Me Perdoa mas eu Tentei

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Entre os rios eu nado
Entre os rios ando
Entres rios eu sinto
Essa paixão de viver que eu amo

Julgar é fácil
Agora vamos fazer assim
Você cuida da sua vida
E eu respondo por mim.

Se tudo o que você fez por mim precisa ser lembrado sempre que eu discordo de você, então talvez você não tenha ajudado por amizade; tenha ajudado para adquirir autoridade sobre a minha vida!

"Olha, a vaga de santo no céu eu já desisti de disputar; a concorrência de gente perfeita na Terra é muito grande! Sigo fazendo o meu feijão com arroz bem feito e sem inventar moda. A vida e o tempo estão vendo tudo. No final, quando a cortina fechar, o acerto de contas é direto com o Patrão lá de cima — e eu sei que Ele não vai pedir o currículo de santidade de ninguém!"

Eu tenho tantos defeitos
Que vivo a me consertar
E observo os efeitos
Que levam a me melhorar.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
12/08/2026

De que adianta eu postar minhas viagens nas redes sociais se eu ainda não estou dentro do seu coração que é o lugar que mais me importa?

Antes de começar uma nova experiência, pergunte-se sempre 3 coisas:
1 - Eu Quero?
2 - Eu Posso?
3 - Eu Devo?


Se alguma das 3 respostas for Não, repense melhor, poderá não ser bom o resultado.
Se as 3 forem Sim, siga em frente, vai dar certo.


Cesar L.

Eu posso te levantar com meu incentivo ou você pode se afundar com minha crítica

"Deixo a santidade e a perfeição para os especialistas de plantão. Eu prefiro a simplicidade de fazer o melhor que posso sem inventar personagens. O tempo é uma testemunha implacável e conhece o avesso de cada um de nós. No fim das contas, a conta é individual: entre mim, o meu legado e Deus. Sem intermediários."⁠

Eu te amo nos detalhes , no guarda-chuva, nas rosas, no lanche, em tudo aquilo que fiz antes mesmo de voce me pedir. Porque, pra mim cuidar sempre foi uma forma de dizer "eu te amo"

Talvez voce tenha visto presentes, passeios, e surpresas. Eu via outra coisa: Cada oportunidade de transformar meu amor em alguma coisa que voce pudesse sentir!

" Voçê foi poesia antes mesmo que eu soubesse escrever sobre voçê"





Aycha.....s2

TALVEZ, SEJA EU!
Talvez eu não seja o verso;
que teus sonhos um dia escreveram;
nem o abrigo perfeito;
que teus pensamentos escolheram;
Talvez eu não seja o destino;
que imaginaste encontrar;
mas sou quem mais contempla;
a imensidão do teu olhar.


Sou quem vê tua alma acesa;
mesmo quando o mundo silencia;
quem reconhece tua força;
na dor escondida da rotina vazia;
Porque há em ti uma beleza;
que não cabe no espelho ou na razão;
dessas que florescem caladas;
e transformam qualquer coração.


E eu!
eu só queria ser pouso;
para teus dias de tempestade;
ser calma depois do caos;
ser verdade depois da saudade;
Queria ser o abraço leve;
onde teu coração pudesse repousar;
mas também encontrar em ti;
o lugar onde eu possa descansar.


Tua existência me inspira;
me reconstrói sem perceber;
faz nascer dentro de mim;
uma vontade bonita de viver;
E se hoje carrego sonhos;
todos eles têm tua direção;
porque te ver feliz diariamente;
também virou minha missão.


Quero ser força nos teus medos;
luz quando a noite aparecer;
mãos dadas aos teus projetos;
e coragem pra te fazer crescer;
Porque meu maior sonho, no fim;
não é o mundo, nem qualquer conquista;
é apenas dividir a vida contigo;
e ver teu sorriso tornando a minha mais bonita.

Telepatia: entre o real e o imaginário


— Eu amo você todinho...


Não, não é aquela música.


— Amo a sua orelha...


— A orelha?


— Aham...


Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos...


Amo a sua testa.


— A testa?


— Sim. É meio grande, mas eu gosto...


Amo os seus lábios.


Não só porque são lindos...


Mas porque queria que se encontrassem com os meus.


Amo as suas sobrancelhas, as duas...


E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo.


Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes.


Mas não sei... algo estranho acontece.


Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus.


Em algum lugar, eu entro.


Vou muito fundo, seja em você ou em mim.


É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho.


Mas não desisto.


Vou além, até na contramão.


Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto:


— É o meu ou o seu?


Onde estou, afinal?


Estou dentro de você ou dentro de mim?


Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem.


E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair.


Mas alguma coisa me tira de lá.


E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade.


Confusa, sinto saudades.


Da minha casa ou da sua?


Seja onde for, é lá que eu queria morar.

Como diria Suzane von Richthofen:
Eu cuidaria de Bolsonaro como se fosse meu pai!

Como fugimos da rota original? ⁠
Os caminhos acabam com um muro de tijolos e eu não me sinto o lobo mau.
Os porquinhos moram comigo.

