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Reflexo


Olha, jovem:
esse reflexo na água
revela as marcas do tempo,
memórias gravadas na pele
de tantos caminhos vividos.
Instantes de alegria,
de dor e amor;
gestos de ternura,
sonhos pacientemente
tecidos em silêncio.
Ah, esses olhos que hoje ensinam
um coração outrora partido,
tantas vezes refeito
nas madrugadas da vida.
Ah, esse reflexo que sussurra:
jovem de ontem,
homem maduro de agora.
E no coração ainda repousam
as cicatrizes do tempo,
lembrando, à margem,
que o amanhã
de algum modo
sempre encontra
o caminho de volta.

Migalhas


Todas as tardes
uma senhora de vestido estampado
chega ao banco da praça
com um pequeno saco de pão nas mãos.
Senta-se devagar
e começa a lançar migalhas
sobre o chão gasto de passos.
Os pombos logo aparecem
serenos, platinados,
alguns escuros, outros claros
caminhando em círculos
como se conhecessem o ritual.
A tarde passa sem pressa.
A luz se inclina nos prédios,
e o horizonte começa a escurecer.
Quando as últimas migalhas se acabam,
a senhora limpa as mãos no vestido,
levanta-se com calma
e segue pela alameda.
Não diz palavra alguma.
Também não precisa.
Entre o bater de asas
e o silêncio da praça,
tudo
já foi dito.

Janelas


Caminho pela cidade.
Janelas acesas
outras afundadas
no silêncio das salas.
Alguém atravessa a rua vazia,
outro espera
o semáforo piscando
na paciência da noite.
Nos passos apressados
quantos carregam
o peso do dia.
Num banco da praça
uma jovem se senta.
Chove.
Abre o guarda-chuva
não é da chuva
que se protege.
Há uma tristeza fina
caindo por dentro.
Da bolsa
tira um livro.
Abre.
Fecha.
Entre o livro
e o guarda-chuva
hesita.
A cidade segue.
E numa janela apagada
talvez alguém
também agora
aprenda
a difícil arte
de acender
ou apagar
a própria janela.

Quintal da memória


Uma varanda,
uma vila,
um corredor comprido.
Da janela,
um quintal aberto ao mundo.
Chuva de verão caindo morna,
cheiro de café vindo da cozinha,
o leite crescendo no fogão.
Brinquedos esquecidos pelo chão.
Pai - porto seguro.
Avó - doçura de colo.
Madrinha - mãos cheias de agrados.
Padrinho - passos lentos pelas tardes.
Hoje,
quando a chuva retorna
e o café invade o ar,
fica apenas
a infância
roçando leve
as asas da lembrança.

Algo permanece


Não termina aqui.
Não pode terminar assim.
Todo fim carrega
a semente de outro caminho:
um passo que chega,
outro que parte
e deixa, em alguém,
o silêncio da saudade.
Algo permanece
discreto, quase invisível
um sopro de memória
que ainda nos faz bem,
como lembrança
guardada no tempo.
Porque todo adeus
abre uma porta adiante.
Não termina aqui.
Nunca termina assim.

O espelho


O espelho revela:
mapas na pele
rastros de afetos.
Nos cabelos brancos
o inverno se demora;
os verões repousam
nos fios escuros.
Na face do espelho,
descubro:
o tempo
também tem memória.

Invisíveis


Caminhava.
Um chamado, baixo, insistente:
- ei... ei...
Parei.
-Moço... você me vê?
Vi.
Mas hesitei na resposta
como quem mede o peso de existir.
-Porque passam...
e não olham.
-Digo "bom dia"
o ar responde.
Fez uma pausa,
dessas que não cabem no tempo:
-Será que estou invisível...
ou já não vivo?
Engoli seco.
A cidade seguia
indiferente, intacta.
-Não - eu disse
-é o mundo que desaprendeu
a enxergar.
Estamos todos
à procura de algo:
um rosto que devolva o olhar,
uma palavra que permaneça,
uma mão
que não atravesse a nossa.
Ele sorriu -
quase luz, quase ausência.
Vá com Deus.
E partiu devagar,
como quem já sabia
o caminho de desaparecer.
Fiquei.
E desde então,
quando passo por alguém,
carrego o medo súbito
de também
não ser visto.

