Mel
Perguntam se estou namorando, digo que não, mas quando paro pra pensar, na verdade estou, e digo que acho que estou apaixonado, sim estou, minha outra cara metade é o meu violão, estou tão apaixonado que acho que vamos nos casar, e viver uma lua de mel eterna, viajando e cantando por cada canto do Brasil e do mundo, levando alegria e força por onde for.
E o sol já no horizonte
vai levando os segredos
de quem estava com medo
de guardá-los até o desponte...
mel - ((*_*))
BOM DIA MEUS QUERIDOS AMIGOS!!!
No encanto de cada amanhecer
sempre deve prevalecer
uma profunda gratidão
pois Deus nos presenteia
com Sua imensa criação...
mel - ((*_*))
Boa noite meus bons amigos!!!
E neste anoitecer aqui no sertão
bate bem mais forte o coração...
Um sensação de alegria
com porção de nostalgia...
mel - ((*_*))
Amigos são como gotas de orvalho
que a natureza nos envia
para abençoar todos os seres do universo...
mel - ((*_*))
20/07/2015
As labaredas crepitam
Até a madeira virar braseiro
O que estamos assando?
Um delicioso carneiro!!!!
mel - ((*_*))
A ESPERA
Vou enfeitar-me de fita
Vestir a roupa mais bonita
Usar seu perfume preferido
Colocar aquele anel esquecido
Deixar um doce na tigela
Um mexido na panela
Espalhar flores na escada
A roupa de cama bordada
Esperar você chegar
Com as horas a contar
Dar-lhe um abraço apertado
Junto a um beijo apaixonado
Dizer com todo meu querer
Sem você não sei viver...
mel - ((*_*))
17/07/2015
VARANDO A MADRUGADA
Noite já alta
Os cães ladram
Os gansos grasnam
Destravo o trinco da porta
Espio lá fora
Só uma tênue luz
Da lâmpada no quintal
Celular vira lanterna
Nada lá fora
Silencia a baderna
Clico a escuridão
Me recolho
Está frio
Volto pra cama
Me aconchego
Sossego...
mel - ((*_*))
De todos os caminhos que já percorri,
o mais difícil foi aquele
que de ti me perdi...
É que eu já estava " acostumada"
a percorre-los contigo
de mãos dadas...
mel - ((*_*))
RUGAS... sublimes sinais que o tempo vai deixando em nós, simbolizando nossa gratidão para com cada momento de choro e riso vivido em nossa travessia pela VIDA...
mel - ((*_*))
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
Amanheça, por favor!
Paulo Leminski
( mas aqui ela não está sozinha
apareceu entre eu e a vizinha
e deixou o reflexo na janela minha...)
mel - ((*_*))
MEUS CAMINHOS
O meu caminhar
já é bem lento,
pois tenho mais
passos percorridos,
do que a percorrer...
A pressa troco
por calmaria.
Ainda tropeço
nos meus desacertos.
Olho para os lados,
me conserto.
Mesmo quando só,
me levanto,
me alinho.
Respiro fundo,
disfarço as dores
e sigo em frente...
Sorrio,
o sorriso daqueles,
que não têm
nada a temer
nos caminhos
ainda a desvendar...
O tempo
me fez trocar,
a curiosidade
por sabedoria,
o sol quente
por sombra serena,
os caminhos rudes,
por outros suaves,
onde, religiosamente,
o amor se faz presente...
mel - ((*_*))
31/08/2015
Bom dia meus bons amigos!!!
Já estou cuidando do meu jardim
Ele agora não tem rosas nem jasmim
Mas tenho que regá-lo mesmo assim
Pois na primavera sorrirá para mim...
mel - ((*_*))
Viver é isso, sustentar expectativas que nem sempre são reais, continuar achando que elas vão acontecer, mesmo que as evidências nos mostrem o contrário.
Afinal, quão infelizes seríamos nós se não acreditássemos em nossos sonhos...
mel - ((*_*))
Estou pensando seriamente...
Já que tenho mais de meia vida vivida,
para ser sincera, bem mais...
faço - me urgente... urgentíssima...
(numa calma assustadora!)
em deixar de lado
as miudezas de espírito
e olhar com mais amor
para todas as "flores"
que pelo caminho
deixei de enxergar...
perceber as ternuras
fazer tudo com delicadeza
trocar os azedumes por sorrisos,
muito mais sorrisos...
mel - ((*_*))
25/07/2015
DONA MARIA
Fui conhecer dona Maria
a moradora da outra aguada,
nossa primeira morada
quando essa terra foi comprada...
