Me Perdoa mas eu Tentei
Eu me pergunto o que aconteceu.
Do nada, você sumiu —
e as conversas, antes cheias de vida,
viraram silêncio.
Com o tempo, parece que você esqueceu.
Mas eu não.
Ainda lembro de tudo —
de cada palavra,
de cada instante suspenso no ar.
Às vezes penso
que a memória é um castigo disfarçado:
o vento leva o que é leve,
mas o que pesa fica —
e eu fiquei com elas.
Espero que as suas lembranças
não tenham ido com o vento,
como se nunca tivessem existido.
Porque as minhas continuam aqui,
tecendo silêncio
no lugar onde você estava.
Eu sou imensamente abençoada e iluminada por Deus.
Eu sou rica em luz, amor e felicidade.
Eu sou uma pessoa próspera e que nada me falte.
E tenho certeza que a cada passo meu, Deus está comigo.
Amém!
E eu,
o que farei com o tempo?
além do viver
o que mais terei?
Estamos sob
uma pena fina,
dou-lhe,
graças pelo receio
É o medo dos iguais,
que divide
o meu pensar
Adão disse: "Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me". Eu digo: "Me escondi pois tenho dor, na alma".
O "eu te amo" deveria continuar tendo algum risco. Carregar uma mínima vertigem. Não ser dito como hábito, ser dito com menos frequência e mais perigo.
E se eu disser...
E se eu disser que te amo!
Te garanto que tenho maturidade para tal,
Nas tuas mãos encontrei o poder do verbo reconstruir,
Nos teus passos seguidos dos meus na areia achei o meu horizonte,
Já fui barulho e já fui silêncio em outros corações, também já paguei o preço da colheita pelos meus feitos, hoje me divirto por ser o teu alvo fácil,
A minha melhor versão nasceu a partir do momento que eu encontrei você.
Visível
Deu pra perceber,
Eu li teus pensamentos,
Eu vi teus sentimentos,
Eu senti o calor do teu corpo a distância.
Embora me digam... Que meus olhos são azuis
Eu ainda vejo as coisas em preto e branco.
Mais preto do que branco.
Embora o buraco do poço que eu me encontro
Seja fundo ou muito profundo
Assim mesmo, eu ainda quero
Uma corda para laçar a lua, e me libertar
Dessa escuridão.
Meus pensamentos têm percorrido
Por tantos lugares exteriores
Que hoje me dei conta
O quanto eu estou perdido
No meu mundo interior!
Eu te escolhi em meio a multidão.
E seria bom chegar em casa e ter você garantida.
Me esperando na sala de jantar.
Era muito fácil te ver orbitando
Por tanto me acostumei a isso.
O que eu senti quando te vi ?
Você era o meu sol
Mas te vi indo embora pra sempre.
Percebi o que você fez.
Você usou meu nome
Pra dizer coisas tão lindas.
Poderia usar o seu.
Senti raiva do mistério nunca descoberto.
Eu jamais escreveria tão bem assim.
Por o meu nome ?
Por que você não me contou a verdade?
Quem me dera ter você do jeito que fosse.
Mas você não teve coragem.
Se escondeu em mim.
Ainda assim, você seria escolhido por mim na multidão...
Ninguém me olhou com esses olhos.
“Eu descobri que crescer não é esquecer o que doeu, mas aprender a sorrir mesmo carregando dentro de si tudo aquilo que ainda insiste em machucar em silêncio.”
— Anderson Del Duque
“Tem dias em que eu me perco de mim mesmo, não por fraqueza, mas porque algumas lembranças me puxam de volta para lugares onde eu ainda não aprendi a me despedir.”
— Anderson Del Duque
“Eu continuo andando, mas carrego dentro de mim um lugar onde o tempo não passa… e é lá que moram todas as coisas que eu nunca consegui deixar para trás.”
— Anderson Del Duque
“Eu me acostumei a seguir em frente, mas confesso: há partes de mim que ainda estão paradas naquele instante em que tudo mudou sem pedir permissão.”
— Anderson Del Duque
“Se alguém um dia me entender por completo, vai descobrir que eu nunca fui forte… apenas aprendi a sangrar por dentro sem fazer barulho para não assustar a vida.”
— Anderson Del Duque
“Às vezes eu sorrio para o mundo, mas por dentro estou abraçando todas as versões de mim que ficaram pelo caminho, tentando não desabar de saudade de quem eu já fui.”
— Anderson Del Duque