O que não digo


Não te digo o nome.
Mas sei:
sentas nos cantos da tarde
como poeira que a luz revela.
Chegas sem ruído,
ocupas o que não vigio
um intervalo entre duas lembranças,
a pausa antes da palavra.
Hoje, não.
Abro as janelas do corpo,
deixo entrar o que vive:
o riso esquecido nas mãos,
o calor antigo dos abraços,
vozes que ainda respiram
no fundo do tempo.
Leva contigo
esse frio de fim,
essa promessa estreita
de que tudo se apaga.
Fica-me o instante
inteiro, indomável
ardendo baixo
como lume que persiste.
E se um dia voltares,
que me encontres assim:
habitado em brasas.⁠

⁠Ponto azul


É esfera azul
no escuro.
Gira.
Tão ínfima,
e sustenta bilhões
cada qual ardendo por dentro:
quartos acesos,
vozes suspensas,
mãos que se perdem no ar.
Tudo pulsa
entre encontros e desencontros.
E ainda assim
cabe inteira em si
no ruído mudo
deste ponto azul.

Pilatos lavou as mãos e continuou sujo. Hoje, você pode mergulhar no Sangue e sair limpo.

O silêncio que te traz alívio hoje é o mesmo silêncio que te trará saudades amanhã!

Porque você me teve
como ninguém jamais ousou
e me viu partir
como quem não sabia o que estava perdendo
para se dar conta somente agora
agora, o exato momento em que não há mais nada que se possa fazer...

Quem de teus olhos amanhece sereno
e habita os céus de teu coração
deve saber tanto de felicidade
quanto de saudade e de amor
.
ainda sabe de versos
e enigmas que a maioria desconhece
anoitece e o sonho continua
pois tua brevidade não existe
.
quem em teus pensamentos vive
muito mais da vida exibe
contempla o sorrir
nas exatas de um paraíso
.
se teus braços, abertos à espera
conjugam verbos cuidadosos
quem terá medo
ou pensará em solidão?
.
sorte ou privilégio
de fato a beleza e a certeza a celebrar
viver um sonho, olhando em teus olhos
é como morar deliciosamente em frente ao mar...

Segredo é aquilo que a gente não conta, se contar para alguém, já não será segredo para mais ninguém...

Maria escolheu a "boa parte". Sentar aos pés de Jesus não é preguiça, é abastecimento.

Se eu tivesse o dom de te fazer feliz,
Pintaria o céu com o teu sorriso,
Plantaria paz no caminho dos teus passos.
Se eu tivesse o dom de te fazer feliz,
Te guardaria das tempestades do mundo
e cada lágrima que ousasse cair seria apagada antes de tocar teu rosto.


Se eu tivesse o dom de te fazer feliz.
Te daria um amor que não teme o tempo,
daqueles que crescem na alma e florescem no olhar.


Se eu tivesse o dom de te fazer feliz,
Eu faria do teu abraço o meu destino.
Se eu tivesse o dom de te fazer feliz.


Ronaldo de Jesus David.

[...] se bem que eu não sei se realmente estou de pés e mãos atados. O fato é que, independentemente da realidade prática e palpável, o que nos prende ou nos liberta está ao alcance apenas dos desejos mais íntimos da nossa consciência.

Inserida por wellintonsilva

Na inconstância de sentir saudade de tudo aquilo que ainda não passou, mas que não é mais meu, tenho cá dentro de mim um vazio.
E nem mesmo um turbilhão de sentimentos (alheios às minhas emoções) é capaz de preenchê-lo....

Inserida por wellintonsilva

Quando o nosso coração se declara, ele
torna-se mais feliz quando ouve um eco.

Inserida por babolim