Me Deixa Viver
Se você não é capaz de cuidar de uma rosa
e chega ao ponto de deixá-la morrer,
cultive apenas os cactos
e seja feliz com os espinhos.
Deixa-me conduzir
Deixa-me mostrar minha dança, meu prazer, meu desejo
Deixa-me conduzir...
Deixa-me saciar tua sede com meu néctar
Deixa-me arrancar suspiros de teu âmago
Deixa-me tornar menina e mulher em teu colo
Em tua cama, em teu chão...
Deixa-me dominar, implorar, mandar
Arranhar, morder e chupar
Deixa-me conduzir...
E, após tudo isso,
Deixa-me dormir aninhada em teus braços cansados,
em teu corpo suado,
sentindo teu coração, tua alma
E então, conduza-me
Com a maestria de tua poesia.
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho.
Nota: Trecho da música "Sozinho"
Deixa eu te dizer, antes que o ônibus parta, que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado (...)
Criaturas são belas, mas todas perderam a razão, exceto uma. Só o curinga do jogo não se deixa iludir.
O que te deixa vulgar não é uma roupa curta. Vulgar é ter o cérebro do tamanho de um shorts e achar isso bonito.
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada.
Assim: deixa a vida te lavrar a alma, antes, então a gente conversa. Deixa você passar dos trinta, trinta e cinco...
Pois é, não deu
Deixa assim como está sereno
Pois é de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver
Pois é, até
Onde o destino não previu
Sem mais atrás vou até onde eu conseguir
Deixa o amanhã e a gente sorri
Que o coração já quer descansar
Clareia minha vida, amor no olhar
