Mentiras

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Não vejo as formas que eles tentam me vender, nem as cores das mentiras que eles pintam nos muros...eu vejo o rastro de calor...vejo a intenção por trás do gatilho. enxergo a saída porque parei de olhar para onde todos apontam! Nesse tiroteio de informações, de cobranças e de gente estranha, a minha visão é o que sobrou de algo que eu nem sei o que é....


DeBrunoParaCarla

Valeu cada conselho da falsa resiliência,
valeu cada "não" e cada mentira inventada.
Valeu cada puxão de orelha e cada tapete puxado.
​Valeu até o deboche de quem não acreditava em mim,
pois hoje tenho as palavras certas a dizer: gratidão.
​Tudo isso me trouxe à minha verdadeira versão.
Olhei para o lado, aprendi com os erros alheios,
e me tornei o exemplo que eles nunca conseguiram ser.

A mentira pensada inicialmente resulta num sentimento de culpa e vergonha. Mas mentir de maneira constante se torna "normal" na vida de uma pessoa, fazendo disso só mais uma característica do seu caráter.

Nem que Seja


Demétrio Sena - Magé


Todo mundo contrai uma mentira
pra ser mais envolvente que a de alguém,
sobre ser, sobre ter, sobre sentir,
ir além de si mesmo para os outros...
De virtudes, grandezas e talentos;
das conquistas que nunca foram fatos;
adventos, milagres e prodígios;
valentias, boatos e destrezas...
Esse mundo que agora todo mundo
inventou ao redor de sua tela,
não tem fundo nem teto; só abismo...
É um ser que tem muito a se tornar,
é um ter que tomar de qualquer canto,
nem que seja do canto da sereia...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Dizem que super-herói é invencível.
Mentira bonita.
Não tem peito de aço,
não tem capa que salva,
não tem poder nenhum
além de continuar.
Super-herói de verdade sangra.
Helaine machado

"O mentiroso raramente se incomoda com a mentira alheia. Pelo contrário: concorda com qualquer versão que pareça justificar a própria. Afinal, quando a verdade é um obstáculo, toda mentira conveniente vira cumplicidade.

Dizem que os fortes escondem a dor. Que bela mentira contamos a nós mesmos para continuar fingindo que está tudo bem.

⁠O prêmio da mentira e da hipocrisia, da falsa devoção, é o fruto amargo que têm os seguidores desse tempo escuro e infeliz.

Quem se esconde atrás da mentira,
acaba deixando o rastro no chão.
A palavra pode até enganar,
mas o olhar sempre entrega a intenção.
Mentir para descobrir é tropeço,
é cavar buraco no próprio terreno.
Porque a verdade, cedo ou tarde,
bate à porta sem pedir terreno.
E quem pensa que mente por esperteza,
não percebe que mente a si mesmo primeiro.
A mentira pode até abrir uma porta,
mas nunca leva a um destino verdadeiro.

Dizem que soltar é prova de amor,
balela, mentira que aumenta a dor.
Amar é lutar, é segurar forte,
não largar a mão nem contar com a sorte.
Eu não quero sair da vida de quem amo,
sou raiz, sou chão, não sou vento sem plano.
Saudade me morde, mas eu não desisto,
porque amor de verdade é ficar, É ser visto.

