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Mensagens de Silêncio

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Poema depois do sábado


Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.


A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.


Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.


Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.


Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.

Sinto demais, mas não sei mostrar.
Dentro de mim, um universo inteiro em silêncio —
porque a vida, um dia, me ensinou a calar.
Achei que isso me tornava alguém ruim…
mas pessoas ruins não carregam esse peso —
elas apenas vestem sorrisos e parecem leves.

Não há nada de errado na saudade, na flor, no silêncio e na dor. O erro está na ausência do meu amor.

Quase tudo!
O dinheiro compra quase tudo: justiça, amigos, status, mentiras, silêncio e tantas outras coisas. Mas há algo que ele ainda não pode comprar — a morte. Pelo menos, por enquanto.

Por trás de um belo sorriso
existe, às vezes, um silêncio que grita.

Uma mente em abismo,
cheia de pensamentos que não encontram saída,
sentimentos que se acumulam
como ecos em um lugar sem luz.

O sorriso engana, protege, disfarça —
é a armadura leve de quem trava batalhas pesadas.
Porque nem toda dor faz barulho,
e nem todo caos pede socorro em voz alta.

Há quem sorria bonito
enquanto se despedaça por dentro.

E talvez, no fundo,
o que essa mente em abismo mais deseja
não é ser salva…
mas apenas ser compreendida.

— Sariel Oliveira

"Entre insistir e soltar"


Insisti no silêncio, gritei sem ouvir,
me perdi no caminho tentando seguir.
Fui presença constante, mesmo na ausência,
mas virei só lembrança, sem mais importância.
Corri contra o tempo, lutei sem vitória,
doei minha vida, apaguei minha história.
Hoje eu paro as mãos, largo esse chão,
não sou migalha, sou coração.


Se ela não sente, não posso insistir,
é hora de soltar pra poder me vestir
da força que resta, da fé que é minha,
pois quem não me quer, me ensina a saída.

“Se você sente que precisa de espaço, fale. O silêncio machuca mais do que a sinceridade. Quem te ajuda merece ao menos saber que a importância dela não se perdeu, que o afastamento não é falta de carinho, mas uma necessidade sua. O mínimo que se deve a alguém que soma é clareza.”

No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.

Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.


E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.

Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.

Tem dia que a alma não quer poesia, só silêncio.
Não quer conselhos, quer sumir.
E no meio do sumiço,
um pedaço pequeno
de esperança insiste em ficar.
Mesmo cansada, ela respira.
Mesmo sem fé, ela tenta.
Porque dentro do sei lá, ainda mora alguém que quer recomeçar.

“Tem hora que a gente só quer silêncio mesmo. Recomeçar é coragem disfarçada de solidão.”

o silêncio não resolve nada,
só deixa feridas abertas em quem ama de verdade.

A grande crueldade do silêncio é essa: Ele não mostra nada de quem partiu, mas deixa quem ficou com todas as perguntas e nenhuma resposta.

Posso ser calma, silêncio que acolhe,
ou tempestade que tudo revolve.
Posso ser riso solto no ar,
ou nó no peito difícil de desatar.
Posso ser casa, porto e chão,
ou estrada sem direção.
Posso ser força quando dói ficar,
ou fraqueza que precisa chorar.
Posso ser faca, palavra afiada,
ou cura lenta, bem pensada.
Posso ser fogo que aprende a conter,
ou cinza fértil pronta a renascer.
Posso ser muitas, sem pedir perdão,
contradição viva em expansão.
Não me resumo, não caibo em um ser:
sou mil maneiras de simplesmente ser.

Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

"Entre notas, palavras e cores, sou quem transforma silêncio em sentido, e momentos em eternidade."

Stephanie


Ela é de Capricórnio.
Não nasce.. se constrói.
Pedra sobre pedra, silêncio sobre silêncio.
Independente
porque aprendeu cedo
que promessas quebram
e quem segura o mundo
é quem não o larga das próprias mãos.
Fiel de poucos amigos —
não por frieza,
mas por profundidade.
Raiz não se espalha na superfície,
raiz escolhe onde fincar.
Ela parece inverno,
mas quem atravessa o frio
descobre abrigo.
Ama sem espetáculo.
Cuida sem anúncio.
Fica.. quando decide ficar.
E quando escolhe alguém,
não é impulso.
É destino assinado em rocha.