Me Deixa mais Forte

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É perigoso o jeito que você me deixa... uma mistura de sede e vício que só o seu corpo consegue saciar.
Enzo Ruchell

O assédio deixa marcas invisíveis,que o tempo nem sempre consegue apagar.Por isso, escolha sempre o respeito,antes de falar, tocar ou julgar.
Que a voz de quem sofreu seja ouvida,e que a justiça encontre o seu lugar.Porque ninguém merece viver com medo;todo ser humano nasceu para ser respeitado e amar.
Helaine machado

Um ritmo tão sem graça


Tudo passa...
E o tudo passar deixa este mundo tão sem graça.
Passa o amor... passa a desgraça.
Como assim... mundo sem graça por fazer passar a desgraça?
Sim... sem graça... porque que graça tem já saber de antemão que a desgraça que aflige seu coração já tem seu fim determinado por antecipação?
Sua desgraça, minha desgraça... passarão como fumaça.
Que graça sofrer por uma desgraça que logo ali adiante passa?
Não sofra com a desgraça!
Passa o amor... que mundo mais sem graça...
Que graça tem na misteriosa estrada da vida...
Amor como guarida
Vida no amor ser acolhida
E, logo à frente, dolorosa despedida?
“Que por perdê-la perdida,
Me desfaleço de dor...”
Perde-se a vida...
Perde-se o amor.
Neste mundo frágil... tudo é frágil...
Tudo passa... tudo vira fumaça.
Que mais sem graça é esta vida!
Que no seu próprio ritmo desgraçadamente passa... tudo é, deveras, tão sem graça!
Ô vida... qual é de te viver a graça?


Rosangela Calza

No fim, quem atravessou a própria dor deixa de procurar o sentido da vida. Descobre, com uma melancolia irreversível, que o sentido nunca esteve na ausência do sofrimento, mas na estranha capacidade de continuar respirando depois que uma parte da alma já morreu.

Abra a janela,
sinta o vento
viva o momento
liberta seu pensamento...

Deixa ir o passado,
afasta a cortina...
muda sua sina...
sobe a colina...
atravessa o vale,
chega até o mar...

Não olha pra trás...
busca ser feliz
pelo menos uma vez mais...

Felicidade é assim que se faz.

A mentira tem prazo... a verdade não tem fim,
Quem constrói sobre a justiça deixa um legado, enfim.
Não entrega tua consciência por um brilho passageiro,
Quem protege o próprio nome vale mais que o mundo inteiro.

Ti despertes

Deixa-me encontrar o teu olhar
Desejando me amar.
Eu me verei no teu riso de menina
Que deixou se encantar.

Tu que sabes que eu te amo
E vejo o mundo em teu olhar,
Não me negues o teu carinho
Onde eu possa me abrigar.

Estejamos sempre juntos
Qualquer que seja a estação.
Que se abrasem os nossos corpos
Se no inverno ou verão...

Ensinarei meu coração
A merecer o teu querer,
Farei desse amor
Os acordes de uma canção...

Por hoje,
Deixe que eu aflore os teus pensamentos
Até que eu possa despertar-te
Neste mesmo sentimento
Que lhe tem meu coração...

Edney Valentim Araújo

Em uma flor

Deixa eu saber aonde estou,
Se meu coração está contigo
E já não anda mais comigo...

As águas que vieram
Ainda banham os meus olhos
Neste rio tão vultoso
Do amor que te espera...

Não te esqueço um só instante,
Mas se lembrares de que te amo
Não demores a voltar...

Se não te importas a minha dor,
Saiba ao menos do amor
Que em tuas mãos
Depositei em uma flor...

Edney Valentim Araújo

Moça sapeca

Esse teu jeito
De menina bonita...
Moça sapeca.

Deixa comigo teu coração,
Porque o meu
Já não te deixa mais...

Como eu quero
O brilho dos teus olhos
Iluminando os caminhos meus...

Se te afastas por um pouco,
A saudade me castiga
Ansiando teus abraços

Ah... esse teu jeito,
De menina bonita...
Moça sapeca do meu coração.

Edney Valentim Araújo
1994...

