Menino Lindo
Não seja bobo, menino!
Não sofra dessa maneira.
Se ela não te quis,
foi porque ela não te merece.
Tira essa capa de superman e
seja o homem que há dentro de você.
MEU PRIMEIRO AMOR
Quando eu ti conheci, Embora, ainda criança
Meu coração de menino tinha sonho e esperança
Hoje ainda me lembro como se fosse agora
Foi um dia muito triste, quando você foi embora.
Foi pra sempre foi, o meu amor, pra sempre foi!
Sem a sua despedida, fiquei nesta ilusão
De um dia te encontrar e conquistar seu coração
Tão distante você foi nunca mais pude ti vê
Só eu sei quanto sofri de saudade de você.
E eu nunca mais te vi e posso hoje dizer:
Que o primeiro amor é difícil de esquecer.
Quando o amor é verdadeiro, passa o tempo que passar
Não há nada neste mundo que consegue apagar.
Menino Pobre
Menino pobre do meu bairro, triste,
existe um verso em teu olhar profundo;
é que em tua pessoa subsiste
a miséria tristíssima do mundo...
Menino pobre do meu bairro, existe
em teu olhar um sentimento fundo:
choras a dor de haver um mundo triste
dentro do grande e colorido mundo.
Menino pobre do meu bairro, grita,
para que escutem tua voz tremente,
amargurada, enfraquecida e aflita;
pelos irmãos que dantes não gritaram,
clama nas ruas angustiosamente,
exige o pão que os homens te roubaram!
Gióia Júnior
O menino e a chuva
Chuva prateada,
Com leve tonalidade
Transparente.
Estação trocada,
Folhas ao chão.
Mas não estamos
Na primavera?
O outono é adiante.
Vejo um menino
Franzino
Vendendo suas
Traquitanas,
Cheio de badulaques.
Pergunta-me
Com curiosidade:
_ Tia, tem um trocado?
Um pouco aflita,
Pego umas moedas,
Meio contrariada.
Fome de comida
Ou do crack que
Assombra?
Lá vai ele,
Pulando poças,
Contornando as
Ruas do Centro de
Niterói.
Vou-me embora,
Na fria chuva,
Seguindo o vento.
Logo chego
Em casa.
Penso no dia,
No imenso amor
Que me toma.
Ainda acredito
Que amar vale
A pena.
Quantos meninos
Dançarão na chuva?
Quantos outros
Passearão
Em outra estação?
Que a luz do Menino Jesus
ilumine todos os lares trazendo
alegria, paz, amor e esperança aos
nossos corações.
Menino sonhador
Ao abrir os olhos, percebi que estava em um mundo diferente.
Observei cada movimento. Aves, sol e lua, animais, um ser chamado humano. E vi que é algo bom! Como vivi tanto tempo em um lugar onde não conhecia o que vivia? Ainda sou um menino cheio de sonhos. Tenho medo de arriscar, será que é fantasia minha? Acho que não! Motiva tanto o meu coração. O que é coração?
Não sei dizer com clareza, mas incendeia as minhas veias, e me faz ir além do que quero. Estou vivendo o renascimento, hoje é o primeiro dia que sonho. O que sonho? Ainda não sei dizer, mas tenha paciência comigo, sou apenas um menino querendo descobrir qual é o maior significado da vida.
Estou descobrindo a alegria de sonhar, ter heróis, viver amor de criança, a sensação do primeiro beijo, me apaixonar pela colega da classe. Não consigo assimilar essa sensação chamada sentimento, é meio estranho, não tenho um discernimento acerca de tais coisas. Só tenho uma vontade enorme de descobri cada mistério, me aventurar, perde-se em meio ao leu dos meus delírios. Nossa... Agora vou senta em meio ao jardim do parque, onde dar de frente para a cidade e reflete um pouco mais.
Estou tendo mais conhecimento, parece que o mundo no qual vivo não está em ordem, não está girando de maneira certa. É o mundo que não está em ordem ou esse tal ser humano que vive de qualquer forma. Por que esse ser é tão complexo? De uma hora para outra eles mudam de personagem, oscilam e jogam fora, coisas, objetos, pessoas preciosas que fazem toda diferença em suas vidas. Se um dia eu fui assim, não quero ser mais, quero ser diferente, encontra um amor e me dedicar, viver todos os momentos como se fossem o último. Ser feliz e fazer feliz, ser importante e ter importância. Entendi que todos os momentos em nossas vidas são importantes, e por vezes jogamos fora o que se torna tudo em nossa vida. Ufa! Não me entendam mal, se um dia vocês lerem esse texto e se eu estiver certo. Lembre – se de uma coisa, eu sou apenas um Menino Sonhador.
