Mensagem para minha Irmã que vai se Casar

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Que o seu amor te beije,
Como uma abelha,
Na escassez de flores
em pleno verão.

Eu fiz amor sozinho,
Não foi uma forma estranha.
Foi melhor,
Que feito com qualquer estranha.

Se tu abrir carreira no meio da macambira fugindo desse amor,
Chegarás mais inteiro que se tu ficar colecionando desculpas.

O amor é um menino enxerido,
E o coração oferecido.
Desconhece suas travessuras.

A rosa branca no meu peito,
É que estou enlutado,
Pelo amor que dentro dele morreu.

O encontro com o verdadeiro amor,
É como raspar o tacho que foi preparado um doce,
Já sabendo o quão sera gostoso.

Carta ao remetente
Querido Tim Maia,
Você era o único que não queria dinheiro,
Só amor sincero.

Queremos amar, encarar o amor nos olhos, não descobrir o que tem por trás das máscaras

Uma dose sem gelo por favor,
Pra desinfectar a ferida de um amor líquido,
Oferecido a conta gotas.

Dizia que era amor,
Mas tinha uma taxa de paz a ser paga.
Prefiro não expor tá?

Em meio a um exército de covardes,
Confiar no amor do outro é um ato de corajoso.

É preciso amor pra poder pulsar,
Disse o poeta.
E se não pulsa,
onde estará os vivos?

O amor acontece assim, ficamos feito uma presa tremendo na frente, mas prontos e no ponto para sermos devorados com unhas e dentes.

Só desejo que as garrafas com as cartas de amor sejam encontradas, e o carteiro não devolva nenhuma ao remetente.

"A solidão é como o vento, vai e volta. O amor é como o ar que respiramos, está sempre presente."

O amor é simples e admirável,
Complexo e inexplicável,
Fogoso e insaciável.
Pode ser invisível ou palpável,

Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

O amor me ensinou que reciprocidade é mais rara que paixão, e por isso vale tanto, eu só fico onde sou correspondido, onde meu coração tem lugar.

Já amei quem nunca me viu, já dei demais a quem não merecia, mas aprendi, o amor certo reconhece, e permanece.

O amor verdadeiro é uma fonte que alimenta, cresce e ilumina, jamais algo que consome ou destrói, pois o que sufoca não é afeto genuíno, mas uma carência profunda habilmente fantasiada. Aprender a diferenciar o toque da paz do toque da possessão é a chave para a liberdade do coração. O amor certo tem, na verdade, um cheiro inconfundível de paz profunda e o gosto familiar de um lar seguro, onde o olhar que reconhece a sua essência é a maior prova de verdade. É uma experiência impossível de confundir, que nos convida a sermos inteiros e a buscar a profundidade e a verdade em vez da superficialidade. Amar exige coragem, é colocar o coração na linha de frente e arriscar a ferida, mas não amar é uma dor muito mais silenciosa e devastadora, pois o coração precisa deste movimento sagrado para pulsar e, através dele, nos construir e nos tornar humanos, longe da frieza de uma pedra.