Mensagem de Magoa e Sabedoria
Quando criança, sempre caia da árvore e me ralava toda, eu prometia que não voltaria a subir. Em meio aos choros que eu engolia devido a dor e ardência, e enquanto olhava o sangue escorrer, eu prometia que nunca mais chegaria perto de árvores, que jamais voltaria a sentir aquela dor novamente. Mas então o sangue estancava, a dor passava e eu voltava a subir. Obviamente voltava a cair e todo o processo ocorria que nem antes. Mesmo depois de tanto tempo, continuo fazendo a mesma coisa, só que sem subir em árvores.
… E vez ou outra apostaríamos corrida na chuva e entraríamos em casa molhando todo o tapete. Tomaríamos um banho quente, pegaríamos as canecas com cafe e começaríamos a rir antes mesmo de tomar o primeiro gole. As pernas estariam emboladas no sofá e o computador estaria tocando umas das musicas que vivemos mandando uma para o outro.
Apenas a luz da cozinha estaria acesa, para que a sala ficasse com uma meia-luz. Você mudaria de posição ao acabar o café e deitaria a cabeça no meu colo, fechando os olhos para logo pegar no sono.
Eu ficaria cantando baixinho as musicas que tocassem, mesmo com meu inglês ruim e mesmo sabendo que você certamente ouviria.
E eu finalmente velaria teu sono, como sempre prometi fazer…
Ela tragava lentamente, deixando que a toxina fizesse seu trabalho enquanto observava a fumaça dançando no ar e por uma fração de segundo conseguia esquecer de tudo e só existia a fumaça e sua coreografia
Minha mente meio tórpida balança entre o agora e o talvez, absorvendo possibilidades que quase parecem lembranças de tão intensas sensações que experimenta.
Meu ser meio adormecido, tenta agarrar-se a dolorosas ilusões que aos poucos se desfazem e escapam feito poeira passando por entre os dedos.
Minha mente, agora lucida, castiga-me com memórias forjadas, desejos inalcançáveis e abre reais feridas.
Meu ser já tão cansado, entorpece-se mais uma vez e minha mente volta a balançar.
A noite caia do lado de fora e também invadia cada partícula dela. A cabeça apoiada no travesseiro enquanto esperava o sono lhe dominar, mas a balburdia interna não permitia e aos poucos o cansaço, o desespero, as incertezas, tudo se liquefazia e escorria pelo rosto enterrado nas cobertas.
Naquela noite ela não passou correndo pela passarela como sempre fazia, ao invés disso parou e pousou as mãos no guarda-corpo e olhou os carros que passavam por baixo e em alta velocidade enquanto o vento gelado chicoteava sua face.
Pela primeira vez ela entendeu o porquê não gostava de alturas. Não era medo de cair, era vontade. O tremor que sempre percorria seu corpo e as mãos suando frio, eram na verdade o resultado da briga interna de pular ou não.
Um “E se…” ecoava dentro de sua cabeça. Já era tarde e não havia quase ninguém por ali, não haveria quem tentasse fazer algo. Uma leve inclinada para frente, apenas para olhar melhor a distância que lhe separava do chão.
Tão súbito quanto havia sido sua parada, ela se foi. Soltou as mãos do guarda-corpo e retomou o caminho que a levaria até o ônibus que precisa tomar para casa. Cair era realmente tentador, mas não dessa vez
Ela se encolheu deitada em um canto e deixou que a dor fluísse em forma de choro, tremores e soluços. Era tanta dor que céu se emocionou e chorou com ela.
Ela sempre foi a ponte entre o caos e o caminho a seguir. Sempre teve como missão auxiliar em decisões difíceis. A medida que os passantes iam andando pela ponte, ela descobria seus medos, receios e desejos. Ajudava-os a enfrenta-los e o fim da ponte sempre era no inicio do melhor caminho a seguir. Ela sempre foi a ponte, e por mais que alguns demorassem mais para atravessa-la, no fim, ninguém ficaria.
Nove da manhã, os raios do sol entram pela janela e iluminam os pequeninos olhos claros com raios dourados. Elas os herdara dele, assim como os cabelos cor de mel, da mãe herdara os cachos e as bochechas saltadas.
Onze da manhã e ela corre, ao menos tenta, mas curtas pernas ainda cambaleiam levando-a em direção ao pai e arrancando risadas da mãe.
Duas da tarde e a tolha está esticada sobre o gramado, deitados sobre ela, ambos brincam com a pequena. Sorrisos, risos e olhares repletos de felicidade. E há quem diga que o paraíso não é aqui.
É fim de tarde e a maçaneta da porta de entrada gira, a casa vazia encontra-se na penumbra e ela entra sozinha.
