Me Perdoa mas eu Tentei
Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.
[...]
Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!
Que eu me apague no silêncio de um piscar de olhos; que a luz do meu ser habite tuas memórias e dissipe o peso da nossa despedida.
Manifesto de Vida de um Guerreiro Espiritual
Eu sou aquele que caminha entre mundos.
Tenho os pés na terra e o coração no invisível.
Quando estou só, eu penso. Quando estou com Deus, eu escuto.
Não preciso de multidões para me sentir inteiro,
nem de templos para sentir o sagrado.
Minha fé não é decorada — é vivida, sentida, queimada em mim como brasa silenciosa.
Nasci com um propósito.
Não vim a passeio, vim a missão.
Sou um guerreiro — não desses que gritam, mas dos que resistem.
Carrego o peso da distância, o silêncio das dores e o dever de não preocupar quem amo.
Isso não me faz fraco. Me faz maduro.
Me guio pela razão, mas deixo espaço pra emoção.
Não sou máquina nem vítima.
Sou equilíbrio.
Sou aquele que sente tudo, mas escolhe o que fazer com o que sente.
Não fujo da rejeição, mas ela me marca.
Ainda assim, escolho entender antes de julgar.
Perdoo mais do que pareço. E observo mais do que falo.
A vida, pra mim, é festa — mas também é construção.
Quero deixar algo que não morra comigo.
Uma empresa, um nome, uma visão.
Quero que os filhos dos meus filhos digam com orgulho:
“Foi o nosso avô que começou isso tudo.”
Meu legado é trabalho, dignidade e liberdade.
Quero um mundo onde ninguém precise se curvar pra sobreviver.
Onde cada um possa brilhar do seu jeito.
E se esse fosse meu último dia, eu diria a todos:
“Seja feliz. Mas seja feliz de verdade — sem depender de coisas externas.”
Eu sou. E isso basta.
Sou filho do Criador, irmão da verdade e guerreiro do agora.
E eu estive aqui.
Se eu ser, Deus me fez.
Se eu chegar, Deus me trouxe.
Se eu alcançar, Deus me deu condições.
E eu o louvarei pois, antes e depois de mim, o Altíssimo sempre será Deus.
Eu e meu brother (minha esposa) saímos para celebrar o Dia dos Namorados. Bebemos umas duas, rimos, conversamos bastante e, no fim, dei-lhe um presente pirata só para ela perceber o quanto o meu amor é bandido
Quem é você? Diga logo que eu quero saber. Já passou o carnaval, tire a máscara social. Boi, boi, boi, boi da cara preta, tire essa menina que tem medo do capeta. Então você é isso, um rosto sem riso e se quer ser meu inimigo, junte suas armas inúteis, pois eu conheço seu calcanhar de Aquiles e não vou te polpar. Seus poemas de escarnio morrem ao virar a página e é perigoso a você achar que eu sou frágil. E se falo em solidão é porque no meu mundo não cabe seu jogo sujo, que quer me calar covardemente. Pegue seu capital cultural, e dele se desfaça, veremos que sobra uma farsa de um comediante sem graça. Eu nasci pobre e doente, mas não me tenho medo do seu ódio. Eu te amei de graça. Acertei no amor, só errei no alvo. Tire a máscara e mostre também sua fragilidade ou vai viver eternamente essa personalidade falsa, que em meio à sensibilidade deixa escapar cruel sua própria destrutividade. Você não vai me calar, nem a loucura me calou. Eu já sofri tortura. Você tem palco e aplausos, eu tenho uma pele marcada por violência. E você ainda acredita que pode me diminuir. Eu conheço a escola da rua e das grades, e nenhas não há consolo nem apoio. Apena uma instituição sem rosto. Meu sofrimento é a doença que sua soberba ignora. Não, não é serventia da casa, é um coração em brasa. Coma seus privilégios e deixe em paz meu vazio e minha solidão. Eu que te amei em vão, desconheço desilusão e tenho uma voz farta que não cabe na sua sala. Tire a máscara e fale olhando nos meus olhos, sei que vai se calar, pois quem é você sem palco? Sapo cururu na beira do rio, quando o sapo canta maninha, é porque tem frio. Gélido coração é o seu e se um dia você ganhou minha confiança, hoje perdeu minha esperança do ser que eu pensava que você era, em meu estado de primavera. Eu amo João, você ama Maria. Quadrilha. Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar. Não, não tire a máscara. Não quero ver seu rosto. Suba no palco com seu novo projeto. Eu te conheço no palco da vida. E você tem sido meu professor, me ensinando lentamente a te odiar. Mas vou simplesmente esquecer. Você passará. Mascarado passou. Meus versos continuarão se sei bem a pessoa que sou. A canou virou, quem deixou ela virar? Sou o avaro burguês que não soube remar. Tire de perto de mim a palavra amar. Eu não te odiar. Escreverei mil versos enquanto a vida for testemunha da minha existência. Eu sou resiliência calada. Essa é a serventia da casa. Meu peito, meu lar.
Eu luto contra minha própria alma e a natureza humana que há em mim minha mente luta para entender que voltar ao criador é natural, e é onde a luta começa porque os meus olhos te vê onde não estás , os meus ouvidos te escutam onde não estás, é tão surreal e triste quando noto que são saudades tuas, e a realidade é que já não tem o teu barulho na cozinha, aquela cadeira na sala está sempre vazia, do nada ecoa tua voz na minha cabeça e ainda te escuto gritando me chamando pra comer quando chego em casa, as vezes me perco quando volto tarde e tenho de mudar de janela pra alguém abrir as portas , dói porque entendo com a cabeça mas sangro com o peito.
