Me Deixa Viver
O porto a beira do misterioso Oceano da Vida, é um local mais de partidas e despedidas do que de chegadas.
Permanecemos caminhando nesta dimensão quando constatamos que ainda temos, a boa capacidade de ouvir novas historias e fazer novos amigos.
As celebrações com datas marcadas são meramente comerciais. A celebração do que é importante em nossas vidas, deve ser constante, multidimensional e atemporal.
Nunca celebro a morte matada reconforto me mesmo a contra gosto perante toda morte naturalmente morrida.
Por minha mãe eu desde cedo sempre aprendi e acreditei muito mais na constitutiva generosidade do que na proposta autorialidade financeira. Talvez por isto não tenha escrito um só livro, mas permaneço a semear livres bons pensamentos, fluir energias curativas, criativas e transformadoras na reconstrução de caminhadas existenciais norteadas pela luz e a felicidade de viver em abundância por tudo e por todos os lugares que já passei e ainda vou.
Que cada um seja sempre um amoroso pai e mãe atentos, misericordiosos e constantes para sua conquista da sublime paz interior.
As almas sensíveis se apaixonam diante de um momento sublime, toda vez que ouvem da fala da outra tudo que sempre sentimos e não encontrávamos palavras exatas para dizer.
Sonhar é bem melhor que viver enquanto não consegue se falar por não saber quem e que de fato, é você. A vida nos cobra respostas absurdas e fica surda diante das tentativas de nossas tímidas respostas. Onde estão as portas se vivo espiando me no mundo debruçado na minha janela.
Em muitos casos a ignorância facilita as esperanças descabidas e a fé cativa. O exato conhecimento da realidade infortuna já os primeiros passos das mais breves caminhadas.
Qualquer tipo de preconceito é baseado no medo invisível do que não existe, assim como em grotescas e erradas superstições, incapacidade de viver em grupo e ignorâncias.
Só existe relação afetiva e amorosa promissora e duradoura quando ambas as partes tem o outro como prioridade.
A grande doença na sociedade contemporânea do século XX e XXI aparece quando fazemos contrariados o que não temos a menor vontade e empenho em fazer.
A fantasia comedida, a luxuria da novidade, o inesperado e a ilusão consentida são atmosferas imprescindíveis para iniciar a chama incandescente no vulcão do prazer.
Não sei se conseguirei por completo mas tenho a máxima certeza do exato trabalho que vim aqui neste mundo para fazer.
