Me Perdoa mas eu Tentei
Perguntam se tem algo de errado comigo
Se ao menos soubessem o que eu encontrei
Um nome tão bonito vai me fazer cair de novo
Você acreditou que nada de ruim iria acontecer
Desculpe por mentir mais uma vez
a culpa dessa vez é minha
Mas os outros não sabem o que eu sei
"
"Eu estava tão cansada,
que os meus pensamentos,
me acolheram ali mesmo no chão,
e o meu coração
em suave pulsação sugeriu uma melodia,
e assim adormeci em ritmo de poesia."
***
Eu não terminei porque não senti.
Terminei porque senti demais.
Porque a pureza assusta
quem já aprendeu a sangrar em silêncio.
Teu sorriso inocente
pedia um cuidado
que minhas mãos, trêmulas,
não sabiam se mereciam tocar.
Não foi sobre você.
Foi sobre o medo
de quebrar algo bonito
com minhas próprias cicatrizes.
Eu fui embora não por falta,
mas por excesso.
Porque às vezes amar
é também saber recuar.
Cada dia eu sinto vc mais perto de mim, mais perto do meu coração, sua beleza incendeia a minha alma com a emoção de poder sentir essa beleza dentro de mim, dentro do meu coração
Tudo o que eu falo, eu faço e não me arrependo.
Tudo o que faço é consciente das consequências.
Não tenho medo delas.
Tenho medo de não correr o risco de acertar.
Se eu amo Deus e não leio Bíblia eu não o amo verdadeiramente. Pois quem ama O busca incansavelmente
Se um dia eu pregar o Evangelho a uma criança e ela não entender, devo me entristecer, pois eu preguei de tudo menos o Evangelho.
Desejo, saudade, amor e paixão tudo se misturam quando eu te vejo e o que falta eu te ter pra sempre?
Não me importa o que você fala ou pensa de mim, pois o que eu me importo é com a verdade que carrego, com a paz que cultivo e com os passos que escolho seguir.
Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.
Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.
Nem que eu tente, não sei ser minimalista. Minha história é um relicário, uma loja de móveis usados, onde tudo guarda um sentido, uma memória, uma cicatriz bonita do tempo. Cada coisa em mim já teve função, já foi abrigo, já pertenceu a outro instante. E talvez seja isso que me faz inteiro: não o espaço vazio, mas o excesso de vida guardada nas gavetas da alma.
Eu acredito na cura das dores, de todas elas, até as mais profundas. Você não é seu sintoma, seus traumas não te definem. É no amor que a vida acontece.
Não vou mais lutar comigo mesmo. Essa guerra íntima sempre foi injusta: eu de um lado, tentando caber; o mundo do outro, oferecendo moldes apertados demais. Passei tempo suficiente tentando negociar minha existência, arredondar arestas, suavizar excessos, traduzir quem sou para ver se assim eu era aceito. Não funcionou. Nunca funcionou.
Nunca coube nas expectativas porque elas nascem pequenas demais para o que pulsa em mim. Nunca me ajustei para pertencer porque pertença, quando exige mutilação, vira cárcere elegante. Aprendi isso do jeito mais cansativo: insistindo. E só agora entendo que insistir contra si é uma forma sofisticada de abandono.
Sou o que sou. Não por rebeldia, nem como defesa. Sou o que sou como quem finalmente pousa as armas no chão e senta. Há uma paz estranha nisso. Não a paz da acomodação, mas a paz de quem para de se ferir tentando ser outra coisa. Sustentar-se dá trabalho, mas lutar contra si cobra um preço alto demais.
Escolho, então, essa trégua radical comigo. Não para me tornar imutável, mas para mudar sem me violentar. Não para agradar, mas para existir com decência. Sou o que sou — e isso, hoje, não é sentença. É abrigo.
Enquanto as pessoas estão murmurando pelo que sou e pelo que não sou, eu vou dando graças só por existir.
