Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
O QUE VERDADEIRAMENTE IMPORTA?
Se a busca é uma constante;
Se o futuro é uma incerteza;
Se o desejo é uma necessidade insaciável;
Se a vida é uma efemeridade.
O revolucionário de verdade
é aquele que faz de sua vida
um caminho de luta,
onde suas ações estão pautadas
na satisfação de seus desejos,
os quais estão restritos,
à satisfação dos desejos de todos.
Onde o "Eu" inexiste,
diante da necessidade do todo.
Educar para a vida
é fazer o aprendiz perceber,
que ele é capaz de promover
a transformação da sua realidade,
dando-lhe as ferramentas indispensáveis
para tal: consciência crítica e atitude.
A psicogênese da pandemia
Aconteceu da noite para o dia
nos pegou de surpresa
estávamos despreparados
tivemos que nos adaptar
com desgastes a suportar.
O isolamento social
que a pandemia nos impôs
foi a forma compulsória
que ela propôs
de recompormos valores esquecidos
e repensarmos as nossas atuais
concepções de valores vitais.
Tivemos que passar a questionar:
O que verdadeiramente importa?
qual o valor de dançar, de amar, de se importar?
Hoje estamos diferentes
dizem que nunca mais
seremos iguais,
mas como não ser desiguais?
Não é preciso a pandemia
para termos essa certeza,
pois somos de uma espécie
que tem a incerteza dia a dia
do que é ser.
A verdade seja dita
não vai ser essa maldita
que vai fazer as almas precitas
mudar a forma de ver a vida.
A incerteza é uma realidade
que a alma apavora.
Mas porque se apavorar?
Se nunca houve certeza
no nosso caminhar?
Ontem, a distância
entre o que era certo e o incerto
criava a ideia
de uma falsa segurança
que a alma acalentava.
Hoje, é diferente,
não tem distância a separar,
a incerteza é a asseveração
da nossa vida atormentar.
O sentido da vida
está em realizarmos
o que nos dá prazer.
Privar-se deles é
tornar a sua vida sem vida.
Não queria ser o ar
que tu respiras,
nem ser o espaço
que tu ocupas,
mas não tenho dúvida:
dar-te-ia minha vida
para ser minha, a tua.
Os nossos desejos são insaciáveis,
sempre haverá um novo
a sobrepujar o já alcançado,
portanto, não ser moderado
ao desejar, é caminhar
por uma vida repleta de desagrado.
Quando se leva uma vida
de postegação,
não se vive,
apenas passa pela vida.
Postegar é reduzir as oportunidades
de estar feliz, que já são efêmeras,
por natureza.
Viver a rotina do dia-a-dia
é confirmar a singularidade do ser,
o qual difere dos demais na natureza,
não pela sua racionalidade, mas pela
sua capacidade de criar as suas ilusões, as quais são responsáveis
pelas frustações que o conduz
a concepção de que a vida é apenas um ciclo do processo nascer e morrer.
Enquanto nos precupamos
em criar uma imagem ideal
para ser apresenrada para os outros,
deixamos de viver o que somos
de verdade.
E nesse viver fantasioso de aparências,
não vivemos, apenas afundamos em
um mundo de frustaçoes em uma vida
não vivida, mas sofrida.
Na busca por respostas
a questionamentos acerca
do sentido da vida,
o homem chega a exaurir-se
na ansiedade oriunda
de sua incapacidade de obtê-las.
Acredito que o sentido da vida
está em não querermos
buscar sentido para vida,
mas vivê-la simplesmente.
Encontrar-se privado de sua liberdade de ir e vir,
é ter a sua vida reduzida à rotina do viver,
vivendo com o propósito de ter como mudança,
algo que não depende do seu querer.
Qual o real sentido da vida?
Uma pergunta que muitos
acreditam que a resposta estar em não fazê-la.
A vida em isolamento nos ensinou
a enxergar o que verdadeiramente importa
pode ser o que nós acreditávamos ser
indiferente ao nosso dia a dia.
No grande palco da vida
somos os figurantes
cumprindo um roteiro
cujo o final nos foi dito,
mas desconhecemos
o ato.
