Me Chame

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"Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!"


Até autoria desta frase e uso, eles atribuem a Esquerda, ela é amplamente atribuída ao líder revolucionário russo Vladimir Lenin, mas, nunca foi dele, é da "Ku Klux Klan" nos EUA

Chame a garota pra sair, ver a lua iluminando o céu nas noites frias de Junho. Acenda uma fogueira para se aquecerem, e, enquanto a chama brilha, falem de seus sonhos, seus medos, seus sentimentos... Convide-a para ficar em casa contigo, no calor do edredom, assistindo ao seu filme preferido. Saiam para dançar, exercitar, ou fazer um piquenique aproveitando o sol da manhã de domingo. Dê a ela motivos para ficar ao seu lado: faça carinho, faça amor, faça-a feliz! Não deixe seu relacionamento cair na rotina. Seja criativo.

Pare de maltratar as pessoas e chame isso de 'ser homem'. Isso é ser um erro que afasta os outros do caminho certo.

Não chame de estranho quem quer te ajudar; chame de ignorante a sua vontade de se isolar do mundo.

​Não chame de "estranho" o amigo que você ainda não teve a coragem de conhecer por causa do seu preconceito.

"Não chame de sucesso aquilo que foi construído sobre a ruína do seu caráter. O império trilionário começa na base invisível da integridade. A virtude não é um acessório; é o combustível que separa os lendários dos esquecidos."

"Não chame de sorte o que é fruto de uma disciplina inabalável moldada pelo silêncio e pela observação. O silêncio do sábio vale mais que o alarde do tolo."

⁠❝ ...Não a chame frágil, pois a fibra que a compõe É a mesma que move o sol e faz a semente brotar. Na alquimia da dor, sua essência se dispõe A vencer o medo e a jamais hesitar.
Ela é a ponte, o ninho, a bússola que aponta o norte. Com a graça da dança e a rigidez do pilar, Seu coração abriga a certeza de que é forte, Pois ela é, em essência e luta, a Mulher Guerreira do lugar...⁠❞


----- Poetisa Eliana Angel Wolf

⁠Pode me chamar de Mulher, na doçura e na agonia
Mas chame de Loba quem guarda a própria valentia!
Eu recomeço...
Eu sou a Loba!


------- Eliana Angel Wolf⁠⁠⁠⁠⁠⁠

"Não chame de 'humildade' a sua falta de ambição. O Deus que criou o universo não é um Deus de pouco; o seu limite é a sua incredulidade."

Há quem chame de preservação o que, na verdade, é o empenho incansável em piorar o amanhã.

Não me chame para perder tempo.

Não me chame pra baladas.
Me convide prum luau ou uma orquestra de passarinhos.
Caso contrário, só vai plantar coquinho.






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⁠⁠" A gente precisa de alguém
que nos faça rir, que nos abrace
e nos chame atenção quando estivermos errados
a gente precisa de amor
de alguém para caminhar na fé
e encontrar na vida, o real sentido das coisas
e ao encontrar, que nos complete
mesmo que de vez em quando pareça que nos falta um pedaço
a gente precisa mesmo de alguém
pois sem ninguém, solidão domina
o sono termina, a vida padece
aquela mistura de paz e guerra, finda
a gente precisa de alguém
para tornar a nossa vida, linda...

Não chame de bênção aquilo que você precisou pecar para ter. Deus nunca entrega em paz o que o pecado trouxe em silêncio.

Um Acidente Acontece De Repente

Em um dia alegre,
Algo acontece de repente,
Chame de descuido, acidente ou o que quiser,
Eu chamo de acaso.
Sorrisos somem,
Tudo o que vejo é um mundo preto e branco.
Posso dizer que talvez seja Deus,
Colocando nossa fidelidade à prova,
Ou talvez nos mostrando o valor de uma vida.
O que será dele sem sua outra metade?
Não sabemos, e sei que não precisaremos,
No final tudo dará certo

"Em emergências de saúde, chame o SAMU (192). Para emergências policiais, ligue 190. Os meus continuam contando comigo."

Não me chame de contraditória,
o que sinto será sempre o que sinto até o fim,
mas o que falo ou demonstro muitas vezes pode ser blefe apenas isso..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

