viagem. Só alegria.

Depois de rodarmos mais uns 250 quilômetros, próximo a Avaré, apareceu outro pequeno contratempo: um pneu furado.

Coisa simples. Bastava trocar o pneu e seguir viagem.

Abre o capô, tira as malinhas. E eram tantas que cobriam o estepe.

Quando finalmente pegamos o estepe, veio a surpresa:

— Vixe! Está vazio!

Na pressa da viagem, ninguém tinha verificado as condições do referido pneu.

Era madrugada. Frio. Mês de junho. E lá fomos eu e um amigo pedir carona para encontrar um borracheiro sabe-se lá onde.

Depois de alguns minutos, parou um caminhão-cegonha. Sem muitas explicações, o motorista mandou que subíssemos na carroceria.

Se parado já estava frio, com o caminhão em movimento a situação piorou muito.

Rodamos uns dois quilômetros até que ele parou e nos chamou para a cabine aquecida.

Logo encontramos um posto com borracharia e restaurante. Enquanto o pneu era consertado, aproveitamos para tomar um café.

O motorista, como todo caminhoneiro, conhecia praticamente todos os outros caminhoneiros da estrada. Não demorou para encontrar um colega que seguia no sentido contrário ao dele.

Ficou fácil.

O outro motorista nos deixou perto do Fusca e ainda manteve os faróis do caminhão acesos para facilitar a troca do pneu.

Quando terminou, enchemos o homem de agradecimentos e... estrada novamente.

Como todos morávamos em Santa Mariana, a distribuição dos três amigos foi rápida.

Sempre que voltávamos para casa saindo de São Paulo, avisávamos nossa mãe.

Que castigo!

Ela passava a noite inteira nos esperando.

Mas fazer o quê?

Mãe é mãe.

Dormimos algumas horas, tomamos café de bule e partimos para a missão mais importante: mostrar o Fusca para a cidade.

Afinal, ele era objeto de desejo de muita gente. Naqueles tempos, ter um carro era privilégio para poucos.

O coitado do Fusca ainda estalava por todos os lados, consequência da longa viagem.

Azar o dele.

Tínhamos compromissos mais importantes.

Meu irmão ao volante e eu de carona, fomos direto para a cidade.

Paramos em frente ao Cine Plaza e ficamos ali, do lado de fora, exibindo nosso troféu com o mesmo sorriso de uma criança que acaba de ganhar um presente.

Não demorou muito e apareceu um conhecido (nome omitido por ordem judicial).

Para os nossos padrões da época, ele era milionário.

Nem nos cumprimentou.

Ficou olhando para o Fusca e disparou:

— Ué... a firma onde você trabalha deixa você viajar com o carro dela?

Tudo bem que o carro ainda não era exatamente da família Mattos. Era da financeira, e ainda faltavam vinte e quatro prestações — justamente as vinte e quatro do financiamento.

Mas ele não precisava ser tão maldoso.

A frase caiu como um balde de água fria.

Tirou um pouco da nossa alegria.

O dia perdeu o brilho.

Perdemos a vontade de passear pela cidade e voltamos para casa.

Para perto da mãe.

E, pensando bem, talvez ali fosse mesmo o melhor lugar para estar.

Ao reparar a chuva sobre meu rosto eu concebi a eternidade; denotei o infinito como pedaço de um instante.

A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.⁠

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.

O meu amor tem calor de Saigon e a paz do teu sorriso, Saigon que ora é verso cantado, ora é o destino vívido.⁠

Meu caráter é contagioso; porisso eu mantenho distância .⁠

O seu julgamento é um autorretrato que você insiste em assinar com meu nome .