Medo de Mim

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Deus...
Que minhas conquistas e vitórias, sirvam para vencer a mim mesma todos os dias.

Inserida por AlessandraBenete

Escrever não é ofício para mim...
Não relaciono este ato a obrigação,
Está relacionado a minha alma e a incontáveis pequenices...
Não é profissão, é sentimento,
É vício que me vence e domina...
Chega quando quer e vai-se quando quer
Não sei onde mora
Tampouco de onde vem
Ou a que vem
Sou um turbilhão de palavras num dia e noutro acordo vazia
Não sou poetisa, não passo de uma simples “escrevente”
De um ser descontente que vive contente
De uma alma que grita e implora a liberdade da vida

Inserida por AlessandraBenete

Escrevo porque sou livre.

Isso não significa que sou dona de mim ou dos meus sentimentos.
Mas sou livre o suficiente para transformar cada sensação, sentimento ou gestos em palavras.
Escrever o que sinto, sem precisar mascarar nada...
É isto que me torna livre...
E não há quem possa me dizer o contrário!

Inserida por AlessandraBenete

⁠É que a intensidade mora em mim e não sei ser doutro jeito.

Inserida por AlessandraBenete

Não existe um certo, o que é certo pra mim, pode n ser certo pra você!

Inserida por vic_karol

Se ela fosse sol,
eu viraria mar,
Só pra todo fim de tarde vê-la debruçar em mim.

Inserida por vic_karol

Me afastei pra me auto querer, para que eu pudesse perceber que não preciso de mais nada além de mim para me fazer tão feliz quanto eu posso fazer. Talvez um dia você possa voltar ao meu lado
Para não mais ser parte de mim, mas sim excedente.

Inserida por vic_karol

Não fotografo beleza e sim a estética das relações e elas não são a mesma coisa. Pra mim, a estética é a forma como alguém quer apresentar a elegância da relação na diversidade. A beleza é uma nuance, um detalhe que busca representar a estética agradável.

Inserida por paulo_sezio

O desconhecido é o inexplorado que está muito próximo de mim.

Inserida por paulo_sezio

Tem uma estrada que parte de mim e sempre acho que chega a algum lugar. Isto, até cruzar com a estrada de alguém, quando percebo que não há lugar algum. Destino, é mesmo ser e não chegar.

Inserida por paulo_sezio

Não importa o que falam de mim, o importante é manter meu caráter, pois se faço a diferença é porque obstáculos para mim é um desafio

Inserida por rudimar_almeida

Oque muitos esperam de mim eu não sei, só sei que encaro qualquer obstáculo.

Inserida por rudimar_almeida

Mesmo que meu objetivo seja loucura para os outros para mim é competitividade, empenho e determinação.⁠

Inserida por rudimar_almeida

⁠Tudo em mim, é um projeto inacabado.
Só peço ao artífice, ao escultor sem gosto que talhou o meu perfil de vida, que me restitua os meus lindos olhos de menino, na estatueta imperfeita que me quis oferecer, mas que eu, orgulhosamente, rejeitei.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Eu nunca seria um ser humano consciencioso, se não fizesse perguntas a mim próprio antes de responder aos meus semelhantes.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Quando estou só, nunca estou sozinho.
Procuro sempre a companhia de mim mesmo e basta-me.⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A LATA DE SARDINHAS E OUTRA DE
CONSERVA DE FEIJÕES
Há dentro de mim
Muita fome de aprender
A ser
Independente!
E quando à outra fome física
Que leva à tísica
Me querem à força matar,
Eu lhes digo e redigo:
Mesmo seco de morrer
Hei de vos ver
Aqui ou lá, num sofrer
De arrepiar...
Ontem, já no hoje do amanhã
Alguém de outros me trouxeram
E ofereceram
Comida nova
Que fizeram
Quentinha a escaldar
Pelas alminhas,
Que a renova
E me disseram
A abraçar:
Come, é o fruto da nossa paixão!
E eu, depois no aido, engoli;
Mas pensei:
Benditos os que sabem que eu
Não posso viver só de sardinhas
E de feijões de lata!
Se não, morro pelo estômago meu
Na mais breve data...
(Depois, de ter o estômago "enganado" é que me lembrei dos sem-abrigo, mulheres e homens e crianças que as latas de sardinhas e outras de conservas de feijões são uma miragem e então chorei... chorei... por ser tão indiferente e injusto ao males do mundo.)

(Carlos De Castro, a tentar saber de onde vem a razão do lápis de censura do Pensador, in, 27-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

SENTIR SEM TI

Senti em mim
Até que enfim,
Que o dia
Quando nascia,
Era já noite para mim.

E assim, em sinfonia,
Se o fosse, eu completaria
O ciclo atroz da morte,
Que de outra sorte
Numa centelha de luz
Que mesmo apagada,
Reluz
Na madrugada,
Momento de enganar a morte,
Eu escolheria.

E daria
As voltas à vil tosa,
Engenhosa,
Manhosa,
Fantasiosa,
Folclórica
Esclerótica.

Essa feia patuta
Bruta
Infiel
Cruel
E já em desnorte.

Viva a vida
Morte, à morte!

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 19-08-2022) ⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠MÃE CANTA PARA MIM

Canta:
As tuas ladainhas de embalar,
Nas noites de menino a arfar
À procura de um sono imenso
Com cheiro a fumo de incenso
Para quebrar o quebranto
No desencanto
Do mau-olhado
Rezado e talhado
Na cruz de Cristo
Ensebada
Por mãos de outros usada
Na renegação do malquisto
Que vem pela calada
Na inocência
Até à velhice da demência
Sem nunca parar o maldito
Do proscrito.
Mãe:
Vem.
Canta para mim.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

F A R TO

⁠De ter esperança em mim,
Fartei-me de ti.
Esperança de mim em ti,
Nem assim, porque sim.

Nunca mais acredito
Na bonança
De uma esperança
Feita rito
Que dizem, sem saber
Porque é a última a morrer,
Se calhar, num grito!

Como se eu não estivesse
E ao demais não parece
Farto,
Infarto,
De crer.

(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 21-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro