Mensagens de Morte de um Irmão
A melhor defesa pessoal é evitar o confronto. Mas, se a escolha for entre a vida e a morte, defenda a sua vida. 👊
A morte de alguém se entrelaçam no passado e no futuro. O passado traz recordações e o futuro a saudade, somente o presente nos traz a dor e o luto ardente.
A realidade da morte, como sua iminência e inevitabilidade, torna o homem refém do desconhecido, do transcendente, de uma força maior.
A morte de um ser humano, por principio moral da vida, nunca deve ser celebrada. Muitas das vezes, em nome da justiça e da humanidade, ela pode até ser necessária mas nunca deve ser festejada. Afinal todos que estão devidamente ou indevidamente nesta dimensão, por vida estão aqui para evoluir e se transformarem mas se não evoluem, prestaram contas da desobediência ao Altíssimo, o infinito Criador.
A historia de Santa Sara Kali, mais comum é que após a morte de Jesus, os romanos colocaram em um barco sem remos e sem direção, como uma forma de condenação a morte eram elas Maria Magdalena, Maria Salomé e Maria de Cleofás e a serva egípcia Sara, durante a viagem no meio da turbulência do mar, Sara tirou o lenço azul da cabeça e fez uma promessa a Deus, se elas fossem salvas ela Sara usaria aquele lenço por toda sua vida. Logo após seu pedido o mar se acalmou e chegaram ao sul da França. As três Marias, foram as colinas para levar a palavra e os ensinamentos do mestre, enquanto Sara permaneceu na planície, durante sua jornada deparou com um grupo de ciganos, onde foi acolhida e aprendeu toda sua cultura. Ela não foi canonizada pela Igreja em 1712 como muitos afirmam.
Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato
Depois que eu descobri que o sentido da vida, além da morte, é viver compartilhando, compartilho tudo o que sou.
Compartilho o ar que respiro, o sentimento que transmito, a ideia deste pensamento, tudo aquilo que invento... Compartilho minhas reflexões, percepções, emoções, minhas ações... Compartilho tudo o que falo, digo, expresso, demonstro, mostro... Compartilho meus movimentos, por onde passo, o que faço, o que traço, desfaço, satisfaço... Compartilho tudo o que vivo, seja positivo ou negativo, pois tudo o que experimento faz parte de mim.
Evito guardar, prefiro compartilhar, pois, de qualquer forma, a morte levará tudo. Então, escolho deixar no mundo tudo aquilo que sou...
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Há muito tempo perdi o medo de encarar a vida, de desafiar a sorte, de olhar a morte com a cara suja após um pesadelo. Ao nascer, perdi-me no corredor da vida. Pouco me importam a cadeira elétrica, a injeção letal, a sentença do juiz, o golpe fatal do carrasco ou a lenta caminhada até o cadafalso.
Pouco me importa a espada de fogo à porta do paraíso. Eu quero a alegria desta vida. Quero o sorriso infante e a embriaguez dos delinquentes. Quero a alma aquecida na fogueira ardente que consome a esperança. Quero o risco e a vertigem de estar vivo. Quero encarar o medo com o espanto doce de uma criança.
Quando a morte vier, que me encontre de pé, ainda com a poeira do caminho no rosto e o coração em brasa. Para quem estreou neste palco de loucos, a única vergonha é não ter vivido.
A morte, principalmente aquela advinda de grandes tragédias, vem nos mostrar o quanto somos efêmeros. Nada é mais importante do que cada instante vivido com dignidade e respeito, pois são essas coisas que vamos deixar após a nossa partida.
Eu tenho medo...
Medo da morte? Também.
Ah, mas há outros medos que me dão mais medo...
Esses medos a que me reporto, a história poderá contar.
A morte e o assassinato deixaram de ser tragédias para virar rotina, enquanto assistimos indiferentes à ruína da vida e ao festival de crueldade que praticamos uns contra os outros.
Depois da morte?
xiii, não fale disso...
Quero estar em paz
Doí viver para morrer
Mas precisamos morrer para ter vivido
Dolorosa e cruel morte, de ti serei uma vitima
Vagueando pelo mundo, vouuuuu
Espero o tal dia.
Vi irmãos zombadores, espertos e ignorantes, menosprezando outros mais experientes, porém a morte os levaram mais cedo, porque suas carnes eram cobaias das trevas.
Família que alimenta o ódio por causa de herança é herdeira da morte, cujo inventário está nas mãos do diabo.
