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“Minha alma nunca aprendeu a esquecer; apenas aprendeu a transformar lembranças em poesia.”
— Juliana Hoffmann Liska
Sorte não é esperar que o mundo nos favoreça.
Sorte é ter a inteligência para aprender, a disciplina para se corrigir e a coragem para enfrentar as dificuldades.
O homem que melhora a si mesmo todos os dias não depende da fortuna. Ele transforma cada experiência em conhecimento, cada erro em aprendizado e cada obstáculo em força.
A verdadeira sorte é ter a oportunidade de se tornar, a cada dia, um ser humano melhor.
“O verdadeiro professor é aquele que possui o dom natural de transmitir tudo o que aprendeu, pois descobriu a riqueza do saber e deseja remover a cegueira que a ignorância causa às pessoas.”
Respeito
Aprendi que o respeito vai além
do que se imagina.
Respeitar é olhar outra pessoa
sem julgar a sua sina.
O respeito vai além
de qualquer coisa no mundo.
É enxergar no outro ser humano
uma história
e também seu submundo.
Respeitar é necessário,
é saber até onde pode ir,
porque aquilo que, para você,
pode parecer certo,
no outro pode ferir.
Nildinha Freitas
Há momentos em que o homem olha para a própria história e não consegue compreender por que determinadas coisas aconteceram. Vê a injustiça avançar, vê pessoas que feriram outras continuarem caminhando como se nada tivesse acontecido, vê portas se fecharem diante de quem tentou fazer o certo e, por alguns instantes, pode surgir a sensação de que o mundo pertence aos injustos. Mas essa é apenas a visão limitada de quem enxerga um capítulo enquanto Deus conhece o livro inteiro..."
Desde pequenos, muitos de nós aprendemos que a pobreza fazia parte da vontade de Deus. Mas, se isso fosse verdade, por que tanto luxo entre aqueles que dizem falar em nome da fé, da justiça ou da igualdade?
Enquanto multidões lutam para sobreviver, existem catedrais suntuosas, palácios, mansões, carros de luxo e uma concentração de riqueza nas mãos de pessoas e instituições que discursam diariamente sobre a pobreza. Alguns defendem discursos igualitários, mas desfrutam dos privilégios do mundo que criticam.
A pergunta não é se a riqueza é um pecado. A pergunta é: por que a miséria continua sendo aceita como destino para milhões de pessoas?
Talvez Deus nunca tenha desejado a pobreza. Talvez a pobreza tenha sido, muitas vezes, conveniente para quem encontrou nela uma ferramenta de poder, influência e controle.
Vale a pena refletir: será que confundimos a vontade de Deus com os interesses dos homens?
"Quando eu era apenas crítico, via inimigos por toda parte.
Quando aprendi a refletir, comecei a enxergar seres humanos."
"A maturidade não me fez abandonar as perguntas.
Apenas me ensinou a desconfiar também das minhas próprias respostas."
As horas desfilam em sapatos de vidro rachado, pisando espelhos sem reflexos. Giram, bamboleiam, tropeçam: valsa de ponteiros tortos, meio-dia engolindo meia-noite, amanhecer tossindo crepúsculos de tinta. Nada faz sentido – ou faz? Minutos bêbados derramam-se como vinho em taças vazias, poças sussurrando equações sem números. Relógio de areia vira de cabeça para baixo; grãos dançam quadrilhas, subindo em espirais estelares. Horas com máscaras de palhaço riem, desmanchando-se em confetes de ontem. Pulam corda com teias de aranha, contam até infinito e param no zero, agora dissolvendo em bolhas que estouram risos mudos. Por que o segundo devora o anterior? Sombras crescem ao meio-dia, tango com luz fugidia. Absurdo! Mas no caos, pulso: cada giro é átomo de destino, tropeço é órbita no vazio. Desfeitas, recompõem-se em abraço fractal. Absurdo mascara o sentido: universo dança descompassado para ensinar o ritmo infinito. Param, ofegantes; relógio sorri. Tudo encaixa no desencaixe perfeito.
Há um conflito silencioso entre quem somos e quem mostramos ao mundo. Desde cedo, aprendemos a vestir máscaras como quem veste um casaco em dia de frio: para suportar o ambiente, para caber nos lugares, para não ferir nem sermos feridos. No entanto, essa proteção também pesa. A aparência de força, muitas vezes, esconde um coração em tempestade; o sorriso social, por vezes, cobre ruínas que ninguém vê.
Vivemos tentando equilibrar a verdade interior e a versão aceitável de nós mesmos. Queremos ser acolhidos, mas tememos que nossa essência, crua e imperfeita, assuste. Assim, vamos aparando arestas, calando dores, podando sonhos, como um jardim bonito demais para parecer real. O problema é que, quando negamos demais o que sentimos, a alma cobra em silêncio.
Ser humano é justamente carregar essa contradição. Somos casa e vitrine, abrigo e espetáculo. E amadurecer talvez seja isso: diminuir a distância entre o rosto que oferecemos ao mundo e a pessoa que, em segredo, pede apenas o direito de existir por inteiro, sem pedir desculpas.
Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.
Momentos são oportunidades diárias de ter tudo aquilo que passa pela nossa mente. Talvez, quando vivemos na prática, seja um pouco diferente: às vezes melhor, às vezes pior. Talvez esse seja o grande mistério de viver: alinhar mente, espírito e a fragilidade da realidade.
Por: J. Leão
O sorriso é o disfarce que o coração aprendeu a usar —
um véu de serenidade sobre o caos silencioso da alma.
Por dentro, a dor consome em silêncio, paciente e invisível,
mas o mundo não precisa saber.
Então, sorria...
pois há batalhas que se travam no íntimo,
e o riso, ainda que frágil, é a última forma de resistência.
É na tristeza que aprendemos o verdadeiro valor da felicidade.
É na ausência que entendemos o quanto a presença era importante.
É preciso atravessar dias difíceis para reconhecermos a leveza dos dias tranquilos.
Uma coisa eu aprendi. Quando você diz pra alguém que mais tarde fala com ela, eu penso que "mais tarde" pode ser tarde DEMAIS!
Aí você diz para si mesma que não vai mais cometer aquele erro, quando vê já fez novamente. É aprendizado ou é burrice?! As vezes me sinto como o apóstolo Paulo.
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