Quem sou eu
As vezes me pergunto
Já me descobrir em meu espírito
Eu sou menino, sou rapaz e sou coroa
Sou levado, sou arrisco, sou malvado
Já passei horas em frente ao espelho
Tentando me descobrir
Já tive tanta certeza de mim
Ao ponto de querer sumir
Já menti, me arrependi
Já fingi não da importância
Já expulsei pessoas que me amavam
Já acreditei em amores perfeitos
Já sorrir chorando lagrimas de tristeza
Já chorei de tanto rir
Você aprende a gostar de você
Cuidar de você
Gostar de quem gosta de você
No final das contas, eu preciso cuidar do meu jardim
E assim, o beija flor e as borboletas irão me procurar.
Thadeu Alencar
Que nessa noite de Natal, as estrelas irradiem luzes de felicidade sobre você. E que Aquele menino que tanto caminhou por nós, te abençoe. Feliz Natal!
Tenho asas de menino que vê desenhos em nuvens, que na esperança se mantém voando mesmo com pés firmes no chão, porque o voo mais alto é aquele que de olhos fechados realizamos de mãos dadas.
O Menino
Vou fazer um apelo. É o caso de uma menino desaparecido.
Ele tem 11 anos, mas parece ter menos; pesa 30 quilos, mas parece ter menos; é brasileiro, mas parece menos.
É um menino normal, ou seja: subnutrido, desses milhares de meninos que não pediram pra nascer; ao contrário: nasceram pra pedir.
Calado demais pra sua idade, Sofrido demais pra sua idade, com “quase” idade demais pra sua idade. É, como a maioria, um desses meninos de 11 anos que ainda não teve infância.
Parece ser menos carente, mas, se é, não sabe disso. Nunca esteve na Febem, portanto, não teve tempo de ser criança problema. Ainda descalço por amor a bola. (...)
Foi Dom Quixote sem precisar de Cervantes e sabe, por intuição, que o mundo pode ser um inferno, ou uma badalação, dependendo se ele é visto pelo o Bob Marley ou pelo grande Augusto Cury (...).
Tímido até a ousadia, seus silêncios gritaram nos cantos da casa e seus prantos eram goteiras no telhado se sua alma.
Foi visto pela a última vez com uma pedacinho de papel na mão sempre escrevendo, escrevendo e escrevendo, sei lá oque. (...)
Travava, na ocasião muitas ideias na cabeça, e um coração esperançoso.
Foi visto pela última vez com uma bola na mão, mas é de todo improvável que muito a bola o tenha ensinado. Se bem que, sonhador do jeito que ele é, não duvido nada.
Sequestrado, não foi, porque é um menino que nasceu sem resgate.
Como vocês veem, é um menino comum, desses que desaparecem as dezenas todas os dias.
Mas se alguém souber de alguma notícia, me procure, por favor, porque...ou encontro de novo esse menino que um dia eu fui, ou eu não sei o que vai ser de mim.
(ADAPTADO DO TEXTO DE CHICO ANYSIO)
Eu fiz de tudo para que tu fosses embora;
porque sou suja, menino.
Não te jogaria nesta lama.
Entre toda essa gente
Tu és merecedor de todo amor do mundo.
Diga menino levado
Porque, deixou de me amar
Fiquei sonhando acordada
Pensando que era seu par.
Fui perguntar as estrelas
Ao sol –até o Arpoador.
O vento trouxe a resposta
O meu amor me abandonou.
Nas notas de um samba triste
Eu abri meu coração
Traga de volta oh vento o meu amor
Para essa canção..
Manoel …
Ele era o
Manoel de Barros!
O menino que
tinha asas.
E que chocava
esperança,
no ninho
de passarinhos!
Desculpe ser aquele menino teimoso que você odiava tanto, eu era como uma rosa agradava alguns e machucava outros.
Criado pela fé, vivendo de baixo de oração, foi assim que nasceu mais um menino filho de Deus que não teve seus pais de carne mais que vive hoje em dia junto com o Deus de Abrão; Filho pródigo não foge da luta , vence todas suas batalhas sem ao menos precisar usar de força bruta, só movido pela fé em seu coração , se quiser saber como ele faz, olhe para o céu e fale com o mesmo deus de Salomão.
Uma vez eu estava na fila da merenda e um menino me jogou uma sopa quente. Ele virou o prato de sopa na minha cara, porque eu estava falando com a minha amiga. E ele se virou pra mim, jogou aquele prato de sopa quente em mim, porque na cabeça dele eu tinha que agir como homem, falar com voz de homem, ser homem.
Então, menino, um dia ela cansa. Ela cansa e vai embora.
