Textos de volta às aulas para um começo brilhante

Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi⁠.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.

Boa escrita nasce quando o pensamento aprende a respirar no presente. O amanhã agradece, mas quem decide é sempre o agora.

“Responsabilidade não é um conceito abstrato que se aprende observando a vida à distância; ela se constrói no peso das escolhas e no risco real de caminhar com as próprias pernas. Crescer exige enfrentar as próprias limitações, sustentar o próprio caminho e assumir as consequências do que se decide — inclusive o caos que isso provoca. Quem nunca atravessou esse território costuma enxergar o erro alheio com facilidade, não por lucidez, mas porque jamais se permitiu a vulnerabilidade de tentar por si mesmo. É simples parecer centrado quando não se administra a instabilidade da independência. Difícil, e raro, é sustentar a própria vida sem terceirizar decisões e ainda assim seguir adiante com consciência.”

⁠Às vezes é necessário ficar sozinho para aprender que a presença de Deus é a melhor companhia.
A solidão é só para quem não quer companhia.

⁠"Quando a lebre começa a trabalhar com a tartaruga, a lebre aprende a trabalhar com mais paciência e a tartaruga com mais agilidade ou entram em depressão."

⁠"Às vezes, Deus tira o barco para você aprender a nadar antes de querer ir para alto-mar, sem experiência, você vai se afogar."

"Estamos passando por uma experiência espiritual que leva em média 100 anos para aprender como chegar ao céu, e há quem não consiga."

"Quem aprende a pesquisar descobre que, para uma mentira nascer, é preciso um mentiroso e uma mentirosa."

"Se você não aprender que pode voar sem asas, passará a vida inteira correndo atrás delas."

"Aprenda a andar sobre as águas antes de convidar quem não quer aprender a navegar."

“Não fugi,..
Apenas aprendi a
me proteger das mãos
que não seguram.”

Quem sente demais vive num fogo bonito, mas difícil de segurar. O segredo não é apagar, é aprender a respirar dentro do incêndio.

Eu me cuido aos poucos,
sem pressa e sem plateia.
Aprendo a me olhar
com os olhos que sempre ofereci aos outros.
Começo a me dar
o que nunca veio de fora.
Presença.
Cuidado sem cobrança.
Palavras que não ferem.
Estou me escolhendo
onde antes eu insistia.
Me valorizo
não porque virei invencível,
mas porque cansei de me abandonar.
Diminuo o amor pelos outros
para não desaparecer de mim.
Não é frieza.
É sobrevivência lúcida, limite aprendido tarde.
Agora fico.
Em mim.
Sem pedir licença,
sem me explicar.

Acontece.
E a vida não pede permissão.
Só segue.
Quem sente aprende a andar diferente.
Quem foge repete.

Não endureci para sobreviver. Aprendi a me manter sem trair quem sou. O essencial em mim não muda.

Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.

Gabi


Não nasceu em estrada lisa,
mas aprendeu a pisar firme.
Carrega dias difíceis nos ombros,
e ainda assim escolhe a luz.
Gosta de crianças
porque ainda guarda a própria infância
num canto intacto do peito.
Dança como quem se solta do peso,
canta como quem costura as próprias feridas,
fala do mundo com olhos de quem já entendeu
que ele é duro...
mas não precisa ser dentro dela.
Gabi é riso que sobrevive.
É delicadeza que não se rende.
É flor que cresceu no concreto
e não pediu desculpa por florescer.

Não me viu, não quis chegar,
e eu aqui, aprendendo a não esperar.
O coração insiste em ficar,
mas minha vida… precisa andar.

Tem gente que chama caos de amor
porque nunca aprendeu a oferecer paz.
E quem tenta salvar tempestades humanas
quase sempre termina afundando junto.

Justa Causa da Vida

Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.

A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.

Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.

Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.

E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.

No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.