Medo de Mim
Vivendo muito abaixo do telhado do medo, sentindo nada sobre como seriam os encontros com tudo aquilo que é bom.
Na arena
O medo tem tamanho e autoridade, no seu histórico pode até invadir os sonhos esquecidos,
Já algumas questões são cobradas impiedosamente pela dor que é o agiota do tempo,
Quando se trata de mais uma identidade revelada é um sinal de que mais um coração solitário foi exposto as sombras da caverna sem esperança,
Esse cenário só muda quando os aplausos na arena silenciam e o medo de cair perde fôlego,
Não precisa ter armadura de ferro e nem uma espada bem afiada para alcançar o que realmente te importa,
Não desvie o olhar, não se perca nas palavras, os gestos bem executados domam feras, eles rasgam caminhos perdidos no meio da encruzilhada,
O que sangra, cicatriza e vira marca da ilusão desnuda quando esbarra no propósito.
Te quero inteira!
Te quero de novo, sem pressa, sem jogo,
Te quero de novo, sem medo, sem sombras, sem idas e vindas, sem choros,
Te quero de novo, sem alarme, sem celular, sem perceber quantas voltas o mundo dá,
Te quero de novo, a noite na cama de pijama saindo cedo descalça e trêmulo querendo desmaiar.
Dei bobeira
Te amei com os olhos,
Mas te deixei exprimir do coração,
Te quis sem medo do caos
Mas a paciência não é um hábito mental dessa geração,
Fui criança ao brincar com os limites daquilo que era encanto,
As emoções não sobrevivem muito tempo sem estruturas, pois se perdem no soprar das imaginações,
Ver sem enxergar o que realmente importa e viver de impulsos sem interpretar o que toca, trazem consequências nos caminhos abertos mas sem significados para a felicidade.
Zerei tudo
O medo me julgou, até eu dar o troco,
Zerei tudo, para recomeçar de novo,
Arriscar requer coragem, viver exige os enfrentamentos,
No olhar esbugalhado, a rebeldia grita enquanto transborda de alegria,
As portas do inferno foram fechadas, a montanha à frente é grandiosa no estilo nepalesa, mas a minha vontade de tocar o céu já me faz enxergar o topo.
Segui na mesma frequência,
Te abracei sem medo, sem enxergar,
Se o fim do mundo fosse hoje eu sei que estaria seguro, pois fiz de você o meu abrigo.
A linha
Entre o medo e a coragem no seguimento da razão x emoção existe a linha do equilíbrio,
quando arriscamos ultrapassar essa linha somos sérios candidatos a viver o extraordinário.
Acho que a pior coisa que aconteceu quando eu estava me descobrindo não foi o medo de não me aceitarem, mas o fato de eu não ter me aceitado.
Levante voo
Não tenha medo de voar, a vista aqui de cima é melhor e mais bonita,
A tanta infinidade nas memorias, a tanta tranquilidade e ternura nas viagens mais próximas do céu,
Voar apresenta espelhos da vida em outro ângulos,
Pensar no que já viveu as vezes é melhor do que pensar no futuro e retarda a velocidade do tempo dando suporte para novos voos e sabermos aterrizar com mais segurança.
O amor é a acção, o sacrifício é quieto, a fé fala mais alta que o medo. O sacrifício define as mães, a coragem definem os pais. O amor de uma mãe é único.
Se a sua moralidade depende do medo de um inferno ou da promessa de um céu, você não é ético; você é apenas um mercenário emocional.
O individualismo moderno é o medo de se perder no outro, disfarçado de autonomia, quando na verdade é apenas solidão com nome de grife.
Desejamos o que o outro deseja porque temos medo de descobrir que, no fundo, o nosso desejo original é um abismo sem fundo.
Conservadorismo é o fetiche de quem sente saudade de uma coleira que nunca tirou; é o medo de que, se o mundo mudar, eles finalmente descubram que nunca tiveram personalidade, apenas um manual de instruções mofado.
A verdadeira moralidade começa exatamente no ponto onde a esperança do céu e o medo do inferno terminam.
