Me Perdoa mas eu Tentei
eu olho pra você e vejo muito do que eu quero, mas o mesmo de você sinceramente eu já nem mais espero...
Simplesmente eu sei que tudo que foi
Importante pra mim
Da minha vida se foi
Então me fez ser assim
Dentro dessa armadura, nessa vida dura
Amar não é ter posse, é ter parceria. Se eu a amo de verdade, eu a deixo viver, porque ela é dona de si mesma e não uma propriedade minha.
Eu me apaixonei por você não pela sua aparência, e sim pela pessoa que você é. Desde o primeiro instante, eu sabia que seria você; o meu coração te escolheu. A tua risada e o teu jeito de falar... tudo em você me completa. Você é a única coisa que eu quero.
O que você pensa sobre mim fala mais de você do que de mim. Eu não sou a opinião que você criou, mas a verdade que escolho viver. Enquanto você julga, eu sigo em paz.
EU SOU A ÁGUA
Eu sou água, fluindo livremente,
Nas veias da terra, em cada corrente.
Transbordo de emoções, um oceano a navegar,
Nas profundezas da alma, eu vou mergulhar.
Sou o pranto silencioso da chuva no telhado,
O frescor das cachoeiras em seu brado.
Sou a calmaria de um lago paciente,
Refletindo a beleza do céu, quiescente.
Eu sou a maré que acaricia a praia,
Lavando as tristezas, trazendo alegria.
Nas ondas revoltas, sou força e vigor,
Desbravando o mundo, sem medo, sem pudor.
Sou a gota que alimenta a semente,
Dando vida e esperança, incandescente.
Sou a nascente que brota na montanha,
Canção da natureza, melodia tamanha.
Eu sou água, a essência da vida,
Fluindo eternamente, sem medida.
Em cada gota, um universo a se revelar,
Em cada poesia, minha alma a ecoar.
DESABAFO
“Ninguém nem nada neste planeta é culpado pelo que não dá certo na minha vida; eu sou meu próprio obstáculo, meu próprio mal.”
Essa frase nasceu do cansaço de quem tenta se erguer há anos e, mesmo assim, sente que tudo desmorona antes de ganhar forma. Por muito tempo, tive a sensação de que o mundo ao meu redor conspirava contra mim. Às vezes parecia algo espiritual, outras vezes soava como uma luta invisível, quase demoníaca, travada em silêncio. O fato é que a ajuda nunca chegou. Nenhuma mão estendida, nenhum anjo, nenhuma presença que dissesse “eu estou aqui”.
Fui ficando à deriva, empurrado para os cantos da vida, aprendendo a aceitar migalhas como se fossem destino. Há anos não sei o que é olhar para minha conta e ver ali o fruto digno do meu suor. O esforço existe, mas o retorno não vem. Com o tempo, isso anestesia. As coisas boas deixam de fazer sentido. O ânimo se apaga. O sorriso vira ensaio.
Hoje sou um ator eficiente: desempenho alegria, força e normalidade sem palco, sem aplausos e sem reconhecimento. Sustento um personagem para sobreviver em meio a amizades raras e rasas e a uma sociedade que se diz justa, mas apodrece na hipocrisia. Não sou vencido — estou exausto. Não sou mau — estou sobrecarregado. E talvez o maior erro tenha sido transformar essa dor em culpa contra mim mesmo.
E ainda nesta noite, sexta-feira, dia 2 de janeiro de 2026, às 23h57, questionar quem rege a minha vida não é sinal de fraqueza. Vejo isso como sinal de consciência. Acredito que, quando alguém começa a se perguntar sobre destino, controle e sentido, essa pessoa já não está dormindo dentro da própria história.
E o problema não é eu ser “o meu próprio mal”.
O meu problema foi ter caminhado longe demais sem testemunhas, sem apoio real, sem pausas para recalibrar o rumo.
Não enxergo o destino como um maestro invisível regendo tudo em silêncio. Para mim, ele se parece mais com um barco mal equipado em mar agitado e tempestuoso. Não é culpa do barco existir — o que falta é leme, mapa e porto.
E, ainda assim, eu sigo flutuando.
Para mim, isso não é pouco. Isso é resistência silenciosa diante de todo o caos da minha vida.
05:55 da manhã 18 de setembro de 2024
Sonhei que era adolescente, e beijava o garoto que eu amava naquela época.
"O raso é o conforto dos que temem o fôlego; eu prefiro o risco do abismo à segurança de nunca ter sentido o peso do mar."
"Enquanto o mundo se contenta com o reflexo da superfície, eu escolhi ser a correnteza que habita o fundo."
"Minha alma não aceita batismos de conta-gotas; ou eu me afogo no que sinto, ou desaprendi a respirar."
"A frase 'não é você, sou eu' é o maior atestado de óbito da honestidade; é colocar um ponto final usando uma tinta que não mancha as próprias mãos."
"O seu 'eu' mais autêntico não mora no topo da montanha, mas na coragem de caminhar com as próprias pernas, mesmo quando a trilha não tem placa de indicação."