⁠Caminho
.
Colho flores no caminho
Que me é o teu carinho
E não me deixa andar sozinho,
O teu perfume
É a flagrância desse amor
Que me entrega a ti
Pra ir contigo por onde for...
.
Que seja longo esse caminho
Onde eu não ande mais sozinho
E não me perca desse amo...
O teu perfume enlaçou o meu destino
Pra nos dar um só caminho
E caminhar pra um só lugar, o amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Quando o Supremo deixa de ser tribunal e passa agir como partido político, a imparcialidade da Justiça se perde no palanque.




Benê Morais

" Ao despertar e desejar oferecer alegria a alguém, o indivíduo deixa de existir apenas para si mesmo e passa a participar conscientemente da vida coletiva. "

O ENIGMA DA VIDA.
A vida, quando interrogada com rigor, não se deixa aprisionar por uma única lente. Ela exige do espírito humano uma travessia entre campos diversos do saber, como se cada disciplina fosse apenas um fragmento de uma verdade maior, ainda velada. Assim, ergue-se este exame como uma conferência de múltiplas vozes, que se entrelaçam até culminarem na síntese consoladora da visão espírita.
Sob a ótica positivista, a vida é observada como fenômeno verificável, circunscrito ao domínio da experiência sensível. O ser humano, reduzido à soma de funções orgânicas, é compreendido como produto de leis naturais imutáveis. Não há mistério, apenas mecanismos. O nascimento e a morte tornam-se eventos biológicos, delimitados por causalidades físicas. Contudo, tal perspectiva, embora meticulosamente ordenada, carece de resposta para as inquietações mais profundas do ser, aquelas que não se medem, mas se sentem.
O materialismo avança ainda mais na redução. Para ele, a consciência não passa de secreção cerebral. Amar, sofrer, sonhar, tudo se dissolve em reações químicas. A vida perde sua transcendência e se torna um episódio efêmero no vasto teatro do acaso. Mas aqui surge uma fissura. Se tudo é matéria, por que o homem aspira ao infinito. Por que chora diante da morte e busca eternizar o que sabe ser transitório.
O musicista, ao contrário, percebe a vida como harmonia. Para ele, existir é vibrar em frequências invisíveis, é compor-se com o ritmo universal. Cada emoção é uma nota, cada experiência uma melodia. A dor, longe de ser um erro, torna-se dissonância necessária para a beleza do conjunto. A vida, então, não é apenas vivida, mas interpretada.
O poetista eleva essa percepção ao campo da linguagem simbólica. A vida torna-se metáfora. Um jardim que floresce e murcha. Um crepúsculo que anuncia tanto o fim quanto o recomeço. O poeta não explica a vida, ele a revela em sua dimensão sensível. Ele intui aquilo que a razão ainda não alcançou.
O romancista, por sua vez, vê a vida como narrativa. Cada indivíduo é personagem de uma trama complexa, onde escolhas, conflitos e redenções se entrelaçam. Não há existência sem enredo, nem sofrimento sem propósito dramático. A vida ganha sentido quando compreendida como história em construção.
O astrônomo ergue os olhos ao céu e contempla a vastidão. Diante das galáxias, a vida humana parece ínfima. Contudo, é justamente essa pequenez que desperta o assombro. Como pode um ser tão diminuto conter em si a capacidade de compreender o cosmos. A vida, nesse olhar, é um ponto de consciência no infinito.
O cientista, fiel ao método, investiga os processos da vida com precisão. Descobre estruturas, decifra códigos, manipula elementos. Mas, ao final de cada descoberta, encontra uma nova pergunta. A vida revela-se inesgotável, como se sempre escapasse ao domínio completo da razão.
O filósofo mergulha no problema do ser. Pergunta-se não apenas o que é a vida, mas por que ela é. Reflete sobre sua finalidade, sua origem, sua essência. A vida torna-se problema ontológico, exigindo não apenas respostas, mas compreensão profunda.
O psicólogo, atento à interioridade, investiga os movimentos da alma humana. Observa conflitos, desejos, traumas, aspirações. Percebe que a vida não é apenas externa, mas profundamente interna. O verdadeiro drama humano ocorre no silêncio do espírito.
Mesmo os transgressores das leis sociais oferecem uma perspectiva. Ao romperem normas, revelam tensões ocultas da sociedade. Sua existência, ainda que desviada, denuncia imperfeições coletivas. A vida, aqui, surge como campo de luta entre ordem e liberdade.
Todas essas visões, embora distintas, apontam para uma incompletude. Cada uma toca uma dimensão da vida, mas nenhuma a esgota. É nesse ponto que se impõe a necessidade de uma síntese mais ampla, que não negue a razão, mas a transcenda.
É então que se ergue a luz da doutrina espírita, codificada por Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos. Ali, a vida deixa de ser enigma insolúvel e passa a ser compreendida como expressão de uma realidade espiritual mais vasta.
Na questão 132, encontra-se uma das respostas mais esclarecedoras. Pergunta-se qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos. A resposta é categórica. Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação. Para outros, missão. Em todos os casos, é prova.
Na questão 134, define-se o que é a alma. Um Espírito encarnado. Assim, a vida não é criação da matéria, mas manifestação do Espírito através dela. A matéria torna-se instrumento, não causa.
Na questão 115, afirma-se que os Espíritos foram criados simples e ignorantes, destinados a progredir. A vida, portanto, é caminho evolutivo, não episódio isolado.
Na questão 166, aborda-se a pluralidade das existências. A alma reencarna tantas vezes quantas forem necessárias para seu aperfeiçoamento. A vida atual é apenas um capítulo de uma longa jornada.
Na questão 919, recomenda-se o autoconhecimento como meio de progresso moral. A vida, então, adquire sentido ético. Não basta existir, é preciso transformar-se.
Essas respostas, quando analisadas em conjunto, oferecem uma visão profundamente consoladora. A vida não é acaso, nem castigo sem sentido. Ela é oportunidade. Cada dor carrega um propósito. Cada encontro, uma lição. Cada existência, um degrau na ascensão do Espírito.
A Boa Nova, ensinada pelo Cristo, ressurge aqui como essência dessa compreensão. A vida é amor em movimento. Não se limita ao instante presente, mas se projeta na eternidade do progresso espiritual. Viver bem não é acumular bens, mas cultivar virtudes. Não é dominar o outro, mas compreender-se.
E assim, ao final desta reflexão, o enigma da vida já não se apresenta como abismo, mas como convite.
A vida é escola, é caminho, é reencontro. É lágrima que purifica e esperança que renasce. É silêncio que ensina e voz que consola. É dor que lapida e amor que redime.
E quando o coração humano, cansado de buscar respostas fragmentadas, encontra essa verdade, algo se transforma em seu íntimo.
Já não teme a morte, pois compreende a continuidade. Já não se desespera diante da dor, pois reconhece sua função. Já não se perde no vazio, pois descobre que jamais esteve só.
A vida, afinal, não é um enigma para ser resolvido, mas uma realidade para ser vivida com consciência, dignidade e amor.
E naquele instante em que a alma compreende isso, mesmo em meio às lágrimas, ela sorri, porque enfim percebe que viver é participar de uma obra divina, onde cada sofrimento é semente, cada gesto é eternidade em construção, e cada ser é chamado a tornar-se luz.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

