Mensagem para um Amor Perdido
ESTRADA
Por todas as curvas do caminho
há sempre um paraíso perdido,
um amor abortado
um podia ter sido
aberto em flores vermelhas.
Adiante o que é: áspera dormida estrada branca.
SONETO DO AMOR PERDIDO
Desejo-te toda a felicidade dos meus dias,
Para que enfeites a tua vida com amores...
Só não te desejo as minhas loucas utopias
Que são quentes, às vezes vãs, e sem cores!
Por onde andar espalhe as minhas alegrias
Porque são divinas, sem regras e sem dores...
Mas não se esqueça, amor, das melancolias,
Que a dor me fere, em fragrância de flores...
A minha alma se despede do teu mundo
Alegre, mas com um sentimento profundo
Porque já não sou, amor, a sua realidade...
Eu tremo, estou em prantos, mas sou forte
Para enfrentar o momento triste da morte,
De um amor, que em mim jurou eternidade!
Talvez, tenha perdido algo que amei, mais aprendi que o amor é algo comparado a flor
só irá nascer no campo se plantar, apenas cresce se regar, e se fortalece ao cuidar
pudesse morrer de solidão, mais a flor no campo, vive olhando para o horizonte, e sabendo que,
o Sol que lhe fez crescer, irá sempre voltar ao amanhecer,
A perca de um amor, não é perca, pois se tenha ido, não merece tua espera,
Pois a flor, sempre esperou o sol nascer no dia seguinte
E eu, sempre esperei você voltar a regar nosso jardim...
...O nosso jardim
Pensamento
-Às vezes penso.
No que penso, nem mesmo sei
Se o amor perdido
Ou a paixão vivida
Se sonhos perdidos
Ou sonhos vividos
Se a indiferença da amada
Ou juras de amor
Se entre o riso
Ou entre a dor
Se tua boca molhada
Ou teus olhos fugindo dos meus
Às vezes penso
Se penso!
Mesmo tendo perdido meu grande amor, ainda assim amo. Pois para amar não é preciso tocar, olhar ou ter em suas mãos, só preciso de um pensamento para senti-la em minha mente e alma.
amor perdido ainda é amor..
-Eu nunca quis nenhuma outra pessoa - ele falou calmamente
-Eu sei - disse ela.
-Eu ainda era apaixonado por você.
“Não adianta mais amar você , estou perdido em um posso de solidão que o amor não consegue me tirar.”
AMOR PERDIDO
(Edson Nelson Soares Botelho)
Se a pessoa que você ama te diz adeus
Com a promessa que talvez haja uma volta
Pode ter certeza que você vai se sentir
Em um barco afundando
Na despedida do amor
No mar enfurecido do ciúme
Sem salva-vidas para socorrer os erros cometidos
Sobre as águas escuras e geladas da tristeza
Cheio de tubarões famintos
Querendo ficar com sua ex-namorada
Na tempestade que não pode suportar
Porque outro vai tomar o seu lugar
Fazer as mesmas coisas de amor com ela
E você vai entrar na grande tempestade do ciúme
Mas amor não semeia o trigo, nem o colhe, e nem faz o pão. O amor não trás o tempo perdido. Amor é utopia, e nem sempre podemos nos alimentar de sonhos.
Canção que toca o oração
Lembranças do amor perdido
Que traz boas recordações
A tristeza vem, sempre vem
Lágrimas, brilham como estrelas
Na noite de lua cheia
Coração bate forte, como rufar
De uma banda de balada
Solo de guitarra
Seu abraço apertado.
A Malica do Amor
Sentado aqui, perdido em pensamentos sobre tudo o que vivemos — as horas que nos pertenceram, os textões infinitos trocados, as brigas nascidas das minhas grosserias e das minhas queixas contra seus questionamentos insaciáveis e manipulações silenciosas — percebo que volto sempre à mesma pergunta: o que realmente importa? A minha vontade ou a sua? O seu capricho ou o meu? Será que é só isso o que importa?
As pessoas vêm, partem, algumas permanecem para sempre. E não falo da presença física, mas da companhia invisível, filosófica, imaterial e inesquecível. Sei que habitarei em você, assim como você habitará em mim, por toda a existência dos nossos seres. Enquanto nossas essências resistirem ao tempo, seremos eternamente parte um do outro.
Perdoe-me por ser o seu demônio mais cruel. Eu também te perdoo por, às vezes, querer cortar as minhas asas. Cresci em você, e você em mim, e nossas raízes se fundiram nesse universo malicioso e, ainda assim, divino do amor.
Mauricio Macedo
Redescobrir o amor que ali estava perdido, em meio aos escombros foi ficando velho e danificado; bastou apenas um olhar para enxergar a preciosidade que ali se escondia, logo, com a restauração tudo se fez novo. Oro, para que desperte em você a vontade de restaurar, pois o AMOR tudo supera, a começar em você.
O amanhã não pertence a nós, amor,
somos só um sopro leve perdido no tempo,
uma poeira passageira que o vento leva
e encosta, por instantes, na beira da estrada.
Somos lembranças que o mundo esquece,
rastros que a chuva apaga devagar,
ecos que se desfazem no silêncio
antes mesmo de aprender a durar.
Nada nos pertence — nem o céu que sonhamos,
nem os passos que deixamos pelo chão.
Somos visitantes deste breve instante,
almas que se tocam e seguem adiante,
levando apenas a memória
do que um dia cabia no coração.
O amor é o fogo que arde e não se vê no descontentamento perdido na realidade e o não contentar no mais lindo sentimento.
Enquanto você vê em parte a sensação do meu amor eu vou ao limite do seu querer para lhe provar o quanto lhe tenho amor.
Saímos do amor
como de um acidente aéreo
Tínhamos perdido a roupa
os documentos
a mim me faltava um dente
a você a noção do tempo
Era um ano longo como um século
ou um século curto como um dia
Pelos móveis,
pela casa,
restos partidos
copos,
fotos,
livros desfolhados
Éramos os sobreviventes de um
desmorronamento
de um vulcão
das águas arrebatadas
E nos despedimos com
a vaga sensação
de ter sobrevivido
embora não soubéssemos pra quê.
Cristina Peri Rossi
Cada problema carrega uma mensagem, um convite de amor para restaurar o que foi perdido ou esquecido
O Pomar do Nunca
Um amor perdido é fruto colhido cedo, Doçura estranha que o tempo não provou. É o nó apertado, o segredo, o medo, De um destino que a vida não completou.
A fruta na terra, o tempo a consome, Vira pó, vira cinza, se perde no chão. Mas esse amor não morre, nem perde o nome, Vive suspenso na curva da solidão.
É flor eterna de um fruto imaturo, Um ciclo parado, um relógio sem cor. Onde o passado é o único futuro, E a espera é o perfume da própria dor.
Não amadurece, não nutre, não finda, Permanece intacto como um cristal. É a beleza triste da saudade infinda, De uma colheita que nunca terá seu final.
