Mensagem de Amor de Pai para Filha
Existe um mundo feito de primaveras e lantejoula
Existe o sangue que impulsiona a oxigenação
Existe o amor que é feito de VOCÊ
PARALELOS
escrito em 24/05/1994 - In memoriam de N.A.S.
Quero dizer que já o conhecia
e que já era tua amiga
assim como quem estende a mão
e colhe no ar o mesmo ar que respiras.
É que esperei-te e chorei por ti
em todos os amores vãos e contrariados.
Desejo dizer-te ainda
que não cabe no peito o bem que te quero
e que gosto quando sorrindo me abraças
e me abrasas com teu beijo tão doce.
Cumular-te quero de tanta ternura
e dar-te tanto carinho
que mesmo o mais rico dos mortais
não te poderá fazer inveja.
E o tempo que passa e espreita
dirá de nós: dois seres em desalinho,
um pelo outro, mas cada qual no seu caminho.
(suelidesouzapinto)
Pessoas necrosas mortas por dentro,aquelas que quando você abraça fica dura e fria igual estatua! São muitas vezes bonitas por fora, mais por dentro estão mortas!Só o AMOR e DEUS para curar elas...
"Laço é para o homem apropriar-se SÓ DO QUE É SANTO. O teu maior privilégio;a tua maior alegria e bênção e se apropriar da OBRA DA CRUZ".
O Verdadeiro poeta vive o romance assim.
Nasce do desejo de viver,de sentir
Ninguém busca a poesia sem ter pelo menos amado
busca a aspiração do desejo que não foi concebido pelo amor abortado.
O que mais anseio em toda minha vida é a estabilidade da alma,não há dinheiro que compre a paz de estar consigo mesmo.
Frescor da brisa que refresca a alma valente, palavras de Gaia inspirando o florescer nos campos, onde nasce as virtudes
Fosse eu um poeta genuíno,
Da linhagem nobre dos versos,
Lhe teria escrito um hino,
Com algozes mais perversos.
Na espera dum sono denso,
Mero espectro d’escritor,
É o que sou ao bom senso,
Palavras cunhadas com a dor.
De espreita nesta mente,
É o descaso bem latente,
D'amizade outrora ardente,
Restou o veneno da serpente.
Não se vive um só momento,
Primo o simples e duradouro,
Não o encanto tremendo,
Dos abraços curtos de ouro.
Maldita semente
Na retidão da vida que leio,
há o tortuoso caminho vazio,
do faz de conta, cheio.
De cuja esperança esvazio.
Era um abraço e o sorriso,
além de alguém comumente.
Num pensamento liso,
descobri que ele mente.
Embora tenha outra mente,
vêm da mesma semente.
Volte, felicidade!
Quem é você,
cuja sombra me encobre,
da face nada se vê,
a não ser um hino esnobe?
Fui eu quem te escrevi,
o vil detalhe esculpi,
vi, aos poucos, seu partir,
fugir,
sumir,
sem, ao menos, um sorrir.
Quem furtou o meu cinzéu?
Não achei mais minha pena,
sequer vi mais meu papel.
Inspiração saiu de cena.
Nomearam-lhe felicidade,
coisa estranha e abstrata,
de ti só restou saudade,
preciso ler minha errata.
Quem lhe espantou foi a verdade,
não combinou com minha idade,
a higidez da realidade,
desprezou a lealdade,
em algum beco da cidade.
Volte, felicidade.
No ponto
Isso é um conto?
Se não, existe um ponto?
Entre o acesso
e o excesso?
Tem desconto,
se passar do ponto?
Se ficar aquém,
sou ninguém?
A verdade dói,
corrói,
destrói,
e constrói.
Que verdade?
a minha?
a sua?
ou a da vaidade?
A da vaidade,
ilusória liberdade.
A que põe um ponto,
E não dá desconto.