Já é noite, a escuridão tomou conta e as luzes não foram acesas, não há risos nem conversas intermináveis, nem beijos e abraços. Tudo ficou em um futuro que não virá e ela está sozinha e ficará assim.
Hoje re-li nossas conversas, fui até o inicio de tudo e me dei conta de como fui cega…Como demorei a admitir. A medida que lia, lembrava da sensação que cada palavra sua sempre trouxe, da força…Da felicidade. Foi amor antes de ser qualquer outra coisa, foi amor até quando te amar era “errado”.
A verdade é que meu lar é no teu peito e meu lugar nos seus braços, o resto são só lugares que por mais que sejam bonitos e tenham sua importância, não serão tão bonitos ou importantes sem você.
O pulmão arde pela ausência de oxigênio, os braços e pernas, cansados do esforço para tentar emergir, aos poucos reduzem sua velocidade. A dor cresce em um ritmo maior do que ela consegue subir e aos poucos ela se entrega e inerte se deixa afundar…
Visionário Solitário
Seria a mulher um objeto de submissão?
Seria o homem sem coração?
Seria o animal sem sentimentalização?
Seria o ser humano apenas exploração?
A natureza é exemplo de liberdade
E não temeridade.
Era de politicagem;
É o tal Antropocentrismo
Resultado de tanto Egocentrismo.
Pão e circo
Ciclo infinito.
Olha lá aquela mulher
Que engraçado ela está dirigindo um carro
Olha lá aquele homem,
ele está estendendo roupas,
como que pode?
E aqueles animais?
Que não estão sofrendo mais.
Mas que lugar estranho,
Será que é um sonho?
Não é não,
é a realidade
Que com o passar do tempo vamos conquistando a igualdade
E para isso acontecer,
basta estudarmos para nossa mente amadurecer.
Vamos todos florecer
E em um mundo novo viver.
- Luan Sousa e [K.F]
Mesmo quando a noite está fria
Eu tenho aquele fogo na minha alma
E a batida que está no meu coração.
Sim, isso está me mantendo vivo
Eu não preciso de nada para me satisfazer
Porque a música me preenche e isso me surpreende toda vez.
Aprendi agora que uma paixão deve ser sólida como o presente. Com um certo medo do futuro, confesso que amo. Faz algum indeterminado tempo que me empenho com perseverança e serenidade, juntando palavras, misturando idéias, procurando conselhos, projetando lindos e coloridos sonhos. Os meses rolam, o tempo passa... E você? O amor tão sonhado que um dia jurei conquistar, onde se esconde? Embora eu não saiba, ainda me restam duas alternativas: Tentar encontrar o amor que tanto você reluta em esconder de mim ou desistir da conquista, mesmo que seja para afogar-me num bar de lágrimas ao consolo de um ombro amigo.
Não podemos duvidar do que é ouvido e nem criticar o que não se é falado. Uns expressam teus sentimentos por palavras e outros nem se quer fala, uns sentem e não transmitem e outros fazem escândalos aos ventos. Mas o que realmente vai dizer quem são essas pessoas, são suas atitudes praticadas e não a forma que as diz, não como é coloca as palavras e sim como as comporta longe de ti...
As estrelas da criação que
permanecem no firmamento
geradas por DEUS, não tem
a possibilidade de descerem
à terra.
Então, o Criador na sua infinita
sabedoria transformou-as em filhos.
Estrelas geradas por nós ou vindas
de outras constelações; veem para
preencherem nossos lares.
Cada uma com suas qualidades;
diferem-se uns dos outros.
Mas, como não amá-los ?
Vivemos uma vida por eles.
E por vezes não geramos, mas eles
chegam mesmo assim, basta termos
corações amorosos.
Tudo vale a pena por eles;
preocupações, lágrimas, tempo, esforço,
persistência.
Amá-los ! É pouco.
Perdê-los! Nossa! O fim de um sonho.
O amor incondicional abraça da mesma
maneira os que são desiguais.
Tente falar mal do filho alheio; e terás
em sua frente no mínimo uma fera
pronta para devorá-lo.
Seja do jeito que vierem; perfeitos ou
imperfeitos, saudáveis ou não.
E mesmo que retornem para o céu,
é preferível vê-los partirem do que
nunca vê-los chegarem.
as vezes você olha no espelho e vê o seu rosto no espelho ,mas você se pergunta quem sou eu:Quem sou eu pra tentar te conquistar
com meu jeito de falar com poemas e canções
Quem sou eu pra tentar te convencer
com esse meu jeito de ser se Tu sabes tudo de mim
Mas há uma diferença quando é de coração pra coração
As vezes a maior prova de amor
É esquecer tudo que sou e abrir mão de mim
