Mentiras

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Viajando pela trilha sonora da vida, temos oportunidades de conhecer verdadeiros amigos e falsos amigos.
Uns querem seu bem, e outros apenas fingem...

Há coisas, que ainda não são verdadeiras; que talvez não tenham o direito de ser verdadeiras, mas que o poderão ser amanhã

Nunca diga a verdade para pessoas que não são dignas dela.

Cartas comoventes que comprovam: o verdadeiro amor pode nascer ao acaso e vencer a morte!

Não acredito em verdades relativas, para mim, a verdade tem que ser absoluta. Uma verdade relativa é uma meia-verdade e uma meia-verdade não passa de uma meia-mentira

Todas as coisas que dizes
Afinal não são verdade.
Mas, se nos fazem felizes,
Isso é a felicidade.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Quadras ao Gosto Popular. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973).
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E o tempo, curou o sentimento por ti? Me fez te esquecer um pouco mais? Na verdade, ele aumentou, e muito.

A verdadeira força não é a do mar em fúria que tudo destrói, mas do rochedo, impassível, que a tudo resiste!

Toda mulher é um mistério a ser desvendado, mas uma mulher nada esconde, de um amante verdadeiro.

A verdadeira felicidade vem da humildade e do reconhecimento que, sozinhos, somos muito pouco
ou quase nada. E a vida somente se completa com o real sentimento de amor ao próximo!

Dizem que o sacrifício é a medida do amor verdadeiro.

Não parecia que a dor tivesse diminuído com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la...

A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que eu sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa.

Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas!

Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições.

Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço... No íntimo me sinto uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento, e, deseja ficar no aconchego do ninho e ser mimada até adormecer.

Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência.

Deixa eu tirar o casaco, tirar o cansaço... essa jornada dupla me deixa tão carente... A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões... um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo...


Ah, eu tenho andado por aí, tenho sido tantas mulheres que não sou! Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, abri sozinha o zíper do vestido... decidi o meu destino com tanta segurança! Mas não previ que na linha da minha vida estivesse demarcada uma paixão inesperada.

Agora, cá estou eu, trinta e poucos anos e toda atrapalhada, tentando um cruzar de pernas diferente, um olhar mais grave, um molhar de lábios sensual... mas não sei direito o que fazer para agradar.

Confesso que isso me cansa um pouco. Queria mesmo era falar de todos os meus medos, "dos seus medos?" você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria te falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e te levar na casa da minha mãe, te mostrar meu álbum de retrato (eu, me equilibrando nos primeiros passos), ah, queria te mostrar minha primeira bicicleta, com truques. Ela ainda existe! Queria te mostrar as árvores que eu plantei (como elas cresceram!) e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros.

Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisinha: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história, e eu tenha que recolocar minha máscara e me reinventar, outra vez.

Verdade, pureza, autocontrole, firmeza, coragem, humildade, unificação, paz e renúncia. Essas são as qualidades herdadas de uma pessoa que resiste.

Lembre-se quem é o verdadeiro inimigo.

Pratique hoje o seu melhor sorriso com alegria e verdade. Permita-se amar e receber todo carinho que o seu coração lindo merece. Que a luz da sua alma possa iluminar de paz todos os seus semelhantes.

Uma verdadeira amizade não se acaba em tempos de adversidades. Muito pelo contrário, se fortalece.

Mas existe verdadeiramente outro rumo? Na verdade, só existe a direção que tomamos. O que poderia ter sido já não conta.

Mario Benedetti
BENEDETTI, M. Quién de nosotros. Buenos Aires: Editorial Sudamericana

Essa é a história da primeira e última vez que amei e me apaixonei de verdade pela linda, complicada e fascinante mulher que habita minha alma.
Eu tenho certeza que ainda ocupo parte de seus pensamentos, mas poderá chegar um dia em que encontre outro alguém que ocupe esse pensamento inteiramente. Então, eu vou dizer isso enquanto ainda dá tempo.
Se a gente estiver junto ou não, você sempre vai ser a mulher da minha vida.
O único homem que eu vou sempre invejar vai ser aquele que tiver o seu coração.
Porque eu sempre acreditarei que é meu destino ser esse homem.
Se a gente nunca se ver, ou nunca mais se falar de novo, e você estiver por aí andando e sentindo uma certa presença ao seu lado, serei eu, te amando, aonde quer que eu esteja.

Alice e Chapeleiro
— É claro você tem sua família não é verdade, coisa importante é família e só temos uma.
— Chapeleiro, eu nunca mais verei você.
— Minha querida Alice, nos jardins da memória, no palácio dos sonhos é lá que nos encontraremos.
— Mas o sonho nunca é realidade!
— E quem decidiu o que é o quê?
— Adeus chapeleiro