Me Perco dentro da Saudade
No ar das estrelas brilha o ser navegante...
Dentro do horizonte resplandece a planície muito além do conhecimento...
Devaneio obscurece os traços ilumados de uma verdade que verte numa cascata de névoas
Outrora já fora dito que passamos a maior parte do tempo dentro da nossa cabeça. Não acrescento nem mesmo uma vírgula.
Simplesmente ratifico: Se fores um ser pensante e observador, é o melhor lugar para que se possa estar!
211022
Olhar para dentro
Enquanto faço companhia para meus demônios, percebo o quão duro é encarar a si mesmo, sem rodeios, sem desculpas, apenas seus pensamentos confusos e ambíguos. Dúvidas e inseguranças que me rodeiam e eu odeio admitir que estão lá e não importa o quanto eu os ignore, elas continuam a me cercar. Tantos erros cometidos, mentiras soltas no ar, traumas vividos, elas continuam a me rodear. Olhar a si mesmo e não se reconhecer é difícil. A falta de orgulho por algum grande feito, as ideias que não passaram de ideias...
Parece que quando se deixa de sonhar, a vida se esvai, e eu... Bom, eu já parei de sonhar há muito tempo.
Quando quiseres saber se digo a verdade, é só olhar dentro dos meus olhos e admirar o brilho que há neles, se for pouco, minto, mas se não for
Eu lhe desculpo pelo simples fato de você não me conhecer… ( Salmo Elias Mattias)
Um dia você vai encontrar uma pessoa que vai olhar dentro dos seus olhos e vai esquecer de tudo pelo que já passou, só para estar com você. Essa pessoa vai te amar como se ela nunca tivesse sido machucada antes. Ela vai perder todo o medo por você, e vai te dar tudo por amor. E não haverá nada que ela não faria por você. Mas você tem que prometer que nunca vai ferir o sorriso dela e que jamais vai deixá-la se lembrar de que um dia já foi machucada, porque você nunca mais vai encontrar outra igual.
Eu nunca imaginei que um simples “oiii” pudesse mudar tanto coisa dentro de mim. Em poucos dias, você mudou a rota dos meus pensamentos e me levou para um lugar que eu nem sabia que existia. São só sete dias de conversa, mas a sensação é de uma vida inteira se reconhecendo aos poucos.
Ainda não conheço seu cheiro, nem o gosto dos seus beijos, mas penso todos os dias em como vai ser o nosso primeiro encontro. Seu jeito, seu olhar, sua energia… tudo em você me encanta. Você apareceu leve, intensa e verdadeira, e fez com que eu acreditasse novamente na magia de uma troca recíproca.
Hoje, a mulher que mora nos meus pensamentos vive em Goiânia - e, curiosamente, nunca pareceu tão perto de Minas Gerais.
Se existisse uma escala para medir graus de maldade, aquelas cometidas dentro das religiões, fantasiadas de verdade, fé e justiça estariam entre as piores. Absolvidas na consciência e sempre justificadas como necessárias ao exercício da fé elas atravessam gerações.(Walter Sasso)
Há uma serenidade própria
em quem já se atravessou por dentro.
Uma calma que não é passividade,
mas economia de energia.
Gritar cansa.
Ser, não.
Semente do Capítulo Sexto — O Sinal que Veio de Dentro e de Fora
O personagem está caminhando numa noite tranquila, dessas em que o céu parece ter mais estrelas do que espaço pra caber estrelas. Ele já vem de um caminho de cura, fé, reconstrução… mas existe algo diferente no ar. Uma vibração que o corpo percebe antes da mente.
No começo, ele acha que é só mais uma crise de ansiedade chegando. O peito esquenta, a nuca arrepia. Mas a sensação cresce de um jeito que não dói — chama.
É aí que o déjà-vu aparece.
Ou déjà-v i, como algumas pessoas dizem intuitivamente, como se o “i” desse uma girada mística na palavra.
Tanto faz: o importante é que o fenômeno bate forte.
Ele tem a sensação exata de já ter estado naquele momento, naquele pedaço de noite, naquela respiração. Só que tem uma diferença: agora a sensação não é só psicológica…
é física.
O vento para por um segundo.
O som da rua parece engolido por um silêncio vivo.
E surge uma luz.
Não é luz de carro, nem de avião.
Não pisca, não ameaça, não faz barulho.
Ela simplesmente… existe.
E, estranhamente, o personagem não sente medo.
Sente reconhecimento.
Como se aquilo fosse uma resposta antiga para uma pergunta que ele nunca teve coragem de fazer.
A mente dele tenta ser racional. Puxa conceitos.
Pensa no projeto 3I/Atlas, aquele sonho científico de mapear fenômenos não explicados pelo comportamento dos céus. Pensa em ondas gravitacionais, pensa em radiação de fundo, pensa em inteligência fora da Terra.
Mas o coração diz outra coisa:
“Isso é pra você.”
A luz, então, pulsa.
Não como ameaça, mas como… saudação.
E nesse pulso, algo explode dentro dele — uma lembrança que não existe, mas que ainda assim parece dele. Uma memória de outra vida? Um eco espiritual? Uma ponte entre consciência humana e algo maior?
A ciência chamaria de experiência anômala subjetiva.
A fé chamaria de manifestação de Deus.
A filosofia chamaria de encontro com o mistério.
Ele simplesmente chama de verdade profunda.
A luz começa a se afastar devagar, como quem diz:
“Segue — tem mais.”
E o déjà-vu se transforma numa certeza poderosa:
a jornada dele não é só emocional, espiritual e humana.
É cósmica.
Ele é parte de algo maior que o próprio destino.
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