Mensagens de Morte de um Irmão
VII
Vem, me dá a sua mão,
subimos seis degraus
para saber como afastar
o Deus da Morte,
e faltou fôlego para explicar
direito o sexto degrau,
Não dá para deixar passar
quando alguns que regem
o mundo fazem incessantes
propagandas que dividem
brutalmente uns dos outros:
é preciso diante de tudo se ligar.
Entenda que seja em situação
de paz ou de guerra
se você for obrigado a se mudar
para uma situação ainda pior,
é porque querem te eliminar
para definitivamente a história
do livro da sua vida apagar.
Outra coisa que quero lembrar:
são dez os degraus para afastar
o intento do Deus da Morte
e daqueles que estão querendo
muito com a sua vida arrasar,
muitas das vezes sozinhos
não têm como se livrar;
e quase sempre é preciso buscar
apoio no caminho para se salvar.
IX
Para alcançar os degraus
para afastar o Deus da Morte,
Vocês nesta subida devem
ter pensado, mas que diabos
esta mulher não sabe contar?!
Sim, é claro que sei contar
do primeiro ao oitavo degrau,
na verdade estava organizando
é o meu pensamento porque
para transmitir a mensagem
que desejo é também um processo
de compreensão para alcançar
este nono degrau e depois o décimo.
Quero que vocês entendam o seguinte:
o genocídio começa pelo discurso,
nem sempre ele vem por disparo de bala,
e recomendo que vocês se apropriem
dos sinais que nem sempre são integrais
e geralmente começam parciais.
O genocídio em qualquer fase
é desprezível e sempre será
punível mesmo que não
chegue na conclusão final,
Porque uma vez aberto o frasco
de veneno do extermínio
a sociedade muito
dificilmente voltará ao normal.
(A medida mais sã para nos proteger
é nos unir contra tudo aquilo
que nos coloque num caminho brutal,
Somos dignos de ser felizes e de escolher
a mais tranquila maneira de alcançar o final).
X
Chegamos no décimo
degrau para aprender
a afastar o Deus da Morte,
você agora sabe que
genocídio é um processo
construído que só
pode ser combatido
com todo o povo unido.
Entendam o seguinte
que o Deus da Morte
antes de matar corpos
ele mata as reputações,
para afastar o Deus da Morte
é preciso ativar as percepções.
Os enviados do Deus da Morte
são capazes de fazer muitos
acreditarem que a melhor solução
é que eles acabem até mesmo
com você e assim surgem
as reiterada fomentações
de desumanização e extermínio
até chegar no ponto das negações
que eles não fizeram nada
do que até mesmo você não tenha
em vida merecido ou agindo
como você nunca estivesse existido
ou como se nada tivesse acontecido.
Um país realmente livre não tem prisão perpétua, pena de morte e nem espalha guerras. Não se deixem embriagar por retóricas ideológicas.
Lembre-se, as palavras tem poder de vida e de morte, escolha bem o que diz, porque comerás do fruto de cada palavra dita.
A morte tentou colocar uma pedra no sepulcro de Lázaro, para que Lázaro fosse esquecido;
Mas depois de quatro dias, JESUS chamou Lázaro para fora, e cheirava mal,
O Senhor trouxe a vida, onde já não tinha vida.
Na arca, havia animais diferentes e o cheiro não era agradável, mas fora dela, só havia morte. Da mesma forma, mesmo com desafios, é melhor permanecer na casa de Deus, pois fora dela não há esperança.
Na cruz um Cordeiro se entregou,
Com sangue puro, nos resgatou.
Foi dor, foi morte, mas também vitória,
A cruz não é fim — é nova história.
As vestes ficaram no chão,
o céu ecoou em canção:
"Ele vive! Já não está aqui!
A morte não pôde resistir."
No alto de um monte, o céu se inclinou,
e Aquele que venceu a morte ali Se revelou.
Seus olhos brilhavam como eternidade,
Suas palavras carregavam autoridade.
Não há mais luto, nem grito, nem morte,
a dor não tem voz onde habita o Forte.
O que estava ferido, agora é curado,
e o choro que foi, será recompensado.
• Apocalipse 21:4 — “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor…”
A tua vitória não vem da tua força, mas do que Jesus já conquistou na cruz.
Ele venceu a morte, o pecado, a enfermidade, e tudo aquilo que tenta te paralisar.
Pra cada dia uma noite
Uma morte a cada vida
E pra cada norte um rumo
Vários ventos sem direção
Em cada mar, muitos naufrágios
A saudade que se vê tão só
A pá de terra sobre o tempo
O erro que me acerta
A resposta certa eu nunca soube
A tarde que não me cabe
Antes que o Céu
Desabe por sobre essas nuvens
Há pra cada chuva, um Céu
Mas não sei dizer
de quantos Céus há sobre nós
Sob meus pés
Estrada e pó
Simplesmente mais nada
Pra cada vida
Uma morte apenas
Viver de espera
Termina
Na serena morte
De sorte que ela vence no final
Pra cada um
Há outro igual
Só não se sabe onde.
Edson Ricardo Paiva
De quem será que foi a ideia
de inventar a morte
dividindo assim a vida em dois
Será que pensou antes no "antes"
Para que o suspense, chamado existência
lhe desse a grata satisfação
de fazer a gente aguardar tanto tempo
Pra saber o que existe depois
Será que vai causar decepção?
Então
Quem foi que inventou a vida
E jogou tanta gente no Mundo
Sem ao menos dar preparo
Quem criou o desamparo
o desespero
a espera
o inverno e a primavera
eu já sei
que quem inventou a distância
queria vender saudade
mas achei muita maldade
alguém ter criado a infância
e outro ter feito dela
uma coisa assim, tão curta
a criança inocente e absorta
não percebe que o tempo lhe foge
não vê que perde tanta coisa
enquanto brinca de querer crescer
sem saber que a discrepância
entre o ser e o querer
é uma linha muito tênue
e que ela a embaraça, ingênua
perdendo assim o lado bom
da parte que vale à pena
viver assim, sem perceber
é muita falta de sorte
Quem será que inventou a Morte?
Não tenho medo da morte
Nunca tive
Meu medo era viver
Esta vida
Na qual não se vive
Nunca tive medo de tempestade
Tenho medo deste Sol que arde
Não Existe apenas a chuva
O problema é a palavra
Que me vem e tanto machuca
São lembranças
Piores que a morte
Que fizeram estes cortes
Sem cura
Não tenho medo do escuro
Meu receio é a claridade
Ela invade a vida
E me impede de esconder
Ou de esquecer
A dor
de ver tanta vida
assim
Perdida
