Me Perdoa mas eu Tentei
Eu queria me abrir, mas
Não é possível pra mim
Caso eu fizesse, todos chorariam de
Horror e piedade, vendo uma criança
Amável, se escondendo atrás de
Uma armadura de frieza e sarcasmo
Eu gosto de literatura, mas algo sobre as aulas de literatura me irrita. A verdade é que detesto quando algo que gosto é transformado em acadêmico. Algo sobre a pressão que isso implica em práticas que são conceitos tão puros dentro de mim, me faz automaticamente murchar. Em contrapartida, é bom quando algo acadêmico se torna algo que eu gosto. É engraçado como a inspiração só surge quando estou estudando.
Sentimentos vazios, é tudo o que consigo sentir, não sei em que momento eu senti algo real, não me sinto bem, e tampouco penso em me sentir bem. Já não luto mias contra esse vazio e essa tristeza, me sinto cansada e preciso desabafar. Ainda vejo cicatrizes em mim, e ainda sinto a dor delas, de cada uma delas, o que aconteceu com aquela garotinha que sorria mesmo depois de cair? o que aconteceu com aquela sonhadora distraída? o que é que eu estou fazendo aqui ainda?
O que é sentir amor? o que é se sentir realmente especial? e por que eu sempre tenho que ir embora e abandonar a todos? Agora eu compreendo que eu não tenho ninguém a não ser a mim mesma, e que por mais que eu corra, nunca chegarei a lugar algum, nunca alcançarei aquilo que almejo. Porque simplesmente não sou forte o suficiente, meu coração grita por ajuda, mas não há ninguém que possa ouvir, e não há ninguém que possa ajudar.
Certa vez, sonhei com olhos escuros, os meus.
Refletiam imensa amargura guardada.
Eu quis fugir dali, eu quis dizer adeus.
No entanto, não pude, estava parada.
E eu me vi presa em grandes montes de solidão.
Tão gélida que era, e tão densa que fez-me afundar
Em águas encharcadas de desespero, e exaustão.
Adormeci então, anestesiada pela velha nostalgia.
Que vinha, me abraçava, e logo partia.
Corri pela chuva morta que pelo fulcro escorreu.
Lassa, quis arrancar de mim toda agonia mantida.
Rasguei-me assim, em pequenos pedaços do que foi eu.
E procurei, em vão, qualquer saída.
Eu te adorava, mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com tudo o que você fez e fazia. Eu te adorava, te achava incrível. Por que você estragou isso? Por que você não mudou?
Lembro que a gente brincava de cantar opera, a gente ria juntos, lembro que quando eu pedia você fazia mingau pra mim, e quando eu tinha que tomar injeção no médico você sempre comprava doce depois. Quando foi que isso mudou? eu não sei. Por que você teve que ser assim? Você me machucou, você me machuca ainda, você me fez ter feridas que nunca vão se curar. Que tipo de amor é esse que você diz ter? um amor que destrói qualquer tipo de conexão entre nós, um amor que fere e magoa meu coração. Sabe o quanto eu desejei poder ser eu mesma com você todos esses anos? o quanto eu quis um pai de verdade? Eu parei de te contar sobre a escola, parecia que você não dava a mínima, eu parei de rir das suas piadas, porque de repente elas eram sobre meu corpo, eu parei de ter esperanças que você se tornaria alguém melhor por que suas atitudes nunca mudaram, eu parei de tentar falar o que eu queria por que você me disse que só sua palavra importa. Eu senti sua falta nas reuniões escolares, nas apresentações de dia dos pais, nos passeios, nas noites de filme, eu senti sua falta. E doeu, doeu quando você batia na minha mãe por que ela não queria te deixar ir gastar mais dinheiro com drogas, doeu quando você gritava e me batia por que tava estressado, doeu aquelas vezes que você me obrigou a fazer coisas que não me sentia confortável, doía quando você não me deixava ir pra escola como castigo, pois sabia que eu adorava ir. Doía quando você ameaçava matar minha mãe, doeu todas as vezes que eu quis te abraçar e você me rejeitou. eu me senti confusa quando você disse que me bateu por que me ama, e eu me senti horrível todas as vezes que você disse que eu não sabia fazer nada direito, as vezes que você colocou a culpa em mim por não lembrar as coisas que eram responsabilidade sua. Eu odiava quando eu chorava e vcoê me mandava calar a boca, odiava quando você chamava a minha tristeza de frescura, odiava quando você falava que era uma boa pessoa e mentia frequentemente pra outras, odiava o fato de você usar drogas, odiava o cheiro horrível que ficava em você, odiava quando minha mãe me levava pra igreja e eu era excluída das outras crianças, quando eu sofria bullyng na escola, eu nunca pude contar pra você por que não me sentia segura o suficiente. E principalmente, eu odiei quando aquele homem passou a mão em mim. O que restou da sua garotinha foram mágoas de você, as vezes me sinto culpada por tudo isso, me sinto culpada por sentir vontade de ir pra bem longe de você, de querer que você suma, você é tão tóxico pra mim, que o simples fato de sentir raiva de você me faz sentir culpada, eu só queria que você fosse um pai de verdade pra mim. Mas enfim, acho que é isso, obrigada por >não< ser meu herói, pai.
