Me Perco dentro da Saudade
Quando perco uma amizade não fico brava pela sua falsidade me entristeço por ter sido só eu a amiga de verdade.
Eu não te perco Tatiane, está na minha razão.
Fortaleço todos os dias esse, e outros sentimentos que tenho por ti, sei que é recíproco.
O meu amor tem paixão, e nunca se perderá, mas não sabe ser platônico.
Agnaldo Souza
TEM DIAS QUE É ASSIM
Tem dias que me desconheço,
me viro do avesso, me perco ,me reviro, me revolto.
Respiro.
Recomeço.
Sinto os pés de volta ao chão,
estou aqui de novo.
Me concentro.
Rio, me equilibro,
me reprimo, esqueço.
Respiro.
Recomeço.
Agradeço.
Pronto tudo certo.
Tem dias que é assim.
"Perco-me naquilo que me tira o juízo, no que faz com que eu me sinta o pecado e a absolvição. Derreto-me fácil, escorro de leve, percorro e conheço os vários desvios. Não vejo culpa e nem rendição. É o misto do quente e do gelado, é a simples e mera concepção."
-Aline Lopes
Caminho
De manhã silencio
Ao meio dia grito
De tarde me perco
De noite me evito
No norte a lembrança
Contra ela luto
Do leste a esperança
O sul é meu luto.
Que outros calculem
Rumo e razão:
Eu vivo em vertigem
Morrendo em vão
Nasço no agora
Respiro o incerto
— Meu tempo é demora.
Meu passo, deserto.
As vezes perco minhas cores.
E escalas de cinzas é o que há apenas
Por vezes surgem cores, mas logo se desbotam.
Pacto eterno de Amor
Te vejo...
E o meu coração
Acelera no peito.
Me perco em teus olhos
E, mais uma vez,
Insisto em te conquistar.
Esqueço quem sou
E o que significamos
Um para o outro.
Por centelhas de segundos,
Esqueço
Que você nasceu para me amar.
Nesse instante,
Somos apenas eu e você,
Aqui, agora.
Não me lembro
Das outras vidas,
Através do tempo.
Das noites quentes de amor,
Dos nossos casamentos,
Das vezes que me deixou.
Não me lembro
Do pacto que fizemos
De nos encontrarmos em todas as vidas.
Sou só eu e você,
Aqui, não em outros tempos.
Não por maldade —
Apenas não me lembro.
Que existe algo mágico,
Que nosso vínculo é infinito,
Que o nosso amor
É eterno e espiritual.
Esqueço
Que sinto o que você sente:
As lágrimas caindo
Do seu rosto,
O coração acelerado
— não é só o meu —
A raiva e a alegria
Que não são minhas.
Essa telepatia
Que não se explica,
Mas que está presente
No nosso dia a dia.
Mas por horas
Sou só eu,
Tentando ser vista,
Mostrando que existo.
Fico tentando chamar
Sua atenção.
Quero que me veja,
E que me ame de uma vez.
Esquecendo que você
Não vai se apaixonar por mim —
Vai se lembrar.
Lembrar quem eu sou.
Lembrar do contrato
Que fizemos:
De nos encontrarmos
E sermos felizes no final
Do nosso pacto eterno de amor.
Eu me perco na rua de casa, quando você me olha com aquele olhar de quem não desejar nunca terminar de me esculpir.
Quando me perco na profundidade dos teus olhos, não vejo ausência, mas um amor em armadura, erguido tijolo por tijolo pelo medo do futuro. É um jardim de promessas blindadas, onde a flor mais rara é a coragem de simplesmente se desfazer no instante.
O raso me causa vertigem. Tudo em mim é abissal: se amo, me perco, se sofro, me afogo, se escrevo, transbordo.
“Quando faço das minhas vontades a única verdade, perco o caminho — e Deus deixa de ser direção.” (Os`Cálmi)
Eu Amo todas as suas curvas,
Em ti me perco e me encontro,
Nossos corpos se encaixam feito luvas,
Em seu toque me perco e me desmonto.
Te desejo como se fosse primeira vez,
Te amo desde o primeiro sorriso,
te espero no sim, no não e talvez,
Pois te quero pra sempre comigo.
Te amo, simplesmente te amo
Das brincadeiras que adoro
Perco a conta em contar
São tantas que tanto amo
São tantas que gosto de brincar.
Das brincadeiras que adoro
Brincando a hora voa
São tantas que tanto brinco
Na terra da garoa.
Das brincadeiras que eu amo
Doralice também adora
São tantas que brincamos juntos
São tantas que a gente explora.
Das brincadeiras que adoro
Perco a conta em contar
São tantas que tanto amo
São tantas que gosto de brincar.
Autor: Poeta Fuzzil