Maria Eduarda


É Escorpião.
Não brinca de ser intensa... Ela é.
A mentira nela não passa impune,
é faísca em palha seca.
O olhar fecha, a boca cala,
e quem mentiu sente o peso do próprio erro
sem que ela precise levantar a voz.
Diva da ansiedade....
mente acelerada, coração em vigília.
Às vezes mal interpreta, reage antes,
mas quando decide quebrar tudo
não é descontrole ..
é estratégia.
Ela não explode à toa,
explode para encerrar.
Dona do silêncio.
E o silêncio dela não é ausência,
é cálculo.
É água funda.
É escorpião recolhendo o ferrão
até achar o ponto exato.
Age na calma.
Mas a calma dela é vulcão adormecido.
Terra que sustenta.
Fogo que consome.
Contradição viva ...
abraça e queima no mesmo gesto.
Ela sente demais.
Ama demais.
Odeia com a mesma medida.
Não sabe ser rasa.
Ou mergulha
ou atravessa.
Num segundo está em guerra,
no outro já decidiu o destino.
Porque Escorpião não hesita quando entende.
Ela observa, registra, aprende....
e quando resolve,
resolve inteiro.
Maria Eduarda não ameaça.
Ela cumpre.
Não fala o que fará...
faz.
É tempestade com propósito.
É lealdade feroz.
É intensidade que assusta quem vive pela metade.
E quem a chama de exagero
nunca teve coragem
de encarar a própria verdade.

“Todo mundo diz que 1º de abril é o DIA DA MENTIRA. O que ninguém te conta é que o ANO DA MENTIRA é o ano eleitoral. Fique esperto!"

A GRANDE FRAUDE DA IDADE

Há uma mentira vendida em cada espelho.

Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.

Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.

As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.

Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.

São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.

Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.

É uma vitória improvável.

Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.

Foi aberto a golpes.

Cada perda arrancou um pedaço de inocência.

Cada traição deixou um corte profundo.

Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.

Enterramos amigos.

Enterramos amores.

Enterramos versões inteiras de nós mesmos.

E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.

Isso não é decadência.

Isso é triunfo.

Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.

Mas existe outro caminho.

Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.

Talvez seja exatamente isso.

Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.

As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.

A juventude possui cartilagens resistentes.

Nós possuímos discernimento.

Ela sobe montanhas correndo.

Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.

Perdemos velocidade.

Ganhamos direção.

Perdemos elasticidade.

Ganhamos profundidade.

Perdemos a ilusão da eternidade.

Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.

E há uma ironia magnífica nisso tudo.

Os ossos já não suportam o mesmo peso.

Os joelhos protestam.

A pele já não estica como antes.

Mas o cérebro...

Ah, o cérebro.

Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.

Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.

Não porque destrói cidades.

Mas porque destrói mentiras.

Explode vaidades.

Reduz egos a poeira.

Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.

A verdadeira potência nunca esteve nos braços.

Sempre esteve na consciência.

Envelhecer não é caminhar para menos.

É caminhar para dentro.

É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.

Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.

Nem das mãos marcadas.

Nem das rugas que insistem em permanecer.

Elas não denunciam o tempo.

Elas testemunham que você atravessou o tempo.

São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.

Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.

Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.

E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.

Olhar para trás sem desejar voltar.

Olhar para frente sem temer chegar.

Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.

Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.

O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.

E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.

Os números deixam de importar.

Perdemos a conta.

E, enfim, deixamos de ter idade.

"A mentira de campanha é apenas o cartão de visitas. Depois de eleito, o mentiroso profissional finalmente assume o cargo de chefe de estragos, com mandato garantido e potencial ilimitado."

Boas histórias, boas mentiras.

A primeira vez que conheci a mentira eu tinha quatro anos de idade. Pedi minha irmã para eu ir na rua com ela. Mandou eu pedir minha mãe. Quando voltei ela tinha ido embora e me deixado. Entendi rapidamente que ela tinha mentido e me enganado. Até hoje tenho sérios problemas com mentiras. E ser enganada é sentido como um golpe emocional muito forte.

Quando um cego pelo ódio, discursa para uma plateia de ensurdecidos pela mentira, os mudos ganham voz!

A pior mentira é fingir para nós mesmos que tudo está bem, quando está mal, porque de tanto fingir acabamos acreditando! Vivendo de ilusão....

A mentira é a acionista majoritária de um mundo profundamente limitado.

No fim de tudo os homens de bom coração proclamarão o fim da mentira, mas sempre haverá aquele que antes do pôr do sol procurará fugir com a verdade.