"A morte não é o fim da história, mas o momento em que ela deixa de ser escrita por nós para ser lida por todos os que nos amaram."

"O amor só é quando deixa de exigir e começa a oferecer."

“O verdadeiro progresso humano começa quando a inteligência deixa de negar a transcendência.”

" Aquele que transforma o sofrimento em disciplina moral deixa de ser prisioneiro da dor e torna-se artífice da própria ascensão. "

" Tudo que for erigido em nome do amor é apenas um eco pálido diante do abismo que ele deixa no peito. Cada gesto, cada palavra, cada tentativa de tocar sua essência, fracassa miseravelmente, como se o próprio sentimento se alimentasse da nossa incapacidade de contê-lo. E tu sentes — com cada fibra, cada suspiro, cada lágrima silenciosa — que nada jamais será suficiente, que todo esforço humano é apenas sombra diante da luz cruel e imensa do que verdadeiramente amas. A dor é aguda, penetrante, e nos deixa nus diante do infinito, impotentes, chamando em vão o que nunca se deixa possuir por completo. "

A vida deixa marcas de todos os tipos; mas, a salvação é a única marca divina que fica no coração para quem deseja entrar na Vida Eterna.

Continue se movendo em direção ao que te faz bem,


Pois, andar com o coração rasgado deixa a vida mais breve.