Se eu falasse pras pessoas das coisas que já passei muitas diriam que sou uma menina forte, que mesmo com todo o meu sofrimento ainda estou aqui seguindo em frente. Mas o que eu sinto é exatamente o contrário, me sinto fraca, e muitas vezes eu quis desistir, eu quis largar tudo e me render, e eu chorei milhares de madrugadas, em silêncio, enfiada na minha própria dor, na solidão do meu quarto.
Na incerteza me faço
Onde no saber eu disfarço
Que por linhas ou traços
Escrevo o que sinto
Por mais que menino
Sei bem o que quero
E do amor eu espero
O poema mais lindo
Que por nós seja escrito
Numa cama de hospital eu vi a morte querer me levar ..
Ao meu ouvido tu disseste
Não tenhas medo estou aqui pra te salvar ..(Deus🙏)
(Escrevi este pensamento enquanto lutava contra um câncer)
Mary.goncallves
Não desejo passar por mais uma queda, mas é verdade que em algum momento da minha vida eu já experimentei essa sensação de fracasso. Não quero me esgotar emocionalmente, mas já houve um tempo em que me deixei levar por essa vulnerabilidade e me entreguei a um estado de exaustão. Sinto que há pessoas ao meu redor que desejam me destruir, mas já enfrentei a devastação em uma fase anterior. De fato, houve um dia em que passei por todas as experiências, por todos os altos e baixos da vida, e me lembro de cada um deles. Hoje, o que eu mais anseio é não sentir dor, mas a verdade é que já vivi momentos de profunda tristeza em que as lágrimas foram inevitáveis.
Se algum dia eu me encontrar em uma situação difícil e acabar caindo, peço que você me estenda a mão e me ajude a me levantar novamente. Se, em algum momento, eu me deixar levar pelas lágrimas e chorar, que você tenha a capacidade de me fazer sorrir e ver o lado positivo das coisas. Se eu, por algum motivo, perder a razão e agir de maneira descontrolada, que você possa me acalmar com sua presença e sabedoria.
Caso eu me sinta sobrecarregado e comece a gritar, peço que você tenha paciência comigo e entenda que são momentos que todos enfrentamos. Quando eu cometer um erro, que você possa me perdoar e me ajudar a aprender com isso, ao invés de me julgar. No entanto, se eu mentir, que você seja justa nas suas reações e me trate com honestidade, sem deixar passar em branco, pois a verdade deve sempre prevalecer. E, se eu falhar em nossa relação de confiança e trair, que você tenha clareza e razão em suas decisões, agindo de forma racional e não apenas impulsiva, para que possamos enfrentar a situação com maturidade.
eu não sei se foi amor.
ou se foi só um reflexo do amor que eu queria ter.
mas eu me vi ali —
nos olhos dele, nas promessas dele,
nas palavras doces que ele me dizia
como quem molda um futuro no ar.