Dai você vai dar valor, vai bater a cabeça, vai correr atrás, vai fazer o diabo pra tê-la de volta.
Mas ela já terá ido. E terá descoberto que lá fora existe um mundo bem melhor e que não cabe mais você.
E ela vai ser feliz!
E ela vai ser o que quiser!
E você?
Bom... Você vai lamentar a vida toda por ter sido tão babaca.
Babaca e vacilão!
O Menino a Mãe e o Radio
O menino que adorava ouvir rádio com sua mãe, era um radio de madeira com um passarinho e as letras ABC Voz de Ouro, era grande e demorava ligar e ficava em cima de um móvel na cozinha onde a mãe costumava passar horas ouvindo, o menino ficava ao lado de sua mãe observando ela cantar junto com o radio, o menino ficava vendo a mãe cozinhar, lavar roupas e limpar a casa, mas sempre ouvindo radio, ele adorava ver sua mãe cantar com seu olhar fraterno ensinando com muita paciência todos os deveres da casa, ele a acompanhava de mãos dadas em todos os lugares que costumavam ir e sempre ouvindo os conselhos e ensinamentos de comportamento e educação, assim o menino fora criado com sua mãe cantando com o radio, eram varias canções, várias novelas, um programa que tinha um burro (teimoso), uma vaquinha (malhada) e tinha uma voz que dizia É o Zé Bétio e batia em panelas dizendo acorda já são 06:00hs era quando o menino acordava para ir a escola, quando nas férias costumava passar na casa de uma tia e seus (10 primos (as)), sua tia também adorava ouvir radio, mas só de musicas caipira, o menino se divertia com uma Dupla de Japoneses Caipira que cantavam com sotaque muito engraçado, seus primos tinha radinho de pilha e costumavam dormir com ele na beirada da cama, o menino achava legal e queria ter um também, mas sabia que sua mãe não podia comprar, era um artigo de luxo e caro, mas o menino aproveitava o radio do primo quando ele não estava, durante o dia costumava brincar em campo de futebol do outro lado da rua e aos fundo do campo uma mata fechada onde junto com seus primos costumavam explorar, mas só até uma nascente de água onde se refrescavam, não iam muito adiante com medo de se perderem, brincavam de cipó nas árvores feitos tarzam, em uma de suas férias o menino não brincou na mata por medo de um acampamento Cigano que lá estavam, ele ficava por horas na janela do quarto da sua tia que dava pra ver melhor o acampamento, seus primos mais velhos lhe contou histórias sobre os Ciganos pegarem criancinhas, foi a primeira vez que o menino viu um acampamento e ficou com medo, mas era muito bom a convivência com seus primos e primas, a noite o menino era o último a pedir a benção de sua tia que também era sua madrinha, o menino deitava em um dos quartos e contava para si esperando sua vez da benção 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 e então ele gritava benção madrinha e ficava esperando “Deus lhe Abençoe, era uma vida simples que o menino tinha, mas era muito feliz com tudo que tinha, com o amor de sua família e assim o menino se divertia, escutava radio e até decorava algumas musicas, como a que tocava todos os dias na radio (RONNIE VON - A PRAÇA), foram muitas canções, o menino queria escrever musicas ou até cantar tocando seu violão de plástico com poucas cordas, mas tinha mesmo era vontade de ter seu próprio radinho de pilha para embalar seu sono, apesar de ouvir todos os dias ao lado de sua mãe que cantava com o radio, ela tinha a voz bonita e um longo cabelo preto com tranças que o menino ajudava fazer, nesta época era comum ver os homens (Operários) com um radinho de pilha segurando contra a orelha e o menino observava as cores, modelos e tamanho, comparando com o grande radio de madeira de sua mãe, e como uma caixinha tão pequena podia tocar as mesmas musicas já que não tinha fio para ligar na tomada, eram muitas coisas que se passava na cabeça do menino que não conseguia entender e tudo era, “Como, porque”, no mundo de uma criança há inocência, curiosidade, querem ser muitas coisas, querem saber o que não entendem, não há maldades as que têm foram posta por adultos, assim o menino passava seus dias ao lado de sua mãe com um radio de madeira ABC, até que um dia sua mãe parou de cantar, o radio parou de tocar e o menino parou de ouvir “A Praça” e sem ter tido a oportunidade de ter o seu próprio radinho de pilha, mas o menino sabe que sua mãe ainda gostaria de se sentar ao seu lado e ouvir e cantar o seu velho radio de madeira, assim como o menino adoraria ouvir sua Mãe cantar:
“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim, tudo é igual, mas estou triste porque não tenho você perto de mim”...
(mas o menino sempre visita sua mãe).
(Ricardo Cardoso)
