Mentiras
Deus é o seu Pai; não troque a eternidade e a salvação pelas migalhas e pelas mentiras que o inimigo te oferece.
Tuas lágrimas
Na hora do teu adeus as tuas lágrimas não mentiram ao me prometerem tua volta,
Se o problema era "esquecer", este verbo não resistiu e morreu,
Como conseguir dormir com um corpo delirando e esquentando a cama?
Poderia ser diferente, mas não foi,
Ficar sozinho num quarto incomoda quem já se reconhece como dois.
O processo de cura é lento porque ele exige que você desfaça o nó de cada mentira que contou a si mesmo.
Há dias em que a lucidez é lâmina afiada demais. Corta sem dó as mentiras que contamos a nós mesmos. Sobra verdade e sobra cuidado para remontar. A reconstrução exige paciência e luvas firmes. E aos poucos, a mão volta a trabalhar sem medo.
O silêncio de uma boa consciência é mais suave do que uma mentira que pode adquirir grandes riquezas. 🕊️
Quem acredita nas mentiras ditas contra mim é tão culpado quanto quem as inventa,se tem os meios de encontrar a verdade diretamente.
Quando a calúnia se alia à mentira e recebe o apoio da injúria, a primeira vítima é a ignorância, que rapidamente se torna sua súdita mais submissa e obediente."
A mentira mal contada não é a fantasiada é a falsa impressão de estar convencendo àquele(a) para a qual ela foi criada.
Nem que Seja
Demétrio Sena - Magé
Todo mundo contrai uma mentira
pra ser mais envolvente que a de alguém,
sobre ser, sobre ter, sobre sentir,
ir além de si mesmo para os outros...
De virtudes, grandezas e talentos;
das conquistas que nunca foram fatos;
adventos, milagres e prodígios;
valentias, boatos e destrezas...
Esse mundo que agora todo mundo
inventou ao redor de sua tela,
não tem fundo nem teto; só abismo...
É um ser que tem muito a se tornar,
é um ter que tomar de qualquer canto,
nem que seja do canto da sereia...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
É insano como tantas pessoas não precisam de nenhuma prova para acreditar em uma mentira, mas precisam de infinitas provas para aceitar a verdade.
Dizem que super-herói é invencível.
Mentira bonita.
Não tem peito de aço,
não tem capa que salva,
não tem poder nenhum
além de continuar.
Super-herói de verdade sangra.
Helaine machado
Eu demorei para entender que o que eu sentia não era mentira… mas também não era exatamente o que eu pensava que fosse. As conversas existiram, sim. Em algum lugar distante no tempo, em alguma versão de nós que um dia foi real, elas aconteceram. Não eram invenção da minha cabeça. Mas o que eu fiz com elas depois… ah, isso já foi outra história.
Eu peguei lembranças vivas e transformei em abrigo. Fiquei ali dentro, revivendo cada palavra como se ainda tivesse calor, como se ainda tivesse presença. E, por muito tempo, eu confundi memória com continuidade. Como se só porque algo foi bonito um dia, ainda tivesse o direito de existir no agora.
E é aí que mora o engano mais silencioso de todos.
Porque não é sobre ter sido real ou não. Foi real. Foi sentido. Foi vivido. Mas não é mais. E aceitar isso exige uma maturidade emocional que a gente evita, porque, no fundo, dói menos continuar visitando o passado do que encarar o presente sem ele.
Eu chorava não porque era fraca, mas porque eu ainda estava conectada a algo que já não me pertencia. Eu alimentava aquilo como quem tenta manter acesa uma chama que já virou brasa. E, de certa forma, eu conseguia… mas só dentro de mim.
Até que chegou um momento em que eu percebi que lembrar não era o problema. O problema era me prender.
Foi quando eu resolvi escrever. Não para recriar nada, não para reviver… mas para encerrar. Eu coloquei para fora tudo o que ainda ecoava aqui dentro, tudo o que ainda me atravessava. E quando eu terminei, não foi mágico, não foi instantâneo… mas foi definitivo.
Porque eu entendi que aquilo que existiu não precisa continuar doendo para continuar sendo válido.
Ele também sentiu, também reconheceu, também olhou para trás com aquele mesmo “e se…”. Mas a vida não se constrói com “e se”. A vida exige presença, escolha, responsabilidade com o agora. E nós dois, de alguma forma, escolhemos respeitar isso.
Não houve drama, não houve volta, não houve recaída. Houve silêncio. E, dessa vez, um silêncio que não machucava… um silêncio que curava.
Hoje, quando eu penso, já não pesa. Não porque eu esqueci, mas porque eu parei de carregar. Eu não apaguei a história… eu só devolvi ela para o lugar dela: o passado.
E isso me ensinou uma coisa que eu carrego comigo todos os dias… nem tudo que foi bonito precisa continuar. Às vezes, a maior prova de amor, inclusive, é deixar ir.
Eu sigo. Leve. Inteira. Sem precisar negar o que vivi, mas sem permitir que isso defina o que eu sou hoje.
Se você ainda está aí, segurando algo que já foi… talvez o que você precise não é esquecer. É só aceitar que existiu, honrar o que foi… e ter coragem de continuar sem.
