Mensagens de Desculpas
Pra você o que significa o perdão
todos nós carregamos histórias que
influenciam nossas decisões e reações.
Eu pequei e te peço perdão, pequei ao te olhar sem me julgar, pequei quando não entendi e me amargurei, pequei quando o sentimento eu culpei.
Me perdoe, perdoe-me em te julgar, em não validar o que sentia, em fragmentar tudo que vinha.
Talvez eu seja a insana e tola, talvez eu veja sensatez onde não há, talvez eu digo, talvez com certeza eu não saíba amar.
Sou covarde pra não ser forte, sigo firme contando com a sorte. Em meus sonhos de “dia feliz“, um dia eu te quis.
Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.
Eu falhei e isso me fez refletir muito, então pedi perdão pra você e como já era de se esperar você fez o mesmo.
Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.
Perdão, meu Deus, eu nunca vou me arrepender de perder um carro, um dinheiro, uma mina ou um parceiro. Tudo passa, é passageiro. O que eu não podia perder foi a primeira coisa que perdi primeiro: o meu amor verdadeiro.
O amor e o ódio, a felicidade e a tristeza, a ilusão e a certeza, o tempo e o perdão.
De todo esse matiz, tudo passa, mas o perdão é o único que não deixará cicatriz.
Eu gostaria de pedir “Perdão” a todo o momento, mesmo sem errar com ninguém e com nada. Eu gostaria de pedir “Perdão” por você, por todos, sim pela nação de forma demasiada. Eu gostaria de pedir “Perdão” até pelos erros que foram cometidos perto de mim. Eu gostaria de pedir “Perdão” pelo erro de um amigo, pelo ódio de um irmão.
Eu gostaria de pedir “Perdão” pelas flores que não nasceram simplesmente pelas sementes que não foram entregues a terra. Eu gostaria de pedir “Perdão” quando eu e quando qualquer outro erra. Eu gostaria de pedir “Perdão”.
Eu gostaria de errar só um pouquinho, mas simplesmente pela noção de poder pedir “Perdão”.
Perdoe-me.
Que o silêncio diga o necessário
Calado estou
Calado ficarei
Que o necessário peça perdão
Que o perdão silencie tudo o que errei.
Perdão concedido sucessivas vezes para os mesmos erros deixa de ser virtude, prestando-se a perenizar hábitos que alternam erro e perdão para se obter provisão de tudo o que não se quer buscar pelo próprio esforço. Como parasitas alojadas no tronco de frondosas árvores, tais pessoas esperam pela seiva preciosa que as sustente até que a hospedeira, enfraquecida pelo duplo esforço, sucumbe sob o jugo da parasita manipuladora.
Esquecer o que foi feito é um gesto nobre, parabéns. Mas o perdão não é convite para reviver os mesmos erros, ele liberta, não aprisiona. Perdoar não é voltar, é seguir em paz sem repetir a dor.
Não vá à espera de aplausos, nem mendigue ajuda ou perdão de quem não tem a tua consideração.
Nos dias tristes, consola a alegria ferida pela decepção.
Você não é a pobreza, nem a riqueza de estar onde está.
Quem vive de utopia desconhece os pesadelos;
o que assombra é a consciência,
e quem está indefeso teme não a ilusão,
mas a realidade.
O seu perdão foi um gesto belo — parabéns pela nobreza da sua atitude.
Mesmo que o corpo ainda carregue a alma em aflição, você escolheu perdoar, enxergando o melhor em mim, ainda que minha essência não se igualasse à sua.
Entre a Culpa e o Perdão
Caí…
O peso que sinto é insuportável.
A sombra que plantei sem perceber
voltou — fria e silenciosa —
como quem cobra o preço do erro.
Matei meus sonhos,
feri quem me amava,
e me perdi de mim.
A culpa virou meu pesadelo,
um eco no escuro da alma,
e me abraçou… como a morte.
Gritei…
mas só o silêncio respondia.
Chorei até o choro secar…
e ainda assim, doía.
Achei que Deus não me ouviria mais,
que o céu havia fechado pra mim.
Mas foi no chão…
entre a culpa e a morte…
que eu escolhi recomeçar.
Quando todos disseram “não”,
O Pai disse “vem.”
Ele não me cobrou explicações,
não perguntou o que fiz, nem onde estive.
Apenas me olhou —
e o olhar d’Ele…
me trouxe de volta à vida.
Aos olhos humanos pode até não ter perdão. Mas, em Deus quando nos jogamos verdadeiramente aos seus pés e clamamos por perdão Ele sonda o nosso coração e nos perdoa.
Falar sobre perdão é importante.
Mas também é preciso falar sobre quem fere, humilha e não se responsabiliza pelo mal que faz.
Janice F. Rocha
