Me Ame quando eu menos Merece
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
Deus segurou-me quando eu já não acreditava, mão que sustenta devolve a confiança perdida, nesse amparo recuperei crédito em mim, aprendi a caminhar com novo suporte.
Quando eu tinha pouca idade a vaidade me dominou, e só na maturidade percebi que a simplicidade é a maior riqueza.
A fé me devolveu a mim mesmo,
quando eu já tinha esquecido quem era, ela me levantou antes mesmo que eu pedisse, e hoje eu sigo firme, porque sei de onde vem minha força.
Eu carrego uma coragem disfarçada, que só aparece quando tudo desaba, é ela que me puxa pelos cabelos da alma e me obriga a tentar mais uma vez, e é por isso que nunca paro.
A fé é ponte que atravesso mesmo quando não vejo o outro lado, eu caminho por instinto, por confiança, e sempre encontro chão.
Quando a dor parece ocupar toda a sala, eu falo com ela como a um parente. Pergunto seu nome, ofereço café, faço perguntas óbvias sobre seu humor. Às vezes ela responde com socos, outras, aceita sentar e dividir o jornal. Descubro que humanizar o sofrimento é um modo de domesticar o desespero.
Sinto falta da ignorância de quando o mundo parecia gentil, antes de eu aprender a arte da desconfiança e o peso do silêncio.
O amor, quando chega para alguém como eu, não entra pela porta da frente com flores, mas infiltra-se como a umidade nas paredes, gelando os ossos antes de se tornar parte da estrutura. É uma dor bonita, um jeito de sofrer acompanhado por alguém que também tem medo do escuro.
“Amar em Silêncio”
Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.
O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.
Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.
Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.
Eu fico fazendo os cálculos da distância,
Quando as pessoas precisam
de mim,
E quando precisei delas.
A busca das virtudes exige coragem constante; só avançamos nelas quando enfrentamos o nosso eu de ontem.
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