A vida não desmorona de uma vez. Ela se desgasta aos poucos.


No “depois eu resolvo”.
No “mais pra frente eu decido”.


É assim que o tempo perde o prazo.


E cada coisa que você empurra
para amanhã vai cobrar um preço depois.


A vida não muda com grandes discursos, ela muda no “agora eu faço”.

O meu eu de 1975

Tenho vários “eus” dentro de mim.

Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.

Mas existe um que é especial.

Ele nasceu em 1975.

Foi assim.

Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.

Havia outros vendedores esperando também.

Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.

Não estava exatamente olhando para ele.

Estava tentando ligá-lo.

E não conseguia.

Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.

Ele olhou para mim e disse:

— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.

Rimos.

Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.

Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.

Mas aquela conversa mudou a minha vida.

Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.

Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.

Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.

Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.

Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.

Marcamos.

Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.

Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.

Para explicar melhor, ele fez uma comparação:

— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.

Achei aquilo meio loucura.

Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.

Talvez eu já fosse assim naquela época.

Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.

Outras nascem como vento.

Eu nasci vento.

Não paro. Nunca.

Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.

A entrevista foi objetiva.

Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.

Comecei estudando o material técnico.

Pela manhã, lia e estudava.

À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.

Eram inúmeras.

A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.

A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.

Ali eu treinava todos os dias.

Montava as ferramentas.

Desmontava.

Subia nos postes.

Descia.

Montava novamente.

E começava tudo outra vez.

Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.

Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.

A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.

Agora seria de verdade.

Era junho de 1975.

A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.

As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.

Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.

Depois fomos para Curitiba, para a Copel.

Agora a tensão era de 230.000 volts.

Mais um mês de treinamento.

Na sequência, fomos para Paulo Afonso.

Ali o desafio era ainda maior.

A tensão da rede chegava a 500.000 volts.

Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.

Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.

Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.

Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.

Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.

Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.

Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.

Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.

Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.

Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.

Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.

Era uma profissão.

Era uma especialidade.

E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.

Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.

Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.

Eu já era casado.

E quase não parava em casa.

Vivia dentro de aviões.

Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.

Até que surgiu um convite irrecusável.

Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.

O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.

Aceitei.

Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.

Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.

Mas não havia outro jeito.

Fui admitido na nova empresa.

Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.

Parecia que começava uma nova etapa.

Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.

A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.

Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.

Pedi demissão.

E recomecei.

Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.

Ele só estava esperando ser atendido.

E, enquanto esperava, a vida apareceu.

Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.

O Cinema, a Sorveteria e o Banana Split

...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia...

Em frente à pracinha havia um cinema: o Cine Rios.

Nos intervalos das “engraxadas” — eu era engraxate, ainda iniciante — ficava na porta do cinema, viajando naqueles painéis de fotografias de “mocinhos e bandidos”.

Eu gostava de ficar olhando para aquelas imagens e imaginando as histórias. Depois, ficava esperando a matinê de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do bem contra o mal.

O mocinho bom sempre vencia.

No fim do filme, vinha a continuação dos seriados intermináveis, que sempre terminavam com algum suspense. Acho que era para a gente voltar no domingo seguinte.

Perto do cinema havia uma sorveteria.

A mais linda do mundo.

Pelo menos era a única que eu conhecia.

Nas paredes, ficavam expostos grandes desenhos dos sabores dos sorvetes. Eu passava um tempo enorme olhando para aqueles painéis e viajando naquelas imagens.

O meu preferido era o banana split.

Eu nem conhecia o sabor.

Gostava da imagem.

O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto. Lógico, pela aparência.

Como eu era um dos que não podiam entrar, o negócio era ficar do lado de fora, olhando pelo vidro e imaginando.

E foi ali, naquela sorveteria, que um dia aconteceu uma coisa que nunca esqueci.

Um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, entrou.

Ele mandou que o homem ruim servisse o melhor sorvete — justamente aquele da fotografia que eu tanto admirava: o banana split — para aquele menino que não podia entrar na sorveteria.

E assim foi feito.

Sem relutar.

Talvez aquele homem nunca tenha imaginado o que fez.

Talvez nem tenha percebido.

Mas, naquele dia, alguém abriu uma porta para mim.

Uma porta que, até então, eu só conseguia olhar de fora.

E eu nem tive tempo de agradecer.

Quem sabe um dia...

Do outro lado da pracinha havia um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogadores de futebol.

Havia também a promessa de ganhar uma bicicleta, desde que você conseguisse preencher um álbum imenso.

Ganhar aquela bicicleta era quase impossível.

Mas sonho de criança não entende de impossibilidade.

Foi assim que, um dia, aos oito anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas.

Eu nem tinha um álbum de figurinhas.

E, claro, também não ganhei a bicicleta.

Mas acho que, naquele dia, eu comprei alguma coisa que não cabia em álbum nenhum.

Comprei um sonho.

E, para um menino de oito anos, talvez isso já fosse uma espécie de riqueza.

Eu sou a Força que, após resgatar a fé e a memória em pequenos reencontros, agora se concentra em proteger a única joia que me resta: a minha paz