O Galo
Impotência, inutilidade, medo, pequenez. Chame como quiser. A verdade, é que as palavras jamais conseguirão expressar com exata precisão o que eu sinto ao ver aquilo. O que? Um galpão. Um imenso, fedorento e decadente galpão. Milhares de olhos tristes emolduram os rostos grandes. Bolas negras de inocência dilaceram meu coração em bilhões de pedaços. São os olhos da carne. É a comida demonstrando sentimentos adversos, tentando impor, de forma inútil, a vida que nunca lhes pertenceram.
O que acontecerá depois de hoje? A quem pertencerão?
Um futuro incerto, recheado de crescimento econômico está sendo pactuado em contratos legais de compra e venda. Eles não são animais, são coisas. Bens que nos pertencem e podem ser vendidos, assassinados, comidos ou amados. Nas jaulas frias, flashs de câmeras fotográficas inibem uma psique descontrolada. O bico frenético do galo negro morde, com demasiada ansiedade, meus dedos trêmulos.
“Você vai ficar bem”, tento dizer de forma inútil, enquanto percebo a mentira que escorre pela minha fina linha de voz. Falo como um sopro. As lágrimas me veem aos olhos, transformando diversos sentimentos em uma gota de agua palpável, a matéria da minha subjetividade não compreendida. O galo tem o olho esquerdo machucado, as patas são enormes, o corpo beira o absurdo. Hormônios. O animal foi vendido por quinhentos reais, as placas indicam que ele é o vencedor no quesito de reprodução de matrizes. Misturar raças e rações é o segredo para essa geração de aves mutantes. Claro, precisamos de galinhas fortes, recheadas com proteínas induzidas para nos dar alguma dose de energia. Mas ele não sabe, não percebe. Seu instinto diz que precisa reproduzir, seu corpo pede por comida, seus olhos ardem. O estresse diminui sua produtividade como galo. Meu Deus, será que o galo sabe que é galo? Acho que não. Está perdido na escola do professor Xavier para super dotados. O galo é um super galo. O galo me bica, pra tentar impor sua grandiosidade. O galo é apenas o galo que engole medalhas pela garganta e, ainda assim, não deixa de ser galo. Mas eu, a garota de fora que esconde o choro, sei que ele é apenas um galo que foi induzido a ser, literalmente, grandioso.
Vou embora, me despedindo daquele ser perturbado. Dobro à direita e encontro mais jaulas. Gaiolas pequenas enfestadas de animais sensíveis de pelugem branca reluzente. Eles são os melhores no quesito de pelugem, os melhores no quesito de carne, os melhores no quesito de venda. São coelhos. As orelhas pontiagudas saem por fora dos buracos minúsculos, os flashs desafiam a capacidade visual dos animais, induzindo-os a um estado de torpor. Os corpos trêmulos demonstram fragilidade. As placas brancas de madeira rústica, demonstram preços. Eles são separados de acordo com seus quesitos mais impressionantes. Crianças se amontoam à minha frente, com os dedos pequeníssimos a tocar-lhes o pelo premiado. Mães sorriem, tiram fotos, explicam a vida do ser que está enjaulado como algo banal, um destino certo, uma beleza que está ali para ser vista e depois esquecida. Nada de nos aprofundarmos. Corações tão rasos quanto seus interesses. Eles são a base sólida de um mundo já corrompido, a ignorância em massa que carregará para sempre os mais aptos nos ombros. A ignorância que alimenta a violência, que educa com cegueira, que vive em vão, que morre sem orgulhos.
Ao lado, uma loja de roupas vende casacos de pele, paralelo a uma loja de filhotes de chinchila. Mais fotos, mais crianças. O peso de não se ser ignorante em uma terra enfestada de burrice. Tento sair dali, trancar minha respiração, fechar meus olhos. Temo não suportar o abismo que se abre em frente aos meus passos febris. Mas suporto. Suporto o suficiente para chegar até o galpão ao lado, onde o meu principal destino se encontra: os bovinos.
Nada de jaulas, nada de flashs. Aqui, há somente vacas, bois e cheiro de estrume. Placas enormes indicam os melhores matadouros, a melhor vaca para alimento, o melhor touro para reprodução. Cartazes esplendorosos exibem, com certa soberba, o orgulho de um boi em especial. Não lembro com exatidão o nome dele, mas sei que era muito, muito especial. Seu Sêmen foi vendido para dois continentes. Sua espécie, sua raça, ou sei lá o que, eram do mais alto escalão de linhagem bovina. Se você quer carne macia e animais dóceis, venha até mim. Se você quer animais submissos e uma linhagem mais rápida, venha até mim. Meu boi é o melhor e maior reprodutor do mundo. Venha até mim.
Eu vou.
Vou até o boi de quem tanto falam e não vejo nada além de um boi. O boi que, de tanto ser exaltado como boi, também pode se ter esquecido de que era boi. Mas eu... Ah, eu sabia que ele era um boi. Ele não me vê, estava ocupado demais regurgitando aveia. Mas eu estava lá. E eu via. O tamanho anormal, o pelo excessivamente penteado. O principal objeto de consumo, a melhor propaganda possível do objeto mais caro. O capitalismo agindo na sua forma mais pura para manipular a pecuária de que tanto dependemos. Continuo olhando e vejo apenas um boi. Um boi lotado de compromissos, fotos, folders, medalhas, filhos e linhagens inteiras de comida. Ao lado, mais bois. Todos os tipos de bois. Não conheço raças nem nada, mas sei distinguir cores. Bois brancos, bois marrons, bois pretos. Todo tipo de boi. E todos os bois que eu vi, devolviam o olhar meio incerto. O destino que nada lhes trazia, a compaixão que não lhes era devida. Olhos tristes. Bolas negras, repletas de mistérios e amores não percebidos. Bolas negras que continuavam a perfurar meu coração.
Será que o galo sabia que era galo ou apenas se convencia do contrário?
Por que estou começando a perceber falhas na minha identidade que não condizem comigo mesma. E, talvez, também ache que sou um galo. Na minha fraqueza, na minha pequenez. A indústria que consome meu dinheiro, de forma indireta. A pecuária que me engole pelas pernas contra a minha vontade. O mundo gira, enquanto acho que sou galo. E, nesses giros em descompasso, me perco numa identidade já não tão natural. Sou um galo que não se reconhece como galo, e, talvez por isso, me intitule como humana.

Inserida por sararibeiro

Não a chame de insensível, talvez ela tenha sido sensível demais a ponto de ter sofrido por algo não merecido. Não a julgue com facilidade não ponha sentimentos inexistentes, não manipule fatos jamais poderá vê seu coração, ou melhor senti-lo não se convença por tão pouco.

Inserida por anabernadi