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Mulher de muito brio, simplicidade sem limites, com tanta história pra contar...
Nossa, e não é que ela veio aqui me visitá mesmo! Disse ela assim que cheguei e a cumprimentei.
Como a sra se chama? pergunta ela.
Melania, dona Maria.
Ai, dô conta de falá não,
arruma um jeito mais mió deu chamá a sinhora...
Mel, pode me chamar de mel...
Abriu um sorriso fácil!
Pois dona mel, combina viu?
Ela estava com um dos pés com curativo e todo enfaixado, vítima de uma infecção mal cuidada e de uma diabetes muito alta, que levou os médicos a amputarem os quatro dedos, só restando o "dedão", como ela disse.
Mais dona mel, Deus foi tão bão, mais tão bão comigo, que continuo andando, tô com o pé quase são, até parece que os dedo vão brotá di novo...(sorrindo)
Abracei-a, peguei em suas mãos e só então notei que elas eram mutiladas, faltando algumas falanges de todos os dedos.
Disfarcei minha emoção, sorrimos juntas e nos abraçamos novamente, ela estava com perfume do fogão de lenha, onde seu feijão cozinhava lentamente. Ah, e tinha sobre a mesinha uma raiz de cará descascada, iria preparar, pois ouvira dizer que era muito bom pra diabetes, que agora já estava só 130. Serviu um cafezinho, queijo fresco branquinho com biscoito pêta.
Na mureta da varanda, uma enorme variedade de flores e folhagens, plantadas em latas, baldes e bacias usadas. Onde antes era um areião, na lateral da casa, uma horta com diversas espécies de ervas medicinais e para tempero, ainda alguns legumes e folhas para consumo próprio.
Fiquei boquiaberta! Nunca alguém havia plantado nada naquele quintal. A terra é muito fraca, "terra judiada", diziam.
Entrei na cozinha de dentro, quis matar a saudade. Aquela casa fora nossa morada, quando vínhamos com meus filhos ainda pequenos e passávamos semanas. Naquele tempo, era luz de lampião à gaz, tão pouco televisão havia, telefone, nem pensar...
Agora, muitos anos passados, tantas famílias ali já moraram, mas nada se compara ao que eu estava vendo.
Naquela cozinha tudo brilhava... meus olhos brilharam!!!
Ai dona mel, tira foto disso não, tá muito bagunçado, tive tempo não, ainda tava cuidano das criação...(Imaginem quando estiver tudo arrumado!)
Dona mel, volta sempre! Quando eu tiver bem curada, com a graça de Deus, eu vou faze um cumê dos mió e a senhora vai se fartá das coisas que eu ainda vou acabá de prantá...
Volto sim! (A senhora nem imagina quanta histórias ainda tem pra me contar, pensei.)
Saí de lá revigorada, dona Maria, mulher guerreira, da mata, da terra, do sol, meio paulista, meio mineira, morando neste pedaço de chão goiano que amo tanto!
Eu estava precisando conhecê-la!!!
mel - ((*_*))
Então, já pensaram como seria
Se bem naquele dia
A gente tivesse topado
E nunca mais voltado?
mel - ((*_*))
Boa noite meus amores!!!
Você sugeriu que eu fosse
Pra nunca mais voltar
Ah, se eu tivesse ido
Onde eu haveria de estar?
mel - ((*_*))
Ah, se todos os filhos soubessem quantos "nós" surgem na garganta de suas mães, e que palavra nenhuma pode definir!
mel - ((*_*))
MÃE (DONDE VENS?)
Das entranhas do útero
Das raízes das árvores
Das profundezas do solo
Das geleiras íngremes...
Do sêmen do homem
Do encanto da fauna
Do aquecimento do sol
Do segredo dos mares...
Da aridez do deserto
Da fonte dos rios
Da beleza da flor
Da força do vento...
Dos temíveis temporais
Dos mistérios da floresta
Dos povos em guerra
Dos credos mundiais...
Das galáxias siderais
Das multidões orando
Das dores da carne
Das injustiças sociais...
Do sagrado feminino
Do primeiro filho
Do poder da fé
Do âmago da alma
Do AMOR divino...
mel - ((*_*))
