Me faço
Estou escrevendo a minha história... Ainda não o faço com canetas. Só com lápis. Posso errar, apagar e continuar reescrevendo.
De vez em quando, uso lápis colorido e assim posso mudar o cenário dando cor aos meus dias.
Mas de verdade? Não importa a cor do lápis... O que realmente importa é a cada dia continuar a escrever. Sei que cada página guarda em si um grande mistério... A dádiva de viver e fazer da nossa vida aquilo que a gente quer. Sem medo de ser feliz.
Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço –
Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem
Comigo é assim: Eu não faço cerimônia. Se eu não gostei, eu falo mesmo! Pode chamar a minha atitude de egoísmo, mas no meu lugar, nem o mais famoso palhaço aguentaria. - Não quero ser piada, muito menos no meu pior dia.
Quando quero ser chata sou chata de propósito, faço um bico enorme para as coisas que eu não tolero.
“Escrevendo, como faço nesse instante, realizo a vontade dos deuses que me deram a oportunidade de viver. E assim sendo, também me realizo pessoalmente pois relato em frases a insanidade que é esse mundo, a vida!”
Não faço parte deste mundo, onde o ideal é que é o aceito, e o Ser que não tem um ideal é o que mais se aceita como é, mas que é o mais inaceitável dos seres.
Ah, como é que eu faço pra lidar
Com esse teu jeito de amar
Não dá pra bem entender, mas eu gosto de você
Quando a gente se junta, esquenta
Sou bastante prática e não faço o jogo de ninguém. Se eu tiver afim de você, não vou fazer joguinhos, fingir que não te quero, armar um circo todo só pra ficar com você. Não, não tenho mais saco, nem idade pra isso. Sou bastante transparente, não camuflo minhas vontades, dou minha cara à tapa. Se eu quero alguma coisa, eu quero e ponto; luto pra conseguir. Sem farsas, sem joguinhos, sem máscaras. Praticidade é meu segundo nome.
Uma dose de Tequila. Vodka, Whisky.
Um som bem alto.
- faço de tudo para calar os sentimentos. E se não se calam, pelo menos os deixo bêbados. Dói menos. Dificil é o porre, no dia seguinte. Sentimento de porre, seguido de uma pontada aguda no coração intermitente.
Eu varro a sala, eu rego as plantas
Abro as janelas pro ar circular
Faço uma faxina pra limpar a casa
Faço uma faxina pra arrumar a vida
Pra dissolver e recompor
Até os infortúnios tem o seu valor
Na oportunidade de aprender com a dor
Portanto, a gratidão jorra pela fonte do meu coração
Eu não faço coisas como fazer desejos. Isso faz com que você tenha expectativas mais altas. É muito mais fácil viver sem grandes expectativas.
(Cale Henituse)
Você
Hoje acordei pensando em você.
Aliás, é só o que faço:
- Pensar em você!
Penso no que seria eu sem você e
você sem mim.
Teria aprendido a me defender
como me ensinou?
Saberia encarar tudo de frente?
Sem medo de gente?
Sem ser tão urgente?
Assim era eu antes de conhecê-lo:
- Medrosa, ansiosa, receosa.
Temia que se todos descobrissem
meus medos, que não teria mais como
me defender.
E, no entanto, descobri que posso.
Sou de madeira pura, segura, posso garantir meus alicerces.
Sustento-me.
Sou meu apoio.
Só dependo de uma coisa nesta vida (fora você):
- Preciso acreditar mais em mim!
Dizem (os bons corações) que sou iluminada... Me sinto água e quando quero me faço vinho. A interpretação é sua, a essência é minha. Se meu momento é de água, me bebo com muita sede, se é de vinho, me degusto como se estivesse em êxtase mergulhando em deleite, sentindo saudades de nosso ninho.
"A maturidade substitui o 'por que isso aconteceu comigo?' pelo 'o que eu faço com o que restou disso?'."
Nada sei e nada faço, apenas limitei-me a cruzar os braços e a cambalear perdidamente por entre vielas a falar comigo mesmo e balbuciar orações em forma de lamentos.