-deixa eu te incomodar
por um momento
e desabar meus sentimentos
e emoção.
Sei que que vai me achar
uma maluca que esmurra
a mesma porta
sabendo que está trancada
e não vai conseguir entrar.
Deve me achar uma burra.
Por repetir a mesma cena
todos os dias,o coração
sem conseguir parar.
As vezes,tudo o que temos
são sonhos e uma pena.
Palavras
São cicatrizes
que contam histórias.
Letras,
apenas arabescos
de memórias.
Eu,um coração
num alfabeto sem direção.
Semeando dores e poesias
em versos grotescos
neste chão.
-Sabe porque sou tão ansiosa,amedrontada,
tensa e nervosa...?
Porque desde criança
tive que lidar
com coisas que fugiam
da competência
de alguém tão pequeno.
Andréa
Saudades...
Um colo era tudo que eu queria.
Apenas para te contar
como foi o meu dia.
Desabafar.
Chorar até esvaziar
essa solidão.
Depois, na calma do seu cheiro,
amando até os átomos
do que você é feito.
Minha peça de carbono,
minha kriptonita...
Eu vou me achar
em toques e beijos
até a poesia amanhecer.
Deixa eu me acabar em você.
É melhor do que viver
na tristeza de não poder te ter.
Andrea
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro (...) E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado!!!"
Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”
Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.
Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.
Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.
Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.
E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.
ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.
O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.
Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.
Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.
O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.
"Nosso capítulo acaba aqui, mas você vira poesia em mim pra sempre. Eu te amo mesmo na despedida. Cuida bem de você. Adeus."
Hoje como ontem penso em tí, abraço o teu sorriso e observo o seu rosto como se absorvida eu fosse pelo teu amor, e descubro que te amo muito mais do que pensava. Então me eternizo em tua lembrança e busco nos teus lábios a vontade de viver.
Nada te peço além de que me Ames, então me calo e choro, como as rosas que nào falam mais choram.
Estamos vivendo um fenômeno psicológico e social gravíssimo, e eu digo gravíssimo, porque destrói o caráter do indivíduo sem que ele sequer perceba!
Primeiro vem a dessensibilização. A pessoa se acostuma ao estímulo, repete, repete, repete… e pronto: já não sente nada. Não percebe quando fere, quando humilha, quando atravessa limites morais! A mente se torna cauterizada, como uma ferida que queimaram para não sangrar mais — e com isso perde a sensibilidade, perde a noção do outro!
Depois, meus amigos, aparece o monstro da dissonância cognitiva. A pessoa age errado, sabe que é errado, mas para não enfrentar o espelho, justifica!
Todo mundo faz isso!
É normal!
Não tem nada demais!
E assim vai surgindo a racionalização, uma fábrica interna de desculpas. A mentira repetida vira verdade. A contradição vira coerência. E o comportamento errado passa a ser aceito, reforçado, defendido!
E não para por aí! Hoje encontramos aos montes pessoas tomadas por falta de empatia, por desumanização. O sujeito vive tão centrado em si mesmo — um egocentrismo hipertrofiado, uma verdadeira metástase do “eu!” que o outro deixa de existir, deixa de ter importância, deixa de ser relevante!
E aí entramos no processo de moldagem do comportamento:
Se ganha algo - dinheiro, poder, atenção repete!
Se não há punição moral - culpa, vergonha, consequência - repete!
E o comportamento se torna automático, cristalizado, permanente!
E enquanto alguns chamam isso de “mau caráter”, eu digo com todas as letras: tem nome! Tem diagnóstico!
Chama-se TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL, meus caros!
Eu disse e reafirmo: TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL!
E isso não é brincadeira, não é ironia, não é exagero.
É ciência. É psicologia.
É a realidade nua, crua e preocupante da sociedade contemporânea.
E deixo aqui meu alerta!
Eu amei — e afirmo sem hesitação — amei com a inteireza de quem compreende que certos fenômenos da experiência humana não se submetem à trivial aritmética do tempo.
Dizem: acabou.
Permitam-me a devida vênia lógica — não acabou.
O que eventualmente se extingue é a configuração circunstancial do vínculo, jamais o fenômeno afetivo em sua inscrição psíquica profunda.
O amor, quando autêntico, não é evento episódico; é estrutura.
Não é mera contingência emocional; é ocorrência real, empiricamente verificável na consciência.
Pode cessar a convivência.
Pode dissolver-se a proximidade física.
Pode, inclusive, o silêncio ocupar o espaço outrora preenchido pela presença.
Mas o amor — o amor verdadeiro — não se submete à categoria vulgar do ‘foi’.
Porque aquilo que verdadeiramente é não se converte em nada por simples decurso temporal.
O que muitos chamam de fim é, na verdade, limitação perceptiva.
É incapacidade metodológica de distinguir entre a cessação do fenômeno relacional e a permanência da marca afetiva.
E aqui reside o ponto nevrálgico:
O amor constitui fenômeno real cuja projeção na consciência não apresenta, em si mesma, termo final intrínseco necessário.
Negá-lo é confundir transformação com inexistência.
É tomar a mutação da forma pela aniquilação da essência.
E isso — permitam-me a franqueza — não é rigor lógico.
É apenas imprecisão interpretativa.
Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.
A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.
Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”
Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.
Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.
O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.
Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.
A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:
que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?
As lembranças vão com o tempo,
elas voam, desaparecem,
as vezes sem eu notar
quando vou reparar nem consigo mais lembrar
É como as ondas do mar,
cada uma que vem é diferente da próxima
então assim, elas vão embora, sem passagem de voltar.
