Mensagens curtas de Carinho

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Ser humano é a única espécie que inventa deuses para justificar sua crueldade natural.

O ateu pleno rejeita o sobrenatural em todas as formas, inclusive os espectros da pseudociência.

Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.

Aceitar a microevolução implica, inevitavelmente, aceitar a mudança de espécie, mesmo que isso leve muito, mas muito tempo.

Uma espécie capaz de alterar o planeta precisa finalmente aprender a alterar seus próprios impulsos.

O maior teste de uma espécie inteligente é sobreviver à própria inteligência.

“O animal abandonado é uma espécie de espelho jurídico: diante dele, uma sociedade vê não apenas sua compaixão, mas a qualidade de suas instituições.”

Há uma espécie de injustiça que nenhum tribunal julga: receber uma liberdade e esquecer quem pagou seu preço.

Nietzsche desconfiou das verdades absolutas; o jurista deveria desconfiar especialmente das verdades que beneficiam sempre os mesmos.

A vigilância torna-se especialmente perigosa quando o observado desconhece quem observa, por que observa e o que fará com aquilo que descobriu.

A liberdade de expressão protege especialmente aquilo que o poder preferiria não escutar.

O Direito não é uma espécie imóvel; é uma construção institucional em permanente adaptação.

Toda lei deveria perguntar não apenas o que é permitido, mas que espécie de sociedade está ajudando a construir.

O progresso humano começa quando a educação transforma espectadores em cidadãos capazes de julgar.

A liberdade de pensamento é uma espécie de imunidade contra a tirania intelectual.

Nascemos sob a aparência de uma dádiva, mas a consciência transforma a existência em uma espécie de dívida metafísica que nenhum patrimônio, sucesso ou reconhecimento consegue definitivamente quitar.

A consciência não paira sobre as coisas como um espectador; ela se compromete com o mundo através da espessura concreta do corpo.

A esperança é uma espécie de memória antecipada: a capacidade de enxergar uma possibilidade de futuro quando o presente ainda não oferece nenhuma evidência suficiente.

Viver é cumprir uma espécie de contrato que ninguém se lembra de ter assinado.

Quanto mais conhecemos o mundo, mais difícil fica acreditar que ele foi desenhado especificamente para nossa satisfação.